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Quando começamos a pensar na nossa vida financeira, é muito comum olhar em volta e tentar nos comparar aos outros de alguma forma. Vem aquela pulga atrás da orelha querendo saber se as pessoas com quem trabalhamos, amigas ou parentes guardam mais dinheiro que nós. Ou aquele incômodo causado pelas expectativas projetadas para nossa vida por nossos pais ou por nós mesmas. "Será que eu tô pior que todo mundo?", passamos a nos questionar

Isso simplesmente não faz ou não deveria fazer sentido, pois cada uma de nós parte de um ponto diferente – seja socialmente, economicamente, psicologicamente ou profissionalmente. Sabemos que é um conceito aparentemente simples de entender, porém difícil de internalizar. Mas é um exercício importante, que leva tempo e, acredite, vale a pena. Nossa conta bancária é um produto da nossa história, das escolhas que fazemos, caminhos que tomamos, oportunidades que tivemos ou não, de conselhos e conhecimento que acumulamos ou a que nunca tivemos acesso. E mais do que isso: mesmo pessoas que partem exatamente do mesmo ponto podem ter trajetórias distintas, pois cada uma reage às situações de forma diferente. Cada uma vem com o seu "chip" e seu jeito de ver o mundo em suas facilidades e dificuldades. O mesmo estímulo, um conselho igual e um salário idêntico podem ser usados para prioridades ou ter efeitos completamente diferentes em quem vive praticamente no mesmo contexto. Por que algumas pessoas poupam com mais facilidade que outras? Por que há quem tenha maior facilidade de abrir mão de usar o dinheiro agora, enquanto outras são mais tentadas pelo consumo imediato? Todas essas perguntas são objeto de estudo da psicologia.

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Dinheiro parece uma coisa objetiva, mas é um assunto complexo. Se alguém tem 5, 10 ou 100 mil reais, esse montante será medido da mesma forma e terá o mesmo valor monetário, seja quem for a titular da conta. O que faz parecer que existe uma só régua , através da qual fazemos comparações. O que é cruel, já que não existem duas mentes comparáveis: somos singulares.

Uma determinada quantia pode significar um mundo para uma pessoa, enquanto para outra pode ser banal. Só nós sabemos o valor que nosso dinheiro tem para nós, o quanto nos esforçamos para poupar, as responsabilidades com as quais temos de lidar e de como temos que abrir mão de gastar com certas coisas. Ou, então, como foi difícil conquistar o trabalho e o salário atuais - ou, no caso de quem é frila, os clientes que temos hoje.

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A iniciativa e a consciência de investir também não vêm para todas no mesmo momento. Enquanto algumas vão poupar desde o primeiro salário, outras só percebem essa necessidade ou possibilidade bem depois de já estarem no mercado de trabalho. Há aquelas para quem o gatilho pode ser algum trauma financeiro pessoal, outras vão tomar a decisão para controlar o impulso por compras, e por aí vai.

Há quem junte 50 mil em poucos meses e quem leve anos para alcançar esse valor. Então, é preciso um esforço contínuo para evitar a comparação e respeitar a sua jornada, ser gentil com as versões anteriores de si mesma e lembrar que você fez o melhor com o conhecimento e inteligência emocional que tinha. Esta é uma trajetória definitivamente muito individual, que caminhará conforme nossa percepção de mundo e de acordo com nosso diálogo interno.

Muitos dos conteúdos de finanças que existem por aí tentam propor regras e caixinhas: invista X% do salário, gaste no máximo X reais com coisas supérfluas, corte o cafezinho. E embora essas fórmulas muitas vezes sirvam como norte para começar, eles também afastam muitas pessoas. Como se não poupar a porcentagem que a youtuber fulana ou a best-seller ciclana falou tornasse nosso esforço insuficiente. Porém, de novo, temos rendas, responsabilidades e vidas completamente diferentes. Então, o que parecerá fácil para uma, será um desafio gigantesco para outras. Importante é fazer o melhor que podemos, com a disciplina possível dentro da nossa realidade. Pegando o exemplo do cafezinho: se esse é o meu melhor momento do dia, a coisa que mais gosto de fazer, será que é aí que tenho que enxugar meu orçamento? Entender o que faz sentido para você ajuda a filtrar e escolher quais ingredientes usar dessas receitas prontas.

Além disso, representatividade importa e impacta: o Invista como uma garota nasceu justamente porque queríamos ter mais representatividade no mundo das finanças, criando espaços seguros em que mulheres pudessem se enxergar e se inspirar. E existem muitas mulheres incríveis que falam sobre esse tema dos mais diferentes pontos de vista! Nossa sugestão é que vocês busquem as referências sobre dinheiro com quem vocês se identificam, que tragam contextos parecidos com os seus. Assim, teremos cada vez mais referências realistas, que de fato agregam informações e cujos ensinamentos e dicas serão úteis em cada realidade. Nosso sonho é que falar de dinheiro deixe de ser tabu ou um assunto para poucas – no mundo em que vivemos, falar de dinheiro é absolutamente essencial, afinal ele permeia todas as nossas decisões . Quanto mais falarmos sobre esse tema de uma forma realista, acolhedora, pé no chão, mais aprenderemos, faremos melhores escolhas e seremos mais independentes.

A economista Aninha Baraldi e a contadora Vic Giroto são as fundadoras do Invista como uma garota, projeto que cria espaços acolhedores para mulheres falarem sobre dinheiro, aprenderem juntas, fazerem escolhas financeiras melhores e serem independentes.

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