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Se você curte o tapete vermelho do Oscar e as festas que rolam depois da premiação, com certeza viu o vestido da atriz Julia Fox no after party da Vanity Fair – uma das mais tradicionais e concorridas da noite. O longo de couro da etiqueta dinamarquesa Han Kjøbenhavn tinha um detalhe bem específico: uma mão agarrada ao pescoço. O detalhe foi feito de cerâmica pela artista plástica Naomi Gilon para o desfile de verão 2022 da grife. O look ganhou destaque em vários sites não só pela peça em questão, mas também devido à bolsa feita de cabelo humano, segundo a atriz, e a maquiagem preta que já virou sua marca registrada.

Fundada por Jannik Wikkelsø Davidsen, em 2008, a Han Kjøbenhavn nasceu focada no mercado de óculos. Sua notoriedade, porém, só veio quando seu criador passou a investir em roupas masculinas e femininas. Parte do sucesso veio de um visual diferente do que se espera do design escandinavo – mais sóbrio, polido e com linhas simples. Aqui, a estética é mais crua, muito influenciada pela classe trabalhadora do país e pelos códigos que o estilista viu ao crescer nos subúrbios de Copenhagen. “Há um lado menos polido e mais DIY (Do It Yourself) da vida na Escandinávia, um lado que não vemos refletidos na maior parte das marcas daqui. Várias coisas são legais em Copenhagen, mas às vezes elas são só percebidas como uma bolha de conto de fadas”, explica Jannik em entrevista à revista i-D.

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A atriz Julia Fox com vestido Han Kj\u00f8benhavn. A atriz Julia Fox com vestido Han Kjøbenhavn.Foto: Getty Images

Desde seu lançamento, a marca transbordou as fronteiras do país e virou um negócio global. Em 2017, firmou uma parceria duradoura com a Puma, ativa até hoje. A primeira coleção de tênis, bonés, mochilas e camisetas, que também carrega elementos de workwear, chegou a ser vendida no Brasil. Em 2020, a Han Kjøbenhavn estreou na semana de moda de Milão, após alguns anos desfilando na Copenhagen Fashion Week.


Apesar de ter sido a moda feminina que o levou ao tapete vermelho da noite mais importante da temporada de premiações, as roupas masculinas eram o foco principal da grife. Pelo menos até 2019. Foi nesse ano que Jannik se aprofundou na pesquisa de itens para mulheres, sempre levando em consideração diferentes silhuetas. Os ombros marcados e detalhes estruturados fazem parte do seu DNA e aparecem em vestidos longos, macacões, casacos de couro e jaquetas bomber. A sensualidade também é bastante presente, muita pele de fora, recortes, modelagens justas e decotes profundos, como aqueles que marcam a coleção de verão 2022.

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Em uma entrevista ao Yahoo, o estilista fala que o lado sombrio e até meio melancólico de sua moda não deve ser visto com pesar. “Me inspiro em pensamentos temperamentais. Venho de Copenhagen, onde o sol só brilha duas vezes por ano, então é naturalmente o espaço que nós estamos. Adoro a palavra ‘triste’. Tristeza não precisa ser triste – há valor nela”, finaliza.

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