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É um momento no mínimo delicado para fazer um desfile em um museu. Muito se fala sobre como boa parte dos artefatos expostos neles foram roubados de culturas oprimidas, exploradas e até aniquiladas. Hoje mesmo (10.30), os museus holandeses anunciaram um plano milionário de restituição e devolução de peças adquiridas no tempo colonial. Ainda assim, Nicolas Ghesquière, diretor de criação da Louis Vuitton escolheu uma ala do Louvre, repleta de relíquias etruscas do tempo dos impérios grego e romano, para apresentar o inverno 2021 da maison.


As referências clássicas não se resumem ao cenário. Imagens de bustos, estátuas, colunas e pinturas daquela época aparecem com roupagem pop em estampas de camisetas, moletons, vestidos e jaquetas. Algumas modelagens, como as saias cortadas em tiras, também referenciam vestes usadas naqueles tempos. O desfile, aliás, acaba com uma modelo de frente à da Vitória de Samotrácia, uma das esculturas mais famosas do mundo, ao som de Around The World, do Daft Punk.



É difícil não pensar no óbvio: a bravata imperial ao redor do mundo, a superioridade da cultura helênica. Ao mesmo tempo, não dá para dizer com toda certeza que Ghesquière esteja enaltecendo tudo isso pura e simplesmente. Negar o passado é tão problemático quanto fechar os olhos para os seus problemas. E o historicismo sempre esteve presente no trabalho do estilista, desde a época da Balenciaga. É por meio dele que o futuro é imaginado e o presente reinterpretado.

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O presente, no caso, anda bem limitado. Quase tudo que a gente vê é mediado por tela ou por memórias. O inverno 2021 da Louis Vuitton talvez seja a tradução imagética mais interessante da confusão e atropelamento de referências, desejos e lembranças na nossa cabeça em tempos pandêmicos. É o paletó de trabalho com proporção diferentona sobre moletom oversized e calça de pijama com tecido acetinado. É a jaqueta esportiva com camisetão estampado, saia de tule em camadas e as botas das buatchys que não vamos mais. É tudo junto e ao mesmo tempo. Deliciosamente sem compromisso com qualquer convenção, incrivelmente conectada com o agora.




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