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"É o meu primeiro desfile presencial para Fendi, e é uma celebração. Nossa mulher se soltou um pouco – ela está saindo, se vestindo. Ficamos todos trancafiados por tanto também que acho que é tudo o que precisamos agora", escreveu Kim Jones sobre o verão 2022 da marca italiana da qual é diretor de criação.

O estilista não está sozinho com esse sentimento. Nas semanas de moda de Nova York e Londres, uma sensação de retomada ou ressurgimento pautou as principais apresentações, ainda que de maneira considerada ou controlada. Faz sentido, né? A vacinação segue avançando, os números de novos casos e mortes caíram consideravelmente, mas ainda há um boa dose de incerteza no ar (graças às novas variantes e à resistência de muitos em tomar a vacina).

Numa das suas coleções mais bem resolvidas (e mais leves) para Fendi, Jones entra nesse clima hedonista mas nem tanto com uma ode à alfaiataria dos anos 1970, à cena disco e, principalmente, ao ilustrador Antonio Lopez. Grande amigo de Karl Lagerfeld, o porto-riquenho foi uma das figuras mais influentes da moda daquela época. "Ele tinha um pensamento de futuro, inclusive era admirado por todo mundo, de Andy Warhol a Steven Meisel e David Hockney", explicou o estilista.

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Seus traços sinuosos aparecem primeiro em kaftans e camisas brancas. Aos poucos, os famosos desenhos de rostos femininos, com lábios vermelhos marcados (característica também reproduzida na beleza do desfile), surgem em intársia de couro, rendas e jacquards. As bolsas, carros-chefes da casa italiana, funcionam quase como canvas, recebendo uma profusão de cores (tramadas ou estampadas) inspiradas nas obras do ilustrador.

Ao longo desta temporada de verão 2022, referências aos anos 1970 apareceram de forma sutil, mas aqui elas chegam bem evidentes. Os ternos femininos (a combinação de calça, blazer e sutiã já pode ser considerada uma das principais propostas da próxima estação), os vestidos franjados ou esvoaçantes e os conjuntinhos rendados com meia-calça não ficariam descontextualizado nas pistas libertinas do Studio 54. E talvez esse seja o único problema desta coleção. Muitas vezes, a inspiração aparece um tanto literal demais, mais parecendo figurino do que uma interpretação atualizada da coisa.

Ainda assim, é interessante perceber os novos rumos do prêt-à-porter da marca. Com uma linha de alta-costura mais robusta, há um direcionamento para propostas que atendam às necessidades das consumidoras de forma mais abrangente – e sem muitas complicações. Daí, a aparente simplicidade de muitas peças. Em sua maioria, são roupas que podem ser combinadas entre si e não se limitam a poucas ocasiões, pelo contrário.

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