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Fotos: Getty Image e Divulgação
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Quarenta anos atrás, Giorgio Armani percebeu um filão de mercado que poderia ser rapidamente abocanhado e ainda reforçar a identidade da sua marca. Na época, seus ternos estavam no auge, tinha o figurino de Richard Gere em Gigolô Americano (1980), tinha Grace Jones, tinha o boom do power dressing e, como denominador, tinha a alfaiataria desestruturada do estilista italiano como denominador comum. Em 1981, quando abriu uma nova loja em Milão, chamou-a de emporium, afinal a intenção era vender ali muito mais do que roupas (e essas a um preço mais acessível), um lifestyle completo. Deu certo. Nascia assim a Emporio Armani.

E para comemorar as quatro décadas de sucesso da segunda linha, Giorgio Armani preparou uma exposição, uma revista temática e um desfile que não pode ser bem chamado de retrospectiva, apesar de revisitar todos os principais pilares da etiqueta. Estavam lá a alfaiataria relaxada, o flerte com os esportes, as estampas geométricas, as orgânicas, os tecidos naturais e os tecnológicos também. As temáticas também lembravam coleções passadas: praias paradisíacas, oásis, refúgios campestre ou a velocidade frenética de grandes centros urbanos.


Parece muita coisa – e é. Mas não chega a ser uma maluquice ou cacofonia sem pé nem cabeça. Isso se deve ao fato de tudo ter girado – e ainda girar – em torno de princípios estéticos muito bem estabelecidos e quase imutáveis ao longo dos anos. Em tempos de mudanças constantes, não só faz sentido tamanha consistência e constância como é algo digno de admiração.

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Ao fim do desfile, o primeiro depois de um ano e meio de apresentações sem plateia, Giorgio Armani recebeu os aplausos ao lado de sua sobrinha, Silvana. Em entrevistas recentes, o estilista revelou estar preparando a empresa – e um possível sucessor – para assumir as rédeas do negócio após sua aposentadoria. Com o gesto de hoje, tudo indica que mesmo com uma eventual saída de cena, seus valores e identidade ainda devem continuar presentes.

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