Elemento essencial à identificação e à comunicação das marcas, os logos passam por um momento de mudança na moda. Literal e figurativamente. Os indícios recentes vêm das duas estreias mais aguardadas da temporada de verão 2026, apresentada em outubro: Dior e Chanel.

Desde 2018, o logo da Dior tinha todas as letras maiúsculas e no mesmo tamanho. Mas, assim que chegou à direção criativa da casa, Jonathan Anderson recuperou a tipografia original, idealizada por Christian Dior em 1946, apenas com o D em caixa alta. Na Chanel, o diretor de criação Matthieu Blazy fez um movimento parecido: bordou discretamente, e em letra cursiva, o nome da grife nas laterais das camisas Charvet, como fazia Gabrielle (a Coco) nos anos 1920.

logos pequenos e discretos

As semelhanças vão além da conexão histórica com os fundadores. Em ambos os casos, há uma redução considerável na visibilidade desses símbolos. Os famosos Cs invertidos da Chanel, usados à exaustão por Karl Lagerfeld, por exemplo, quase sumiram. Quando aparecem, são pequenos e descentralizados. O monograma da Dior, tão presente na gestão de Maria Grazia Chiuri, também saiu de cena. E os desenhos das fontes ainda sugerem traços manuais, menos calculados e simétricos. É como se fossem mais assinatura em papel e menos impressão em máquina, mais nome e menos marca.

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