NYFW: Proenza Schouler, inverno 2026

Rachel Scott faz sua estreia oficial como diretora criativa da Proenza Schouler com uma coleção que recupera a essência do sportswear americano, mas em versão atualizada.


Proenza Schouler, inverno 2026.
Proenza Schouler, inverno 2026. Foto: Divulgação



Rachel Scott já havia mostrado um pouco da sua visão para a Proenza Schouler na temporada passada, em setembro. Acontece que a estilista foi nomeada diretora criativa semanas antes da apresentação. Ou seja, quando ela chegou, a coleção de verão 2026 já estava encaminhada. O desfile de hoje (11.02), que abriu oficialmente a NYFW, foi seu primeiro feito de cabo a rabo.

Alguns detalhes se repetem, em especial as texturas. Em sua etiqueta própria, a Diotima, Rachel investe bastante em bordados, franjas, tramas e mais um tanto de elementos que agregam valor às superfícies. Aqui isso aparece desde a trama de alguns tecidos à base de lã (com fios de várias cores) até as estampas de orquídeas combinadas com franjas.

Proenza Schouler, inverno 2026.

Proenza Schouler, inverno 2026. Foto: Divulgação

Proenza Schouler, inverno 2026.

Proenza Schouler, inverno 2026. Foto: Divulgação

Proenza Schouler, inverno 2026.

Proenza Schouler, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Nesses quase seis meses, a estilista gastou um bom tempo se aprofundando e estudando o que define o estilo e a identidade visual da Proenza Schouler. A marca foi fundada em 2002 pelos designers Jack McCollough e Lazaro Hernandez. Eles deixaram a direção criativa em janeiro de 2025 para assumirem o mesmo posto na Loewe.

Entre os códigos essenciais mantidos pela sucessora estão as cores, as assimetrias, a pegada artsy, a alfaiataria e as manipulações têxteis. Também há alguns best sellers atualizados: a calça-marinheiro (agora com maxibotões nas laterais da barra), a bolsa PS1 em versão bowling e sapato franjado.

Proenza Schouler, inverno 2026.

Proenza Schouler, inverno 2026. Foto: Divulgação

Proenza Schouler, inverno 2026.

Proenza Schouler, inverno 2026. Foto: Divulgação

Proenza Schouler, inverno 2026.

Proenza Schouler, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Porém, o que a Proenza Schouler faz de melhor são adaptações criativas do que constitui tal sportswear americano, aquele conjunto de peças fáceis e práticas, sem complicações e desconfortos. Os looks 02 e 03 do inverno 2026, dois tailleurs de saia mídi e silhueta seca (olha a tendência aí), são bons exemplos. Os casacos de lã, os conjuntos de blazer e calça flare e os vestidos drapeados, idem.

Na estação anterior, Rachel já havia destacado esses pontos. Agora, para o inverno 2026, ela reforça sua proposta com muita propriedade e bom timing. Há tempos, os participantes da semana de moda de Nova York (e, em alguma medida, toda a moda estadunidense) parecem pouco interessados nesse estilo que projetou empresas e criadores locais ao mundo. Assumir esse lugar sob um ponto de vista atual e feminino pode ser uma vantagem e tanto.



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