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Fotos: Cortesia | Dior
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Já é de praxe desfiles de meia-estação (cruise, resort e pref-all) acontecerem em locações fora das capitais da moda, de preferências com algum cenário bem instagramável ou paisagem paradisíaca. Tem até um capítulo do nosso podcast sobre isso, e vale super a escuta. Pois bem, na última quinta-feira, 16.06, a Dior levou convidados, clientes e imprensa para Sevilha, na Espanha, para apresentar sua mais nova coleção – uma quase imersão nas tradições e costumes locais.

O show começa com dois dançarinos de flamenco, acompanhados de 40 bailarinas, todas de vermelho. É que uma das principais inspirações da diretora de criação Maria Grazia Chiuri foi Carmen Amaya, mais conhecida como La Capitana, primeira dançarina de flamenco a usar roupas masculinas nos anos 1950. Detalhe que tem tudo a ver com o legado da estilista italiana à frente da maison francesa.

Após alguns minutos de performance e sapateado, os primeiros looks começam a descer as escadarias da Plaza de Espanã, locação escolhida para o desfile. São looks carregados de elementos regionais, com calças de cintura alta e jaquetas toreador, ambas decoradas com bordados pretos e passamanarias. Camisas, blusas e vestidos românticos de renda em vermelho, branco e preto também completam o mix, ao lado de alguns xales, botas até o joelho e chapéu de abas largas.

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Nada ali é à toa ou gratuito. É tudo fruto de pesquisa e colaborações. Os xales de Manila, de por exemplo, contam as histórias e jornadas das comunidades que o criaram (na Ásia) e usaram (lá e após sua chegada nos portos de Sevilha). Para esta coleção, eles foram feitos pela designer e artesã local Maria Jose Sanchez Espinar. Os chapéus desenhados por Stephen Jones (inspirados numa foto da Duquesa de Alba andando a cavalo com Jacqueline Kennedy), foram executados pelo ateliê espanhol Fernandez Y Roche. Já o trabalho com couro que aparece em algumas roupas na bolsa Saddle é assinado pelo artesão Javier Menacho Guisado.

É verdade, contudo, que as referências e pesquisas muitas vezes pesam no look final. Até a metade do desfile, o peso e valor histórico chega a ofuscar alguns detalhes primorosos. É só a partir do look 54, mais ou menos, que podemos ver com mais clareza como Chiuri combina os elementos locais com as tradições da maison e seu olhar sobre ela. São nas peças jeans com corte reto, na combinação de calças de montaria com jaquetas com aparência esportiva de luxo, nas sobreposições mais leves de rendas e tecidos transparentes que a coleção ganha força e desperta mais desejo.

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