7 cores além do branco para considerar na decoração da cozinha
Do verde-oliva ao terracota, descubra como atualizar a decoração da cozinha com dicas de especialistas.
Associado à ideia de limpeza, praticidade e amplitude, o branco era quase uma regra na decoração da cozinha. Mas, à medida que os espaços passam a refletir mais personalidade e estilo de vida, essa predominância começa a dar lugar a uma paleta mais expressiva, que explora nuances e texturas.
Segundo a designer de interiores Shirlei Proença, o desejo por cozinhas menos neutras cresce à medida que as pessoas entendem o potencial da cor na construção de atmosferas. “A tendência é sair do branco e apostar em cozinhas coloridas, seja na marcenaria, nas paredes ou até no piso”, afirma. A seguir, reunimos sete cores que vão além do branco e que ajudam a transformar a decoração da cozinha.
Tons de verde

Projeto assinado pela arquiteta Camila Palladino conta com marcenaria verde-oliva. Foto: Sidney Doll
Mais do que uma tendência passageira, os verdes dessaturados, como o verde-oliva e o verde-sálvia, se consolidam como uma base recorrente na decoração da cozinha. Eles estabelecem uma relação direta com o natural e criam uma atmosfera equilibrada, sem excessos.
“São tons que trazem estabilidade visual e não cansam com facilidade”, explica a arquiteta Mariana Meneghisso, do escritório Meneghisso & Pasquotto Arquitetura. O tom funciona tanto quando é aplicado nas paredes quanto na marcenaria.
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Terracota

Nesta cozinha assinada pelo escritório Concretize interiores, os tons terrosos e materiais naturais ditam o tom do ambiente. Foto: Renato Navarro
Os tons terrosos tiram a cozinha de um espaço estritamente funcional para um ambiente de permanência. Terracota, argila e variações queimadas aquecem a composição e criam uma sensação imediata de acolhimento.
Para a designer de interiores Shirlei Proença, essa é uma escolha intuitiva para quem deseja sair do branco sem abrir mão do conforto visual. “Quando combinados a madeira, pedras naturais ou metais quentes, esses tons constroem uma paleta envolvente e sensorial”, aponta.
Tons de azul

Neste projeto, assinado pela arquiteta Letícia Arcangeli, a marcenaria em tom azul e a madeira natural dos móveis trazem aconchego e identidade ao espaço. Foto: Rafael Renzo
Dos tons claros aos escuros, o azul é uma das cores favoritas para a cozinha. Para quem quer renovar o ambiente mas não tem tanta coragem de mudar, os tons clarinhos surgem como uma forma esperta. Já para aqueles que querem algo mais escuro, mas não pensam em usar a cor preta, o azul-petróleo e o azul-marinho são boas escolhas.

Desenvolvida pelo estúdio de design de interiores Brooke Copp-Barton, esta cozinha traz o azul-marinho para a marcenaria, enquanto a bancada laranja serve como ponto de contraste. Foto: Instagram/@home_at_brookes | Megan Taylor
Para projetos mais escuros assim, o segredo está no equilíbrio: superfícies claras ou que contrastem, materiais que reflitam luz e um projeto luminotécnico bem resolvido são essenciais. “Não é sobre evitar o escuro, mas entender onde ele atua”, pontua a arquiteta Mariana.
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Bege quente e off-white

Esta cozinha do escritório Meneghisso & Pasquotto Arquitetura, aposta em tons de off-white e em materiais naturais. Foto: JP Image
Para quem prefere manter a base neutra, mas deseja fugir do branco absoluto, o bege quente e off-white surgem alternativas sofisticadas. Eles suavizam contrastes, aquecem o ambiente e oferecem flexibilidade ao longo do tempo.
Pretos e grafites

Projetada pelo escritório Flat27 Arquitetura, esta cozinha conta com piso preto e marcenaria em um tom grafite. Foto: Estúdio NY

Nesta cozinha, a arquiteta Letícia Bianchi apostou na marcenaria preta e trouxe um toque de cor nas banquetas da bancada central, deixando o ambiente aconchegante. Foto: Gustavo Awad
Assim como os tons escuros de azul, cores mais fechadas podem funcionar no ambiente, mas com uma abordagem mais estratégica. Preto e grafite atuam como elementos estruturais, criando profundidade e organizando o espaço. E, quando combinados a madeira, metais quentes e superfícies claras, as cores ganham equilíbrio.
Rosé e rosa queimado

Assinada pelo escritório Degradê Arquitetura, essa cozinha conta com tons rosados na marcenaria. Foto: Julia Novoa
Em uma direção mais sutil, os tons rosados ganham espaço em versões menos óbvias, como rosa chá e rosé. Eles manifestam calor e leveza dentro da decoração da cozinha, e funcionam bem em marcenarias, nichos e em objetos decorativos.
Mas como escolher a paleta ideal e não enjoar com o tempo?
O medo de sair do branco clássico e ir para o colorido é comum, mas isso pode ser resolvido facilmente. “Comece por uma base neutra, como pisos em bege ou cinza quente, e, a partir disso, construa a paleta com uma ou duas cores principais”, aconselha Shirlei Proença.
Outro ponto importante é a proporção. “Quando a cor está concentrada em pontos estratégicos e alinhada com o estilo de vida da casa, ela tende a durar mais”, afirma a arquiteta Mariana Meneghisso. Elementos naturais, como madeira, pedra e fibras, também podem ser grandes aliados, visto que eles ajudam a suavizar a intensidade das cores. Para uma abordagem mais discreta e impermanente, vale investir em objetos e utensílios com tonalidades vibrantes.
Além disso, iluminação e manutenção entram na equação: tons muito claros podem sujar com facilidade, enquanto os muito escuros evidenciam marcas. Tons médios, nesse sentido, costumam ser mais práticos.
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