Kim Jones relança marca homônima 

Ex-diretor criativo da Fendi, da Dior Men e da linha masculina da Louis Vuitton, o estilista Kim Jones retoma a sua marca própria com previsão da primeira loja física em Hong Kong no ano de 2027.


Kim Jones
Kim Jones ao final do desfile de inverno 2026 da Dior Men. Foto: Getty Images



Quase duas décadas após pausar a sua marca de moda masculina, o estilista britânico Kim Jones traz de volta a empresa homônima. A etiqueta retorna com uma visão mais ampla sobre gênero e com planos futuros para itens de decoração. Na empreitada, ele conta com a sociedade da parceira de longa data, a designer Lucy Beeden.

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A base da grife continua sendo a alfaiataria e o streetwear. A proposta atual, no entanto, garante peças mais versáteis e adequadas para diferentes ocasiões de uso. A primeira coleção revisita criações da própria carreira do estilista. Um exemplo é o blazer dupla face, com um lado esportivo e outro desconstruído. A maioria das roupas é fabricada no Japão, enquanto os artigos de couro vêm da Itália.

As vendas online começam em meados de 2027 por meio de um e-commerce próprio. Em outubro do mesmo ano, uma loja de dois andares e 372 m² será inaugurada no futuro shopping Central Yards, em Hong Kong. O foco principal do negócio é o mercado asiático, região onde a etiqueta já tinha excelente aceitação no passado.

A conexão de Kim Jones com a Ásia se fortaleceu ao longo dos anos. Durante o período em que foi diretor criativo da Dior Men, ele colaborou com nomes importantes da região, como o artista japonês Hajime Sorayama e a designer coreano-estadunidense Yoon Ahn. O britânico também criou figurinos exclusivos para a turnê mundial do grupo sul-coreano BTS.

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O estilista pausou a marca homônima em 2008 ao assumir a direção criativa da Dunhill, do grupo Richemont. Em 2011, migrou para a LVMH para comandar a linha masculina da Louis Vuitton, onde permaneceu até 2018. No mesmo ano, assumiu a Dior Men. Estima-se que as vendas masculinas da maison tenham quadruplicado sob sua gestão, encerrada em 2025. Entre 2020 e 2024, ele ainda conciliou o trabalho na Dior com a supervisão das coleções femininas e couture da Fendi, do mesmo conglomerado.

Desde a saída da holding, o estilista desenhou uma linha de roupas essenciais para a rede de hotéis de luxo Aman. Já em outubro de 2025, ele assinou contrato com a gigante chinesa Bosideng para atuar como diretor criativo da Areal, braço premium da empresa de outerwear.

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