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Dayana Molina atua na moda há 14 anos, mas antes disso já era uma ativista indígena expoente. "O meu ativismo hoje é essencial para que se enxergue os povos originários com respeito e que se abram espaços para criativos indígenas, pois há muita invisibilidade", diz a estilista à frente da Nalimo, sua marca própria, lançada em 2017. Para ela, a moda é uma ferramenta para amplificar sua voz e a luta por direitos originários, demarcações de terras indígenas, antirracismo, decolonização e diversidade. “Minhas criações contam histórias, falam da resistência dos povos de Abya Yala e decolonizam padrões eurocêntricos da indústria”.

Foto: David Arrais

Ascendente de dois povos, nordestino (fulni-ô) e andino (aymara), Day tem contato com o trabalho manual desde cedo, por influência da sua bisavó, uma indígena que costurava no sertão de Pernambuco, mas engatou na moda somente aos 17, quando estagiou em um ateliê de figurino. A partir daí, não parou mais, estudou fotografia e direção de arte com o fotógrafo Aldo Bressi na Argentina e se capacitou com outros cursos, sempre trabalhando na paralela.

Com a Nalimo, a ideia é explorar o minimalismo e o conforto por meio de modelagens amplas e confortáveis, do linho orgânico e das fibras naturais (a maioria reaproveitada do seu estoque), sem cair em estereótipos. “Vivo numa cidade grande, circulo por vários lugares, por isso minha moda comunica aquilo que eu quero, sem ter grandes informações”, explica Day. “Os códigos clássicos da vestimenta indígena cabem num ritual ou em situações particulares. Como estilista, quero mostrar meu talento e minha voz de outra forma, não uma caricatura."

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Foto: Gustavo Paixão

Foto: Gustavo Paixão

Seu time é composto por mulheres indígenas de diferentes povos, mães solteiras, mulheres LGBTQIA+, mulheres negras e mulheres trans. “São mãos que tecem um futuro mais bonito, igualitário e sustentável, combatendo, assim, a desigualdade de gênero e raça que assola tão fortemente a vida das mulheres”, diz Molina. “Em toda a estrutura da marca estamos pensando, criando e liderando os processos. Há uma urgência para que o mundo possa se transformar em lugar mais saudável e acolhedor para nós, e estamos co-criando essa realidade.”

A Nalimo também é integrante da segunda fase do #MovimentoELLE, outro projeto que tem trazido um impacto positivo ao negócio de Day. “Eu aprecio os encontros e aprendo muito”, conta ela. “O projeto tem contribuído de muitas maneiras. Principalmente trazendo acolhimento, conhecimentos diversos e outras ferramentas para acelerar a minha empresa.”

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O que é o #MovimentoELLE
O #MovimentoELLE é um projeto solidário idealizado pela ELLE e pensado para impulsionar o desenvolvimento sustentável entre pequenos empreendedores de moda.

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