Do mullet ao shaggy: 6 cabelos dos anos 1980 que valem o comeback
Em meio à onda de nostalgia que resgata a estética oitentista, estes cabelos dos anos 1980 saem das referências vintage e ganham versões atualizadas para entrar de vez no seu radar.
Se na última semana seu Instagram parecia mais com uma máquina do tempo do que com uma rede social, seja bem-vindo ao time. A trend “como eu seria nos anos 80” dominou a plataforma, nos deixando nostálgicos por uma época que nunca parece realmente sair de moda. Para além dos looks com ombreiras, cintura alta e cores saturadas, as madeixas volumosas marcaram a estética oitentista, que ganha agora uma nova rodada de atenção. E se a brincadeira fica restrita à tela, os cabelos dos anos 1980 têm potencial para ir além do saudosismo. Afinal, muitos dos cortes que definiram a década já voltaram a aparecer, como o mullet, o shaggy, as camadas marcadas e as franjas.
A ideia, claro, não é sair por aí como se tivesse acabado de desembarcar de um videoclipe de 85. O comeback funciona melhor quando alguns dos códigos da década são incorporados de maneira mais sutil: o volume pode ser menos dramático, as camadas podem ganhar uma distribuição mais suave e a finalização pode valorizar a textura natural dos fios. Para quem ficou tentado pela trend, mas não necessariamente quer viver uma fantasia oitentista todos os dias, estes são os cabelos dos anos 1980 que valem a inspiração (e, quem sabe, uma visita ao cabeleireiro).
Mullet

Foto: Instagram/@peterluxhair
Poucos cortes traduzem tão bem o espírito dos anos 1980 quanto o mullet. Curto na frente e no topo, mais comprido na nuca, ele virou símbolo de uma época que não tinha exatamente medo de exagerar. Depois de reaparecer em diferentes momentos nas últimas décadas, o corte continua sendo uma das maneiras mais diretas de trazer a nostalgia oitentista para o presente. A diferença está na forma de usá-lo agora. Em vez de reproduzir as proporções mais extremas do passado, a versão atual pode ter uma transição mais suave entre as camadas e uma nuca menos marcada.
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Shaggy

Foto: Instagram/@georgenorthwood
Se o mullet é a escolha para quem quer uma transformação radical, o shaggy pode ser a porta de entrada para quem prefere uma referência discreta. Com camadas distribuídas por todo o cabelo, textura e bastante movimento, o corte tem tudo a ver com a obsessão oitentista por volume. Sua versão contemporânea aparece menos estruturada e mais naturalmente desalinhada. As camadas podem ser adaptadas ao comprimento e à textura dos fios, criando um efeito cheio de movimento sem necessariamente exigir horas de styling. É aquele cabelo que parece ter sido bagunçado pelo vento, só que de um jeito estrategicamente pensado.
Camadas volumosas

Foto: Instagram/@justinemarjan
Antes de a estética minimalista dominar boa parte das referências de beleza, volume era praticamente uma linguagem própria. Nos anos 1980, os cortes em camadas ajudavam a construir cabelos grandes, cheios e com movimento, muitas vezes acompanhados de uma escova igualmente generosa. Hoje, a ideia pode ser recuperada de maneira menos literal. Camadas bem posicionadas criam dimensão e ajudam a distribuir o volume sem deixar o cabelo pesado. Para quem não quer abrir mão do comprimento, é uma alternativa simples de incorporar o espírito da década ao visual sem precisar assumir um corte completamente novo.
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Wolf cut

Foto: Instagram/@caradelevingne
O wolf cut é mais recente, mas suas raízes estéticas estão profundamente ligadas à lógica dos cabelos dos anos 1980. A combinação de elementos do shaggy e do mullet, com camadas mais curtas no topo e comprimentos desconectados, recupera o gosto da década por cortes menos comportados. É justamente por isso que ele funciona tão bem nesta conversa: não parece uma fantasia retrô, mas carrega a mesma energia.
Pixie com volume

Foto: Instagram/@kendalldorsey1
O cabelo curto também teve sua versão maximalista na década. Em vez de um pixie completamente rente à cabeça, os cortes oitentistas apostavam em comprimento e textura no topo, franjas mais presentes e bastante volume. A releitura contemporânea pode seguir a mesma direção. Manter alguns centímetros a mais na parte superior permite brincar com diferentes finalizações e criar um efeito mais cheio. Para quem já pensa em cortar os fios, é uma maneira de transformar o pixie tradicional em algo mais expressivo e menos previsível.
Franja cheia

Foto: Instagram/@kilprity
Nem todo comeback precisa envolver uma mudança radical. Às vezes, basta uma franja. Nos anos 1980, elas apareciam cheias, volumosas e frequentemente combinadas a cortes igualmente exuberantes. Hoje, podem ganhar uma leitura mais leve, com pontas desfiadas ou comprimento suficiente para permitir diferentes formas de usar. É também uma das opções mais fáceis para quem quer testar a estética antes de se comprometer com um corte inteiro. Uma franja mais encorpada, acompanhada de movimento no restante do cabelo, já é capaz de transportar o visual algumas décadas para trás sem exigir uma viagem completa no tempo.
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