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Os leitores que me acompanham devem saber que uma das melhores coisas que me aconteceram desde o início da pandemia foi mergulhar e conhecer a cultura coreana. Entre comidas típicas, K-Pop, K-Dramas e até literatura (hyperlink coluna), a Onda Coreana veio com tudo e está cada dia mais ganhando relevância e popularidade aqui no Brasil. Sendo assim, eu não podia deixar também de indicar alguns dos meus K-Dramas favoritos para quem nunca assistiu começar a conhecer um pouquinho desse universo.

Os K-Dramas nada mais são do que séries televisivas coreanas. Com uma enorme variedade de gêneros, passando por dramas históricos, de fantasia, comédia, romance e até séries de temas mais sérios de suspense ou biográficos, há K-Dramas para todos os gostos. Ao contrário das séries ocidentais, os K-Dramas geralmente possuem uma quantidade fixa de episódios com uma única temporada – em outros países, às vezes as temporadas são dividias em duas e os episódios costumam ser disponibilizados todos de uma única vez nas plataformas de streaming. Os lançamentos mais recentes contemporâneos tendem a ter muitas críticas sociais, como por exemplo com relação à cultura de trabalho da Coreia do Sul, e são uma porta de entrada incrível para os temas mais atuais do país.

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Nessa lista reuni alguns dos dramas com enredos acessíveis, mesmo para quem não conhece muito dos costumes coreanos. Todos disponíveis legalmente em plataformas de streaming aqui no Brasil!

Pousando no amor


Foto: Divulgação

Se-Ri é uma empresária e herdeira sul-coreana que sofre um acidente durante uma tempestade e, literalmente, cai de paraquedas na zona desmilitarizada da Coreia do Norte. Se vendo repentinamente como uma imigrante ilegal em um país hostil, ela conhece Jeong-Hyeok, um oficial militar norte-coreano com quem ela acaba desenvolvendo um romance, que representa a única esperança que ela tem de conseguir atravessar a fronteira de volta para a Coreia do Sul. Com muito humor e sensibilidade, Pousando no amor demonstra as diversas diferenças culturais entre as duas Coreias e um pouco das dificuldades vividas pelos norte-coreanos. Escrita por Park Ji-Eun e dirigida por Lee Jung-Hyo, a série foi desenvolvida com a consultoria da fugitiva norte-coreana Kwak Moon-Wan, numa tentativa de retratar a Coreia do Norte de uma forma diferente de como normalmente é vista. Foi lançada em 2020 na Netflix e é a terceira série coreana mais bem avaliada da televisão a cabo.

Uma Segunda Chance


Foto: Divulgação

Baseado em crenças budistas, esse slice-of-life conta a história de Yu-Ri, uma fantasma que se recusa a reencarnar e permanece na terra acompanhando o crescimento da sua filha, Seo-Woo, desde sua morte em um acidente de trânsito. Passados cinco anos acompanhando os passos da filha e do marido, ela surpreendentemente volta a ser humana e ganha a oportunidade de continuar viva na Terra, se conseguir retornar ao seu antigo lugar em 49 dias. Só que o seu antigo marido agora está casado com uma outra mulher, que sua filha reconhece como mãe. Yu-Ri terá que escolher entre retornar para aqueles que ela ama, a quem ela acompanhou silenciosamente por cinco anos, ou não perturbá-los após terem passado pelo luto de sua passagem. Um K-Drama maravilhoso com uma história emocionante e complexa capaz de tocar qualquer um que assista.

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Tudo bem não ser normal


Foto: Divulgação

Uma das séries mais especiais que já assisti, Tudo bem não ser normal conta a história de Gang-Tae, um agente de saúde de uma ala psiquiátrica que cuida do seu irmão autista Sang-Tae, se mudando de cidade frequentemente desde que seu irmão presenciou o assassinato de sua mãe. Trabalhando em um hospital psiquiátrico, Gang-Tae conhece uma famosa autora de livros infantis, Moon-Young, que parece ter um transtorno de personalidade antissocial. Quando algumas circunstâncias fazem com que os irmãos voltem a morar na cidade em que cresceram, Gang-Tae e Moon-Young descobrem que já se cruzaram no passado. Aproximado à força por uma obsessão romântica de Moon-Young, o trio começa a compreender melhor e a curar os traumas emocionais e psicológicos uns dos outros.

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Extremamente sensível na abordagem dos temas de saúde mental, esse K-Drama foi escrito por Jo Yong, baseado em seu próprio relacionamento com um homem com transtorno de personalidade e em entrevistas com irmãos de pessoas autistas. Cada livro ilustrado da personagem Moon-Young representa um trauma psicológico muito mais profundo – aliás, esses livros são lindos e também estão disponíveis em edições físicas, inclusive em português.

Considerada uma das melhores séries estrangeiras pelo New York Times em 2020, Tudo bem não ser normal também ganhou 8 indicações e 2 vitórias no 57th Baeksang Arts Awards e uma indicação no 49th International Emmy Awards.

Itaewon Class


Foto: Divulgação

Baseado em um webtoon com o mesmo nome, Itaewon Class conta a história de Saeroyi, um jovem que vai preso quando tenta matar Geun-Won, um ex-colega a responsável pelo acidente que causou a morte de seu pai. Geun-Won é filho de um poderoso CEO dono de uma rede de restaurantes, que consegue acobertar o acidente do filho e oferece uma bolsa universitária e um emprego para Soo-Ah, a mulher amada por Saeroyi. Amadurecido ao sair da prisão, Saeroyi tem uma única missão: criar seu próprio restaurante no distrito de Itaewon, onde pretende atingir o sucesso de maneira limpa com suas próprias mãos. Essa narrativa pode não parecer tão interessante, mas o K-Drama é muito bem escrito, com uma gama extremamente diversa de personagens com seus próprios problemas e ambições, como os funcionários contratados para o restaurante de Saeroyi que incluem um personagem negro, um trans e um ex-presidiário. Saeroyi passa por diversas dificuldades e dilemas éticos para conseguir alavancar seu restaurante e até mesmo os vilões possuem camadas e tridimensionalidade na escrita.

Itaewon Class foi premiado como melhor série de drama no 25th Asian Television Awards e com certeza merece um lugar nessa lista.

Goblin - O Solitário e Grande Deus


Foto: Divulgação

O quinto K-Drama mais bem avaliado em toda a história da TV a cabo, Goblin é aclamado e se tornou um grande fenômeno na Coreia do Sul e em outros países, já tendo ganhado diversas premiações.

Kim Shin era um general militar condecorado na Dinastia Goryeo, mas sofre uma traição e é morto após um golpe pelo rei que tentava proteger. Após sua morte, Kim Shin recebe uma maldição divina e é transformado num Goblin: um ser com poderes mágicos, mas condenado a viver para sempre, passando pela dor de ver seus entes queridos morrerem geração após geração como punição pelas mortes que causou. A única maneira de quebrar a maldição e conseguir morrer é encontrando a noiva do Goblin, a única mulher capaz de remover a espada atravessada em seu peito para acabar com sua imortalidade.

Centenas de anos depois, em uma Coreia do Sul moderna, conhecemos Eun-Tak, uma adolescente órfã que adquire o poder de se comunicar com os mortos após o falecimento de sua mãe. Kim Shin, que agora divide sua casa com um Grim Reaper, ser responsável por conduzir os mortos, conhece Eun-Tak quando é acidentalmente invocado por ela. Juntos, o trio tenta desvendar seu passado comum e descobrir se Eun-Tak é realmente a noiva do Goblin. Com um elenco incrível, essa série traz uma oportunidade de conhecer um pouco do misticismo coreano.

Holo, Meu Amor


Foto: Divulgação

So-Yeon é uma jovem mulher coreana que tem dificuldade em reconhecer rostos e por isso leva uma vida reclusa socialmente. Tudo muda quando ela acidentalmente se torna beta tester de uns óculos que a permitem enxergar um holograma com inteligência artificial chamado Holo. Com sua ajuda, So-Yeon obtém sucesso na vida social e no trabalho, enquanto o próprio Holo descobre os limites de sua inteligência artificial e de sua capacidade para emoções. A bagunça começa quando o desenvolvedor de Holo, Nan-Do, que também emprestou à sua criação a sua própria aparência, acaba se apaixonando por So-Yeon quando assiste a interação dela com o holograma. Mas Holo possui uma personalidade alegre e afável enquanto Nan-Do é frio e rabugento, o que não o favorece. Aos poucos, So-Yeon e Nan-Do descobrem que possuem mais em comum do que aparentam e precisam, juntos, proteger Holo de pessoas mal- intencionadas que desejam acesso à sua inteligência artificial para fins maliciosos. É uma premissa simples, mas extremamente bem executada e cada episódio te deixa ansiando pelo próximo.

Nascida em Juazeiro do Norte, na região do Cariri (CE), em 12 de Fevereiro de 1991, Jarid Arraes é escritora, cordelista, poeta e autora do premiado Redemoinho em dia quente, vencedor do Prêmio Biblioteca Nacional, do APCA de Literatura na Categoria Contos e finalista do Prêmio Jabuti. Jarid também é autora dos livros Um buraco com meu nome, As Lendas de Dandara e Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis. Atualmente vive em São Paulo (SP), onde criou o Clube da Escrita Para Mulheres e tem mais de 70 títulos publicados em Literatura de Cordel.

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