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Apesar das mudanças no guarda-roupa que vieram com o isolamento social, as pessoas não parecem dispostas a abrir mão da calça jeans. Uma pesquisa conduzida pela Vicunha Têxtil, em parceria com a IEMI, Inteligência de Mercado, afirma que o jeans é a peça de roupa mais democrática para o brasileiro e uma tendência que promete continuar em alta nos próximos anos.

O levantamento foi feito com 800 pessoas acima de 16 anos e concluiu que, do total, 87% enxergam o denim dessa forma. De acordo com os dados, o público feminino responde por 68% de todo o consumo brasileiro, sendo 90% dele com idade até 45 anos. Porém, o mesmo percentual que aponta o jeans como o mais democrático do guarda-roupa, também afirma que ele "pertence a todas as idades".

"Vemos o jeans do tapete vermelho de Cannes aos bailes funk, em todas as idades e camadas sociais" explica à ELLE a coolhunter Lorena Botti, responsável pela pesquisa. "Os consumidores não estão dispostos a abrir mão do jeans. Por ser tão democrático e ter feito parte da moda de tantas épocas, as peças em jeans são abraçadas pela macrotendência vintage, que está em alta desde o ano passado. A nostalgia tem feito muito bem para as pessoas neste momento".

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Botti explica que, para se adaptar às novas demandas por conforto da população, a indústria do jeans tem apostado em soluções de tecnologia e ergonomia, "tanto nos tecidos elastizados, que possuem elastano, quanto nos rígidos, feitos 100% de algodão". "Há uma adaptação nas fibras, nos materiais e nos maquinários para tornar o produto final o mais confortável possível para o consumidor. O conforto, hoje, impera".

\u200bBella Hadid \u00e9 apaixonada pelas cal\u00e7a de cintura baixa Bella Hadid é apaixonada pelas calças de cintura baixa Marc Piasecki / Getty Images

O jeans também se enquadra no que a pesquisa chama de modelo de vida híbrido, porque funcionaria tanto no home office, quanto no trabalho presencial em escritórios. Também é uma peça costumizável, em que as pessoas podem imprimir sua personalidade, "algo imperativo em tempos que discutimos a diversidade e equidade", diz.

A tese é apoiada pela pesquisa, cujo dados apontam que 45% das pessoas acreditam que o jeans se encaixa em qualquer situação, seja nos momentos de lazer (42%), seja no trabalho (33%).

Quanto aos modelos e formatos, Lorena afirma que o futuro da calça jeans aponta para todas as direções — até mesmo para o skinny, jurado de morte pela Geração Z por supostamente ser cringe demais (para mais informações, leia nosso texto).

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"A moda está cada vez mais ampla. Não existe mais uma tendência ditatorial, uma corrente garantida. Eu acredito que tudo vai estar 'na moda'. Hoje existe ainda quem use a moda por aceitação, claro, mas existe também quem use a moda por expressão. Por isso não podemos afirmar que existe uma única tendência".

Ela, porém, aponta as calças de cintura baixa e as micropeças em jeans como fortes apostas para o futuro próximo.

No último ano, as vendas de jeans no Brasil registraram queda de 13% (sem descontar a inflação) no comparativo com 2019. O tombo só não foi maior que o do setor de vestuário, com queda de 17% devido aos efeitos da pandemia de Covid-19.

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