O que esperar do pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza 2026

Obras de Rosana Paulino e Adriana Varejão dialogam na mostra Comigo ninguém pode, na Bienal de Veneza 2026, com curadoria da pesquisadora Diane Lima.


Bienal de Veneza 2026
Bienal de Veneza 2026: pavilhão brasileiro receberá a mostra "Comigo ninguém pode". Na foto, obra "Parede com incisões à la Fontana", da artista Adriana Varejão. Foto: Vicente de Mello



Um diálogo entre obras históricas, de mais de três décadas, e inéditas das artistas Adriana Varejão e Rosana Paulino preencherá o Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza 2026, que ocorrerá entre 9 de maio e 22 de novembro.

A mostra, batizada de Comigo ninguém pode, tem curadoria da pesquisadora Diane Lima, que também integrou o time curatorial da 35ª Bienal de São Paulo, em 2023.

Bienal de Veneza 2026

Obra Ninfa tecendo o casulo, de Rosana Paulino. Foto: EstudioEmObra

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O título escolhido faz referência à planta conhecida como comigo-ninguém-pode, usada popularmente para proteção e temida por sua toxicidade. Ele evoca ainda uma obra de Rosana, da série Senhora das plantas.

A exposição reflete sobre manifestações da fé e da espiritualidade na cultura brasileira e sua relação com a natureza. “Esses elementos constituem práticas cotidianas que nos permitem vislumbrar uma realidade que, por vezes, é mais ampla ou mais profunda do que aquela que percebemos no mundo visível. Ao reescrever a história, Comigo ninguém pode reconstrói as paredes da memória e atribui novos significados às ruínas e feridas coloniais por meio de seres fantásticos, celestiais e mágicos”, descreve a curadora, em comunicado à imprensa. 

Bienal de Veneza 2026

Obra Tecelãs, de Rosana Paulino. Foto: Isabella Matheus

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Estão previstos quadros, esculturas, desenhos e obras de grande escala, desenvolvidas a partir do encontro entre Adriana e Rosana, dispostas em expografia assinada por Daniela Thomas.

O evento também apresentará o resultado da recuperação do Pavilhão do Brasil – projetado por Giancarlo Palanti, Henrique Mindlin e Walmyr Lima Amaral, em 1964 – que passou por reparos estruturais e por uma revitalização, concluída no início de 2026.

Bienal de Veneza 2026

Obra Monocromo maragogipinho, de Adriana Varejão. Foto: Vicente de Mello

61º Bienal de Veneza – Comigo ninguém pode: de 9 de maio a 22 de novembro, no Giardini Napoleonici di Castello, Padiglione Brasile, 30122, Veneza, Itália.

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