NYFW: COACH, INVERNO 2026
Na Semana de Moda de Nova York, a Coach revisita o sonho americano e as memórias afetivas para falar com a geração Z.
Stuart Vevers segue revisitando os arquétipos da moda estadunidense como diretor criativo da Coach. Para o inverno 2026, sua abordagem passa pelo tempo, pelas memórias e pelas maneiras como esses dois elementos atravessam e marcam as roupas.

Coach, inverno 2026. Getty images
Em um post publicado no seu perfil no Instagram, ele escreveu: “Esta coleção olha para a moda feita nos Estados Unidos como um estado de espírito que vai além da geografia, algo que se estende dos ateliês de alfaiataria da Sétima Avenida ao visual utilitário e às culturas jovens”. Outra inspiração é O mágico de Oz. “Estava assistindo ao filme com meus filhos quando algo me chamou a atenção: o medo, a alegria e a esperança de ver o próprio mundo ganhar complexidade e cor são universais. Não importa quem somos, todos atravessamos esse limiar juntos.”
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No desfile desta quarta-feira (11.02), o conceito de herança e continuidade aparecem de forma bem direta. Tecidos com aparência gasta, jeans propositalmente desbotados e rasgados, barras desfiadas e superfícies que simulam marcas de uso pontuam a coleção. Saias midi de jeans ganham recortes diagonais e costuras aparentes, enquanto calças amplas mantêm o efeito de desgaste.

Coach, inverno 2026. Getty images

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A alfaiataria incorpora a ideia de transformação. Blazers xadrez bem estruturados, com camadas internas aparentes, são usados diretamente sobre o corpo, sem camisa, criando um contraste entre rigor e exposição. Em alguns momentos, o forro deixa de ser detalhe escondido e integra o visual, como se a peça estivesse virada do avesso.

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O diálogo com a geração Z, outro foco da Coach nos últimos anos, aparece nas jaquetas varsity, nas camisetas esportivas e nos tricôs gráficos. Está também as referências ao grunge dos anos 1990, como shorts e saias de denim de cintura baixa combinados a suéteres robustos. Há ainda vestidos leves com aplicações de estrelas em fundo preto, remetendo ao céu noturno e interpretações de códigos clássicos dos Estados Unidos –jaquetas shearling de camurça com golas marcadas fazem dupla com bermudas amplas e bolsas generosas, trazendo para o presente uma estética ligada ao vestuário utilitário e à cultura universitária.

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“Não tenho experiência direta com esses arquétipos da moda estadunidense além da minha imaginação, mas eles ainda assim me pertencem. Não como figurino e sim como matéria-prima, algo para ser vivido, questionado e reinventado”, completou o diretor criativo.

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