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Os destinos das apresentações de cruzeiro da Louis Vuitton são sempre decididos a partir de ícones da arquitetura mundial, tema que é obsessão de seu diretor criativo, Nicolas Ghesquière. Neste ano, ele viajou ao Salk Institute, em San Diego, na Califórnia, cujo projeto do arquiteto Louis Kahn é um ícone do brutalismo. Ali funciona uma fundação dedicada a pesquisas biomédicas e à manutenção do legado de seu fundador, Dr. Jonas Salk, que desenvolveu uma das primeiras vacinas contra a poliomielite.

Foi esse padrão tecnológico, um olhar sensível para o futuro e pioneiro na busca por soluções às necessidades humanas, que parece ter costurado esta coleção de Cruise 2023, desfilada sob o impressionante crepúsculo californiano, na última quinta-feira (12). Uma verdadeira celebração, Ghesquière explica, "à inteligência, ao conhecimento e à crença no poder da ciência".

O primeiro bloco mostrou longos de silhuetas históricas, cortados em versões de jacquard com textura esponjosa e tramados com fios metálicos preciosos.

O segundo, por sua vez, evidenciou a fusão entre passado e futuro que permeia toda a coleção. Tops, que são espécies de armaduras formadas por pastilhas laminadas em tons de areia, imitavam os muros que cercam as rodovias que ligam Los Angeles a San Diego. Eles foram combinados a drapeados que fazem referência aos trajes grecorromanos e a saias plissadas do tipo gladiadora, que aparecem no vocabulário da marca desde o Inverno 2021.

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Modelos desfilam coleção de Cruise 2023 da Louis Vuitton, em 12 de maio de 2022, no pátio do Salk Institute, em San Diego, na Califórnia (EUA).Giovanni Gianonni/Divulgação Louis Vuitton

Os tecidos metálicos e os materiais cromados que recobrem a maior parte dos looks, foram claramente pensados para refletir a luz e o degradê de tons pastel do pôr do sol, que começou a descer exatamente às 18h45 (22h45, no horário de Brasília), quando o primeiro look entrou na passarela.

Além do sunset californiano, que também inspirou uma linha de perfumes lançada pela marca no mês passado, o desfile explora outro código de Nicolas, que é a impressão de períodos históricos misturados a um certo futurismo intergaláctico.

As jaquetas no estilo motocross complementam looks que poderiam fazer parte do figurino de qualquer filme da franquia Star Wars, outra paixão de Guesquière, além dos longos no melhor estilo princesa Leia.

Os looks, que em alguns momentos podem parecer extremos demais, foram atualizados pelo styling imbatível de Marie Amelie Sauvè, colaboradora de longa data do estilista desde o início de sua carreira na Balenciaga. Ela finalizou as ideias com bolsas metálicas e skates cromados, que podem ser lidos como versões das peças prateadas do artista Olafur Eliasson, trazendo as roupas para o presente.

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As botas com o reconhecível solado do Archlight, tênis hit da maison usado pela primeira vez na passarela do verão 2018, deram às silhuetas espaciais que finalizam o desfile um toque de realidade, cujo principal propósito foi levar essas novas heroínas digitais direto para a rua.

Fotos: Giovanni Gianonni/Divulgação Louis Vuitton

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