Germanier, verão 2026 alta-costura
Germanier encerra calendário de alta-costura de verão 2026 com upcycling.
“É couture, querido, dá uma olhada na etiqueta!”, disse Lisa Rinna durante o desfile de inverno 2025 de alta-costura da Balenciaga, no ano passado. A frase fazia referência ao look que ela usava, após o jornalista Loïc Prigent duvidar da procedência do visual. O diálogo viralizou nas redes e virou meme. Kevin Germanier entrou na brincadeira e convidou a atriz, mãe da modelo Amelia Gray, para abrir o seu verão 2026 de alta-costura com um vestido preto de decote laço e saia rodada e volumosa de tule.

Germanier, verão 2026 alta-costura. Foto: Getty Images

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Além do humor, o estilista parece se apropriar do bordão de Lisa para reforçar o seu trabalho como couturier, ainda que de maneira não convencional. Sua coleção é inteiramente construída a partir do reaproveitamento de materiais e peças fornecidas pelo grupo LVMH, controlador de grifes como Dior, Louis Vuitton e Celine. O suíço desenvolve técnicas de upcycling há pelo menos dez anos, desde o período em que estudava na Central Saint Martins, em Londres. Ele passou a usar roupas garimpadas em brechós como matéria-prima, uma alternativa mais acessível. A necessidade, e o desafio que ela impôs, viraram a marca registrada de sua etiqueta, lançada em 2018.
Desde então, Kevin conquistou prêmios internacionais e recebeu do conglomerado francês o convite para assumir, em 2023, a direção criativa da Prélude. Trata-se de uma linha é composta por peças produzidas a partir de itens não vendidos das principais maisons da LVMH.

Germanier, verão 2026 alta-costura. Foto: Getty Images

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Uma das principais qualidades do designer está no fato de que o resultado final não expõe de forma óbvia o processo de reaproveitamento. Nesta coleção, apenas um look (um paletó invertido, com as ombreiras como peplum) evidencia o que serviu de base para sua criação. Nas demais propostas, os insumos são integrados sem vestígios aparentes de uma vida anterior. É o caso dos ternos monocromáticos e dos vestidos – ora longos, ora de comprimento médio, com recortes no abdômen – forrados por bordados de plumas, lantejoulas, rendas e paetês.
O que não se repete nesta temporada, é a colaboração com o brasileiro Gustavo Silvestre. A parceria entre a dupla esteve presente nas duas últimas coleções de alta-costura e, desde outubro de 2022, também no prêt-à-porter. Fizeram falta as técnicas de crochê que o recifense desenvolve junto ao projeto Ponto Firme, que capacita pessoas em situação de vulnerabilidade social desde 2015.
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