Dermatologistas explicam como tirar manchas de espinhas
Três especialistas revelam por que as manchas pós-acne surgem, como prevenir e quais tratamentos realmente funcionam para quem quer tirar manchas de espinhas com segurança.
Mesmo depois que a espinha desaparece, não é incomum continuar convivendo com a pigmentação avermelhada ou amarronzada que ela deixa. Quem deseja tirar manchas de espinhas precisa entender que elas surgem devido ao aumento da circulação sanguínea na região inflamada, gerando uma hiperpigmentação pós-inflamatória. “Normalmente, elas estão relacionadas às alterações hormonais ou causadas pela adolescência ou, na mulher adulta, por hormônios endógenos”, explica a médica dermatologista Beatriz França, da Clínica VR.
No entanto, vale ressaltar, as manchas não são todas iguais. Segundo Beatriz, “elas podem ser vermelhas quando estão na fase aguda, mas depois desse processo escurecem pela hiperpigmentação pós-inflamatória, que fica com um aspecto mais para o amarronzado. Às vezes se nota uma diminuição ou uma alteração do relevo da pele, com cicatriz mais funda ou com um resíduo no relevo”. Identificar corretamente se o problema é apenas pigmentação ou cicatriz é o primeiro passo para definir o protocolo adequado.

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Quando o assunto é tirar manchas de espinhas, os dermatologistas alertam que soluções caseiras nem sempre funcionam e podem até piorar o problema. Beatriz reforça que “quando os pacientes usam essas substâncias em concentração maior, ou porque viram no Instagram, ou porque alguma amiga está usando, isso tende a agravar os casos”. Produtos com ácidos fortes ou hidroquinona aplicados de forma incorreta podem causar irritação, eczema e hiperpigmentação secundária.
Para tratamentos tópicos, substâncias como alfarbutin, ácido retinóico e ácido glicólico são consideradas seguras e eficazes. “Já é possível começar a notar um clareamento a partir do primeiro mês, mas devemos lembrar que é um processo de médio a longo prazo”, afirma Beatriz. Quando os cremes não são suficientes, procedimentos em consultório podem acelerar os resultados.
Protocolos clínicos para tirar manchas de espinhas
A dermatologista Ingrid Campos explica que lasers específicos, microagulhamento robótico e peelings são alguns dos recursos mais utilizados. “Depende basicamente de três fatores: profundidade da mancha, tipo de pele e se existem cicatrizes associadas”, detalha. A especialista reforça que nem todos os procedimentos funcionam para todos os tons de pele. Em peles mais escuras, por exemplo, há risco de hiperpigmentação rebote se os tratamentos forem mal aplicados.
Além dos procedimentos, Ingrid lembra que o pós-tratamento é crucial: “O procedimento é 30% do resultado, o pós é 70%. Cuidados não negociáveis que eu passo para todos os pacientes: fotoproteção diária, continuar o clareador tópico por pelo menos três a seis meses pós-procedimento, evitar sol e qualquer fonte de calor nas primeiras semanas e controlar absolutamente a acne ativa”. Ela também recomenda antioxidantes orais como Polypodium leucotomos, picnogenol e vitamina C.
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Prevenir é tão importante quanto tratar
Ligia Novais, médica dermatologista e fundadora da Sablier Clinique, destaca que hábitos simples fazem diferença: “Não espremer e cutucar as espinhas é fundamental. Espremer a espinha machuca a pele, aumentando o trauma e a inflamação”. Ligia também reforça a importância do protetor solar: “Hiperpigmentações são muito sensíveis ao sol, por isso o protetor solar é fundamental durante o tratamento”. Ela ainda reforça que produtos virais ou receitas caseiras costumam atrapalhar mais do que ajudar.

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Para quem quer manter a pele saudável e reduzir o risco de manchas futuras, a dica é investir em rotina consistente: limpeza, hidratação, proteção solar e ativos tópicos adequados como niacinamida e centella asiática. “A mancha que você trata hoje é a espinha que você não deixou inflamar ontem, e a mancha que você vai evitar amanhã é o sol que você não tomou hoje”, conclui Ingrid Campos.
Não tem jeito, tirar manchas de espinhas exige paciência, orientação profissional e cuidados combinados entre tratamentos tópicos, procedimentos em consultório e prevenção diária. Seguir essas recomendações reduz o risco de cicatrizes permanentes e mantém a pele mais uniforme e saudável.
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