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Um dos primeiros estilistas japoneses a fazer sucesso em Paris, Kenzo Takada faleceu neste domingo (04/10), aos 81 anos, vítima de complicações causadas pela Covid-19. Sua morte acontece 50 anos depois da primeira coleção que desfilou na capital francesa.

Antes de Yohji Yamamoto, Issey Miyake e Rei Kawakubo, da Comme des Garçons, Kenzo já revolucionara a moda parisiense antes mesmo de fazer seu debut nas passarelas. Sua pequena loja na Galerie Vivienne chamou atenção pelo mix cultural de produtos garimpados em viagens e pelas ruas da cidade. Por não ter muito dinheiro para comprar tecidos, ele costumava fazer misturas inusitadas com os materiais que encontrava em feiras. Um dos momentos mais importantes para o começo de sua carreira foi, inclusive, uma de suas peças ter saído na capa da ELLE francesa. O décor também era bastante peculiar: com paredes cobertas por estampas de floresta tropical. Daí o nome do espaço: Jungle Jap.


Em abril de 1970, o estilista apresentou sua primeira coleção feminina, marcando o lançamento de sua marca homônima. A coleção, cheia de cores, estampas, texturas, camadas e referências culturais diversas serviu como uma espécie de ruptura ao tradicionalismo da moda francesa da época. Treze anos depois, em 1983, Kenzo lançava sua primeira coleção masculina e, em 1986, duas novas linhas chegaram ao mercado a Kenzo Jeans e a Kenzo Jungle. Em 1988, lançou seu primeiro perfume, Kenzo By Kenzo.

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Kenzo Takada

Foto: Getty Images

Kenzo, inverno 1985.

Foto: Getty Images


Nascido em 1939, em Himeji, no Japão, Kenzo teve seu primeiro contato com moda por meio das revistas de suas irmãs. Sua família, contudo, tinha outros planos e, assim, seus primeiros estudos universitários foram em relações internacionais. Com a morte de seu pai, decidiu mudar de rumo e, em 1958, e foi um dos primeiros homens a se matricular na Bunka Fashion College, em Tóquio. Foi lá que o aprendiz a estilista pode conhecer melhor o trabalho de estilistas como Yves Saint Laurent e André Courrèges, dois nomes de extrema influência em seu trabalho.

Kenzo chegou em Paris em 1965, com planos de ficar apenas um mês, mas logo mudou de ideia e decidiu só ir embora depois de fazer algo de relevante naquela cidade.



Novos estilistas apostam no "Design in China", ou ainda, no "Made for China", e mostram que é preciso parar de olhar para criadores chineses através de uma lente reducionista.

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