Moda

Brechós online para garimpar de forma consciente

Selecionamos os melhores brechós que vendem pela internet para você conhecer e consumir moda de maneira mais sustentável.

Ilustração Gustavo Balducci
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Já é um fato conhecido: a moda é uma das indústrias mais poluentes do mundo. Cerca de 20% das águas residuais produzidas ao ano vem da moda, assim como a liberação de 500 mil toneladas de microfibras sintéticas nos oceanos. Além disso, todo ano, a indústria descarta em torno de US$ 500 bilhões em roupas que vão direto para aterros e lixões.

É verdade que, nos últimos anos, vimos o surgimento de práticas e maneiras de produzir mais responsáveis, com impacto reduzido no ambiente. Porém, apesar dos avanços, uma das maneiras mais eficazes de combater os excessos da indústria da moda ainda é o reaproveitamento de roupas e tecidos.

Dentro de um cenário incerto como o de agora, dar novo significado a uma peça que seria descartada ou transformá-la em algo diferente (hello, upcycling!), passa a ter ainda mais valor. Pensando nisso, montamos uma lista de brechós online, nacionais e internacionais, para você que, como nós, não resiste a um bom lookinho, mas também tem consciência do seu papel dentro do sistema da moda e quer fazer escolhas mais sustentáveis. Confira:

  • OLIVER DESAPEGO

"Sempre amei brechós, apesar de quase morrer de rinite alérgica", brinca Lara Alves, fundadora do Oliver Desapego. Com uma média de preço de R$ 90, o brechó de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, funciona com loja física e vendas online pelo Instagram. Entre os achados estão roupas e acessórios das mais diversas marcas. "Esse é o nosso grande diferencial: produtos do A ao Z, de uma Arezzo a uma Chanel", diz Lara.

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"As clientes deixam as peças na Oliver e no prazo de 48hs fazemos a curadoria dos itens, levando em consideração o tecido, material utilizado na confecção e o estado da peça", explica a empresária. "E peças atemporais sempre possuem um valor maior", fica essa dica.

+ @oliver_desapego


  • COLETIVO GRRRLS

Formado por Ketlen Suzy, Maíra Martins e Babi Santos, o coletivo existe desde 2013 em Belém. O propósito é gerar impacto positivo nas pessoas através de seus trabalhos, que envolvem principalmente moda e design, mas também direção criativa, styling, fotografia e até antropologia. "Percebemos que tínhamos muito mais do que precisávamos e que já era hora de passar adiante algumas peças que a gente amava, mas que, por algum motivo, não nos completavam mais", conta Ketlen. "Essa rede foi crescendo e agora somos um coletivo de desapegadxs, sob curadoria das colaboradoras principais, com o objetivo de transformar roupas garimpadas para as reinserir no mercado em vez de serem simplesmente descartadas", continua ela.

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Além do garimpo pelos closets de amigas e colaboradoras, o trio também é entusiasta do upcycling. Vestidos viram blusas, calças viram shorts ou saias, algumas ganham mangas, outras perdem golas, botões são trocados, rosa vira azul e por aí vai. "As peças são exclusivas, elaboradas através de um processo de criação artesanal e reciclagem", finaliza Ketlen.

+ @coletivogrrrls


  • ANEXO VINTAGE

Nascido no Shopping da Gávea, em 2005, o Anexo Vintage pegou carona no movimento second hand, quando ele ainda dava seus primeiros passos no Rio de Janeiro. "Naquela época, havia se iniciado uma onda de desapego, com muitas pessoas se conscientizando de que roupas de segunda mão também eram cool", conta uma das sócias, Lila Sudart, que divide o comando do brechó com a amiga de infância e ex-modelo, Carla Pádua.

No Anexo, é possível encontrar bolsas quase sem uso de marcas como Hermès, Celine, Bottega Veneta, Miu Miu, Prada. "Além disso, temos peças de vestuário super selecionadas de grifes nacionais e internacionais e muitos acessórios", completa Lila. Já os preços variam bastante, partindo de R$ 100 e podendo chegar a R$ 25 mil.

+ @anexovintage


  • TRASH CHIC

Fruto da sociedade de Joca Benavent e Loly Monfort, o brechó funciona há 27 anos em São Paulo, com uma curadoria impecável de peças de luxo vintage, seminovas ou nunca usadas. "Temos um cuidado excepcional com a qualidade das roupas, que seguem uma seleção criteriosa para garantir que sejam originais e tenham o estilo atemporal que buscamos", explica Joca.

Com um acervo de mais de 2500 peças, de looks raros aos mais atuais, o Trash Chic é o templo de quem busca grandes labels como Chanel, Louis Vuitton e Balenciaga. "Muito antes da sustentabilidade ser pauta, nós sempre acreditamos na segunda vida de roupas para uma moda de qualidade e um armário cheio de ícones", diz ele.

+ https://www.trashchic.com.br | @trashchicvintage


  • RETROAGIR

Os primeiros garimpos da cearense Orleanne Barreto, fundadora do Retroagir, se deram por uma necessidade financeira. "Na época eu estava precisando de dinheiro, mas foi amor a primeira garimpada", lembra. Ainda na faculdade ela decidiu lançar o brechó, que completa seis anos nesse mês de junho.

Formada em design de moda, ela faz tudo sozinha, desde o garimpo em bazares e desapegos de amigas e cliente, até os consertos das roupas, a lavanderia e atendimento ao cliente. "Também trabalho com upcycling, onde separo algumas roupas que vejo potencial e transformo em outra peça."

+ https://www.retroagir.com/ | @brechoretroagir


  • PRETTYNEW

Depois de estudar em escolas como European Business School, Central Saint Martins e Instituto Marangoni, a brasiliense Gabriela Constantino decidiu unir seu amor pela moda e pelo universo digital a filosofia do consumo consciente. Nascia assim a Prettynew, uma plataforma online de revenda roupas e acessórios seminovos, femininos, masculinos e infantil, além de objetos de decoração. "Aqui cada peça tem continuidade e história. Trabalhamos apenas com produtos previamente avaliados e aprovados diante do nosso rigoroso processo de avaliação", afirma. Stella McCartney, Valentino e Gucci são alguns exemplos de grifes garimpadas por ela.

+ www.prettynew.com.br | @_prettynew


  • BRECHÓ FABIO RODRIGUES

Quem visita João Pessoa, na Paraíba, talvez não imagine que na frente do Pavilhão do Chá, uma das principais atrações turísticas da cidade, exista um brechó lotado de tesouros vintage – pense em um trench coat Dior a R$ 400. "A loja começou em 2001, como uma iniciativa da minha mãe, que queria fazer uma renda extra para nossa casa", diz Fábio Rodrigues, que assumiu as rédeas do negócio em 2005. "Fiz uma reformulação mais focada em itens de época para ampliar o acervo histórico. Isso abriu caminho para que começássemos a fazer locação de figurino para teatro, cinema e música."

Antes da pandemia, Fábio viajava a cada dois meses para diferentes capitais do país e, uma vez ao ano, para fora do Brasil, em busca de tesouros retrô. Apesar das viagens estarem interrompidas no momento, o acervo de quase 6 mil peças ainda pode ser muito bem explorado virtualmente. "Temos de tudo. Nosso acervo vai dos anos 1920 aos 2000 e atendemos de acordo com a necessidade da cliente, reformando as roupas, se necessário."

+ @brecho_fabio_rodrigues


  • BRECHO SEM CLASSE

Foi através de sua mãe, uma professora, que Alexander Rosa lançou seu brechó, no final de 2015. "Na época, ela trabalhava como empregada doméstica e recebia roupas que os patrões não usavam, na maioria das vezes ainda com etiquetas das lojas", lembra Alex, que passou a estudar essas peças e se aprofundar no universo da moda. Entre moletons Planet Hollywood, óculos Chanel e camisas Ralph Lauren, veio o insight de iniciar seu próprio garimpo.

"Comecei em Embu das Artes, queria studar e entender mais sobre o mercado de brechós e a moda sustentável", explica Rosa, que realiza sua curadoria através de parceiros, lojas de revenda e muita pesquisa online. "A gente não vende somente um estilo, street ou retrô, fazemos um mix". De Nike a Moschino, o Sem Classe tem excelentes achados, que podem ser vistos no Instagram da marca através de editoriais realizados pela cidade de São Paulo.

+ @brechosemclasse

Camiseta do Brech\u00f3 Sem Classe.Camiseta do Brechó Sem Classe.Foto: Felipe Cardoso de Souza | Modelo: Thauany Oliveira

  • O GRITO

Funcionando no Rio de Janeiro há 3 anos e meio, o brechó agora passa a vender exclusivamente online. "Nessa nova fase quero ultrapassar o garimpo vintage e criar algo mais criativo, interferindo, bordando, desenhando, juntando uma peça com a outra, utilizando alguns tecidos que tenho de acervo para modificar essas roupas", explica o stylist Thiago Neves, idealizador do Grito.

Por conta da pandemia, o garimpo está interrompido, mas Thiago ainda tem muitos tesouros guardados em seu acervo, como vestidos e camisas de seda estampada, além de bolsinhas-desejo, bem retrô. Com a mudança de estrutura os valores também baixaram, variando em torno de R$ 100. Além disso, o designer tem planos de lançar sua própria coleção, para driblar a dificuldade de garimpo.

+ @ogritobazar

Terno, bolsas, sapatos e \u00f3culos do brech\u00f3 Grito.Terno, bolsas, sapatos e óculos do brechó Grito.Foto: Juliana Rocha e Bruno Machado | Modelo: Aline Albuquerque

Brechós internacionais com entrega no Brasil


  • RETOLD VINTAGE

Nascido em 2018, o brechó londrino levanta com orgulho a bandeira da economia circular. "Queremos promover escolhas sustentáveis de moda e mudanças positivas na indústria do vestuário", conta Clare Lewis, nome por trás da empreitada. "No centro da Retold está a missão de tornar as roupas vintage e de segunda mão inspiradoras e acessíveis. Cada pessoa que compra conosco, é um passo mais perto de criar mudanças positivas em uma escala maior", completa.

Cada look é cuidadosamente escolhido por Clare, que preza pelo estilo minimalista de vestir. Entre camisas de estilo vitoriano, bijoux dos anos 1970 e 80 e diversos itens de alfaiataria que se esgotam na rapidez de um clique, o brechó é hit absoluto entre as fashionistas britânicas.

+ www.retoldvintage.com/ | @retold_vintage

Look do brech\u00f3 Retold. Look do brechó Retold.Foto: Divulgação

  • IMPARFAITE

Para quem curte o estilo das francesas, esse é o brechó ideal. Criado por uma dupla de amigas apaixonadas por peças vintage, a loja francesa tem mais de 550 parceiros que fornecem roupas e acessórios antigos. "Cada item da loja é cuidadosamente selecionado pelo nosso time", explica Ariane de Béchade, uma das fundadoras do Imparfaite. "Qualidade e estilo são primordiais na curadoria, mas sempre a um preço acessível", continua.

Os vestidos florais estão entre os hits do brechó, assim como os tops de crochê e camisas com babados e mangas bufantes, bem românticas. Há ainda uma seção dedicada a Levi's 501 e outra a grifes francesas como Cacharel, Lanvin e Sonia Rykiel.

+ www.imparfaiteparis.com | @imparfaiteparis



  • ATIJO STORE

Na esperança de tirar o preconceito de que roupas usadas não podem ser valorizadas, os amigos e stylists britânicos Anu Odugbesan, Caitlin Moriarty, Londiwe Ncube e Safiya Yekwai, fundaram a loja em maio de 2019. "Sempre gostamos do vintage pela qualidade, designs exclusivos e o fato de ser uma abordagem muito mais acessível e sustentável da moda", conta Safiya. "Mas também admiramos a curadoria e a estética de algumas lojas conceituais contemporâneas que raramente eram vistas em brechós", completa.

Esse cruzamento entre vintage e moderno é justamente a fórmula de sucesso da loja, que funciona exclusivamente com vendas via Instagram. "Adquirimos nossas roupas em viagens e localmente, sempre procurando peças de ótima qualidade e que pareçam únicas para nós". Roupas e acessórios de estilo clássico estão entre os achados da Atijo, que também trabalha com itens de décor, como vasos, jarras e potes de cerâmica.

+ @atijostore

Look da Atijo Store. Look da Atijo Store.Foto: Divulgação

  • GOOD SHOP BAD SHOP

A Goodshop Badshop começou em 2017, fundada pela amante de moda e ambientalista, Lilly Bernard, que seleciona cuidadosamente cada peça disponível, priorizando tecidos predominantemente naturais e sustentáveis, como seda, algodão e linho. "Tenho orgulho de usar embalagens 100% recicladas e biodegradáveis. Nossa missão é ajudar a preservar o planeta através da sustentabilidade e do slow fashion", diz.

Atualmente a marca realiza vendas pelo Instagram, mas está trabalhando para lançar uma plataforma digital multimídia que destacará outros talentos e negócios sustentáveis nas áreas de arte, música, cinema e literatura. Ela também está produzindo uma linha própria com tecidos reciclados. "A ideia é adicionar produtos modernos, com materiais de meados do século passado", antecipa Lilly, que ainda está desenvolvendo collabs com pequenas empresas de conceitos similares e administradas por mulheres.

+ @gs__bs


  • ONE SCOOP STORE

Com 15 anos de experiência na indústria da moda, a londrina Holly Watkins decidiu que era hora de expandir a ideia do reuso e assim começou o instagram da One Scoop. O sucesso foi imediato e em pouco tempo as peças vendidas se esgotaram. "No verão de 2018, a loja virtual foi lançada para oferecer uma gama mais ampla de itens, a preços acessíveis", conta Watkins, que já revendia suas próprias roupas desde 1995, quando ainda estava na escola.

"Vi atitudes mudarem e acredito mais do que nunca que a segunda mão é a maneira mais sustentável e agradável de comprar", defende a britânica. "Vasculho vendas de garagem, lojas de caridade e brechós, mas também tenho uma rede de vendedores particulares para adquirir itens raros, de designers de luxo, além de marcas contemporâneas e artesanais."

+ www.onescoopstore.com | @one_scoop_store


  • NA NIN VINTAGE

Sediada em Richmond, na Virgínia, a Na Nin começou como uma loja vintage online em 2009 e, ao longo dos anos, se expandiu consideravelmente, com linhas próprias de roupas e fragrâncias. Conduzida por uma vibe minimalista, tem achados clássicos, como jaquetas de couro e camurça de diferentes épocas, blazers amplos e camisetas Hard Rock Café, tudo com preços convidativos que não costumam ultrapassar US$ 100.

+ shopnanin.com | @naninvintage


  • BONSERGENT STUDIO

A Bonsergent foi fundada pela dupla de amigos Ben e Cris, em meados de 2018. Sediada entre Paris e o Sul da França, começou como um pequeno brechó, mas hoje também possui uma linha própria de roupas igualmente desejáveis. "Depois de morar em cidades diferentes, trabalhando como estilistas e visual merchandisers, decidimos juntar todas as coisas que amamos e criar esse projeto", explicam, em entrevista por e-mail. "Selecionamos produtos por forma, cor e material, além da qualidade de cada peça e onde foi feita."

Já as coleções de roupas são produzidas em um pequeno ateliê administrado por quatro mulheres, na divisa da França com a Espanha. "Elas são realmente apaixonadas pelo que fazem e produzem pequenas quantidades com muito amor."

+ www.bonsergent-studio.com/ | @bonsergentstudio


  • SHOP GIRL LA

Como diz o perfil da pequena loja californiana no Instagram, a Shop Girl é como "o armário daquela sua avó legal". Se a sua avó costumava usar trenchs de couro e camurça, camisas de organza com babados ou jaquetas de oncinha, você provavelmente já entendeu a vibe desse brechó, que começou a partir de road trips de uma mãe e sua filha pelos Estados Unidos. "Nossas roupas pré-amadas são cuidadosamente escolhidas, assim como os artigos para o lar", diz Sisilia Piring, co-fundadora da Shop Girl.

"Não compramos roupas a granel em feiras, embora isso facilite o processo. Preferimos escolher cada peça manualmente para oferecer um serviço mais especializado", completa. Essa especialização também as inspirou a criar pequenas coleções próprias, em edições limitadas.

+ https://www.shopgirl-la.com/ | @shopgirl.la

Vestido do brechó Shop Girl LA.Foto: Divulgação

  • VESTIAIRE COLECTIVE

Conhecida por sua vasta coleção de itens Hermès, Fendi, Saint Laurent e mais, a plataforma Vestiaire Collective começou na França, em 2009, com a seguinte pergunta: "Por que tantas peças de luxo ficam paradas em nossos guarda-roupas? Poderia haver uma maneira de prolongar a vida útil desses belos itens, trazendo-os de volta à circulação?". De lá pra cá, o que era um pequeno negócio parisiense se tornou um empreendimento global, especializado na compra e venda de artigos de luxo usados, com uma rede de quase 7 milhões de colaboradores.

Com escritórios localizados em Paris, Londres, Nova York, Berlim, Milão e Hong Kong, a empresa possui um time de 300 pessoas que recebem em torno de 25 mil itens por semana para avaliação – dessa leva, cerca de 3 mil peças entram no site para revenda. Entre os achados estão blazers by Yohji Yamamoto, acessórios Dior, calças Helmut Lang e muito mais. Para quem deseja vender desapegos deluxe, a plataforma ainda oferece uma consultoria especial com dicas sobre como precificar itens corretamente.

+ https://us.vestiairecollective.com/ | @vestiaireco


  • BEYOND RETRO

Uma das maiores redes vintage da Europa, o Beyond Retro possui lojas espalhadas pelo Reino Unido e Suécia, repletas de achados das mais diversas épocas e origens. Cada produto é adquirido com até seis meses de antecedência, em um processo de seleção auxiliado por um sistema de gerenciamento de informações que fornece atualizações diárias de tendências. "Isso nos ajuda a responder às mudanças no zeitgeist da moda semanal e mensalmente", explica a assessoria de imprensa da marca.

Carinhosamente chamados de "caçadores de tesouros", os 30 buyers da marca escalam, literalmente, montanhas de roupas de segunda mão em feiras e galpões, para encontrar os itens que chegam às lojas físicas e virtual. Também há uma etiqueta própria, a LABEL, onde itens garimpados, como jeans, tricôs e camisetas, passam por reformas e customizações.

+ https://www.beyondretro.com/ | @beyondretro




Em resposta a um mercado que superproduz para depois descartar, estilistas e marcas independentes estão mixando peças de várias etiquetas de luxo para criar um novo guarda-roupa consciente.

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