6 tendências de decoração para considerar no quarto de bebê
Arquitetos apontam caminhos para deixar o quarto de bebê cheio de personalidade.
Montar um quarto de bebê vai muito além de escolher uma paleta de cores delicada e combinar berço, cômoda e poltrona. A ideia é criar um espaço acolhedor, mas que também tenha personalidade e possa acompanhar as diferentes fases da criança.
Para entender o que está em alta na decoração infantil e quais escolhas podem fazer sentido a longo prazo, conversamos com os arquitetos Juliana Faria e Caio Valentin. Confira, a seguir, as dicas dos especialistas!
Decoração autoral

Projeto assinado pelo arquiteto Caio Valentin.
Foto: Pedro Russo
Se por muito tempo o minimalismo dominou os projetos infantis, agora há espaço para uma decoração mais expressiva e autoral. O arquiteto Caio Valentin observa uma retomada de referências art déco e dos anos 1950, especialmente nas texturas, estampas, materiais, formas e geometria dos móveis, reinterpretados de maneira contemporânea.
Peças garimpadas também entram nessa equação. “Móveis com design mais excêntrico e pequenas imperfeições podem conviver com elementos naturais e criar a sensação de um ambiente construído aos poucos, em vez de montado de uma vez só”, pontua.
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Tons neutros, mas com personalidade

Quarto de bebê assinado pela arquiteta Gabriella Machado. Foto: Tarso Figueira
Os tons suaves ainda são uma escolha segura, mas isso não significa um ambiente sem cor. A arquiteta Juliana Faria acredita que tonalidades mais vibrantes podem fazer parte da decoração, desde que sejam usadas com equilíbrio.
“Cores fazem parte do desenvolvimento da criança e podem trazer estímulos importantes”, explica. A recomendação, porém, é evitar tonalidades muito intensas e apostar em pontos de cor que deixem o ambiente interessante sem transformá-lo em um espaço visualmente carregado.
Texturas fazem toda a diferença

Quarto assinado pelo arquiteto Caio Valentin. Foto: Pedro Russo
Se a ideia é deixar o quarto de bebê mais aconchegante, os materiais naturais são ótimos aliados. Caio destaca a palha natural e tecidos encorpados, além de estampas geométricas em cores quentes.
Já Juliana aponta para os papéis de parede vinílicos ou adesivos, que unem estética e praticidade por serem fáceis de limpar. “Na marcenaria, os barrados de meia parede, que podem aparecer em versões lisas, ripadas ou com ritmos de lambril também são interessantes, já que acrescentam textura ao espaço”, diz.
Além disso, outro detalhe que pode transformar o quarto de bebê é um bom tapete felpudo e aconchegante.
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Móveis pensados para acompanhar o crescimento

Projeto assinado pela arquiteta Daniela Funari. Foto: Mariana Camargo
Em vez de investir em uma decoração no quarto de bebê que funcione apenas nos primeiros anos, os profissionais recomendam pensar desde o início em peças que possam continuar na rotina da criança.
Juliana recomenda uma marcenaria com estruturas neutras, que possam permanecer por muitos anos no mesmo lar. Uma escrivaninha com altura regulável, por exemplo, pode acompanhar diferentes fases da criança.
“Cômodas e camas de rattan, por exemplo, podem continuar funcionando conforme a criança cresce. É uma maneira de fazer o quarto ‘envelhecer bem’”, afirma Caio.
Iluminação baixa e aconchegante

Espaço assinado pelo BMA Studio. Foto: Eder Bruscagin
A iluminação também ganha um papel importante na decoração. Em vez de depender de uma única luz no teto, opte por diferentes pontos de iluminação, com abajures, arandelas, luminárias de piso e fitas de LED embutidas na marcenaria. Além disso, para o quarto de bebê, aposte em uma iluminação quente e com intensidade baixa.
Nos primeiros meses do bebê, Juliana Faria sugere um abajur ou luz de apoio mais baixa para os momentos de troca e alimentação durante a noite. Segundo a arquiteta, a iluminação mais avermelhada pode ser interessante por interferir menos no ciclo de sono.
Murais e papéis de parede ganham protagonismo

Quarto projetado pela arquiteta Michelle Machado. Foto: Guilherme Pucci
O papel de parede segue como uma das maneiras mais práticas de transformar o décor. Modelos quadriculados e aquarelados em tons suaves, estampas de bolinhas e padronagens coloridas trazem uma composição delicada ao quarto de bebê. E há uma vantagem prática: trocar o papel é muito mais fácil do que refazer toda a decoração quando a criança cresce.
Além dos papéis de parede, os murais pintados à mão surgem como grandes apostas. “Os artistas trazem justamente aquilo que não se compra pronto”, afirma Caio.
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