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“Há 30 ou 35 anos, a alta joalheria era algo que você usava muito formalmente, como em um evento black-tie, depois guardava no cofre, e só comprava em ocasiões especiais. Isso evoluiu muito. As mulheres estão usando joias quando sentem vontade, e sempre de acordo com seu estilo, sua personalidade, suas roupas. É algo que elas estão vestindo todos os dias.” Quem fala é Victoria Wirth Reynolds, vice-presidente e a primeira mulher a assumir o cargo de gemologista-chefe da Tiffany & Co.

Seu conhecimento extrapola suas credenciais. Ela está a mais de três décadas na joalheria estadunidense e encontrou na gemologia uma de suas grandes paixões. E isso veio de cedo. "Quando tinha nove ou 10 anos, meu pai me levou a Tiffany & Co. para comprar um presente para minha mãe", relembra Victoria. "O andar principal é bem marcante, com um pé-direito altíssimo. E para uma criança, os diamantes, os rubis, e as esmeraldas ficam todos ao nível dos olhos. Foi minha primeira impressão não só sobre a marca, mas sobre joalheria."

A criatividade estava sempre presente, o que surgiu a partir daquela visita foi um interesse extra sobre os materiais: de onde eles viam, como eram formados, o que os diferenciavam, o que os davam valor. Daí o curso universitário em gemologia, na Rhode Island School of Design. E adivinha? Após sua formatura, em 1991, a Tiffany foi seu primeiro destino profissional.

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Foto: Divulgação


"Estou na empresa literalmente desde que saí da faculdade", fala. "É uma honra imensa ser a primeira mulher gemologista-chefe. E me sinto orgulhosa por uma série de razões. Primeiro, pelos profissionais que me apoiam e com quem colaboro. Segundo, por ser uma mulher que ama joias e as usa todos os dias. Escolho minhas peças todas as manhãs, antes de escolher minha roupa. Então, acho que é um momento muito maravilhoso para pegar o ponto de vista de alguém que realmente usa joias no seu cotidiano, mas também tem a consciência e responsabilidade de comprar as melhores gemas e pedras da forma mais responsável possível."

Foi sob o comando de Victoria que a Tiffany lançou o Diamond Source Initiative, em 2019. De forma bem resumida, o principal objetivo é comunicar ao consumidor de onde veio, quem cortou, quem poliu e quem deu forma ao diamante que ele está prestes a comprar. É sobre qualidade, responsabilidade e sustentabilidade. "E isso não é algo novo", diz ela. "Buscamos essa transparência há uns 20 anos. Sempre me perguntam se a iniciativa é recente, mas a verdade é que nos levou muito tempo para montar uma infraestrutura que nos permita ter tal nível de rastreabilidade e transparência."

Mas de volta à relação da executiva e gemologista com as joias, Victoria conta que as usa diariamente, não importa o look ou a ocasião. “Uso minhas peças Schlumberger com jeans e camisa branca durante o dia”, comenta. Jean Schlumberger, é importante frisar, foi o criador de algumas das peças mais icônicas, exuberantes e preciosas da Tiffany.

Foto: Divulgação


O designer e joalheiro francês era apaixonado pelas formas da natureza, principalmente as flores, e buscava traduzir toda sua beleza com diamantes e gemas coloridas. Isso explica os motivos orgânicos de algumas das joias mais famosas e clássicas da casa estadunidense em seus primeiros anos de glória.

Agora, essa paixão é a inspiração central da nova coleção de alta joalheria da Tiffany, chamada Botanica, que combina joias históricas com a abordagem e a atitude atuais, mencionadas anteriormente por Victoria. Entre os destaques, estão as peças transformáveis, como as inspiradas em dentes-de-leão. “Um broche se torna um anel, um pingente se torna um colar e assim por diante”, explica a vice-presidente. “O que é fascinante sobre esses designs é a maneira como cortamos diamantes em formas personalizadas e os colocamos em finos fios de platina para ecoar as formas da semente de dente-de-leão”, descreve.

"Botanica é extraordinária em vários níveis diferentes. Vou me concentrar na capacidade de transformação desta coleção. Temos várias peças que podem ser usadas de várias maneiras. E fizemos isso muito intencionalmente, acho que é um sinal de design e habilidade realmente excepcional ter uma peça de alta joalheria que pode ser usada como colar, pingente, broche", comenta Victoria. Para ela, é uma das principais qualidades que definem uma joia como atual. "Ter uma peça que uma mulher pode usar tanto com um jeans e camiseta, no fim de semana, e outra com um vestido, numa festa à noite", explica. "De novo, é tudo sobre autoexpressão."

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