PUBLICIDADE

"Há dois anos enfrentei o momento mais difícil da minha vida e agora estou pronta para compartilhar minha história com o mundo inteiro", revela Demi Lovato no documentário Dancing with the devil. A cantora de 28 anos, conhecida no mundo todo por hits como "Sorry not sorry" e apresentações nos palcos das principais cerimônias da música pop, sobreviveu a uma overdose em 2018. "Pela primeira vez, vocês poderão ver o meu ponto de vista sobre minha história de luta e cura. Sou grata por ter conseguido encarar meu passado e finalmente compartilhar minha jornada com o mundo", conta Demi no documentário, que a acompanhou nos últimos três anos.

Além de falar abertamente sobre sua vida antes e depois da overdose, ela discute sua sexualidade e revela que perdeu a virgindade em um estupro. A série, dividida em quatro capítulos (os dois primeiros gratuitos) e dirigida por Michael D. Ratner, é um projeto com o YouTube, que vem investindo em biografias de personalidades como Paris Hilton e Justin Bieber.

Demi iniciou sua carreira aos 9 anos, atuando em séries de televisão, estrelando filmes da Disney e abrindo shows para os Jonas Brothers. O documentário chega pouco antes do lançamento de seu sétimo álbum de estúdio, Dancing with the devil: the art of starting over, no dia 2 de abril, com colaborações de Ariana Grande, Noah Cyrus (irmã de Miley) e da rapper Saweetie.

PUBLICIDADE

No embalo do lançamento, lembramos outros nove documentários de cantoras pop disponíveis no streaming:

Framing Britney Spears: a vida de uma estrela (2021) - Globoplay


Britney Spears já é um marco da cultura pop. Sua carreira na música começou em 1999 com o álbum ...Baby One More Time, se desdobrou em 150 milhões de discos vendidos, colaborações com Madonna a Pharrell Williams e a residência mais bem paga da história de Las Vegas.

Entre os anos de 2007 e 2008, no entanto, a cantora passou por um período delicado: perdeu a custódia dos filhos e foi internada em uma clínica de reabilitação. Na mesma época, Jamie Spears, pai de Britney, assumiu a tutela da filha e passou a gerenciar, basicamente, toda a sua vida, como mostra Framing Britney Spears: a vida de uma estrela, documentário produzido pelo jornal The New York Times. O filme amplia o debate sobre o movimento #FreeBritney, campanha criada pelos fãs com intuito de aumentar a conscientização sobre o abuso que a cantora enfrenta sob a tutela do pai.

Homecoming: a film by Beyoncé (2019) - Netflix


Beyoncé fez história no Coachella, em 2018. Ela se tornou a primeira artista negra a se apresentar como atração principal do festival, desde a criação do evento, em 1999. Os bastidores e detalhes dessa mega produção estão em Homecoming: a film by Beyoncé, documentário da Netflix dirigido e produzido por ela. Homecoming é uma referência à celebração que marca o retorno dos estudantes às faculdades e universidade historicamente voltadas para negros nos Estados Unidos, as HBCU, na sigla em inglês. "Sempre sonhei em estudar em uma delas", diz Beyoncé logo no começo do filme. A apresentação no Coachella ainda rendeu um álbum ao vivo para a cantora, Homecoming: The Live Album.

Miss Americana (2020) - Netflix


Vencedora de 11 Grammys, Taylor Swift vive um jogo duplo com a fama: embora elogiada pela crítica por suas composições, a cantora também enfrenta críticas da opinião pública. Tudo isso serve de pano de fundo para o documentário Miss Americana. O filme resgata sua trajetória como queridinha da América, passando por seu cancelamento na internet, o ano longe das redes sociais e das aparições públicas, sua reinvenção criativa e seu retorno, assumindo posições e defendendo causas, como incentivo ao voto durante as eleições presidenciais de 2016. A faixa "Only the Young", escrita para o documentário, foi feita a partir de sua frustração com a vitória de Donald Trump.

Blackpink: light up the sky (2020) - Netflix


Depois de conquistar fãs no mundo todo cantando em coreano, o Blackpink ganhou seu próprio documentário na Netflix. No filme, as integrantes do girl group de maior sucesso do K-pop – Lisa, Jennie, Rosé e Jisoo – lembram o início de suas carreiras, quando treinavam em um internato, longe de suas famílias, do desafios antes da estreia em 2016 e apresentam parte do processo criativo de singles como "Kill this love", que atingiu 56,7 milhões de visualizações em um único dia no YouTube. O momento alto do documentário mostra o quarteto no Coachella, em 2019, quando se tornaram o primeiro grupo feminino sul-coreano a se apresentar no festival.

Gaga: five foot two (2017) - Netflix


O documentário mostra todo o processo criativo de Joanne, quinto álbum de Lady Gaga, produzido em parceria com Mark Ronson. O disco é uma homenagem à tia de Gaga, que faleceu aos 19 anos, vítima da lúpus, doença da qual a cantora também sofre. O filme ainda revela sua luta contra a dor crônica causada pela fibromialgia, mostra os preparativos para o show do intervalo do Super Bowl de 2017 e cenas intimistas com sua família.

Amy (2015) - Netflix


Vencedor do Oscar de melhor documentário em 2016, Amy narra a intensa jornada de Amy Winehouse, ícone da música pop, que morreu em 2011, aos 27 anos, em decorrência dos seus abusos com álcool e drogas. A invasiva cobertura da imprensa britânica, sua relação conturbada com o pai e o casamento com Blake Fielder-Civil se misturam entre registros inéditos, depoimentos de familiares, amigos e colaboradores como Mark Ronson e Yasinn Bey (ex-Mos Def). O filme tem a assinatura de Asif Kapadia, que também dirigiu Senna: o brasileiro, o herói, o campeão.

Anitta: made in Honório (2020) - Netflix


Capa do Volume 3 da ELLE, Anitta já teve sua vida documentada pela Netflix duas vezes. Depois de Vai Anitta (2018), a plataforma lançou no ano passado Anitta: Made in Honório, série de seis episódios que mostra os bastidores da sua rotina nos negócios, nos palcos e fora deles, e em família. Produtora-executiva da série, a cantora revela em um dos episódios sobre o abuso que sofreu, fala abertamente sobre sua sexualidade, apresenta o irmão que só conheceu adulta, chora ao encontrar Mariah Carey durante suas férias em Aspen e cobra sua equipe. "Não é uma série para falar: 'Olha, que lindo! Amem a Anitta!' É uma série para dizer: 'Olha, a Anitta é assim. Se você gostar, bom. Se você não gostar, amém. É isso, paciência'.", contou à ELLE.

Whitney: Can I be me? (2017) - locação no Amazon Prime


"Sucesso não muda você, a fama é que muda", conta Whitney Houston no documentário que repassa sua conturbada trajetória. O filme mostra sua infância humilde, em Nova Jersey, o projeto da família por trás de seu sucesso precoce, o relacionamento abusivo com o cantor Bobby Brown, o relacionamento com uma mulher e o abuso de álcool e drogas, que levaram à sua morte em em 2012, vítima de uma overdose.

Excuse me, i love you (2020) - Netflix


No documentário, acompanhamos de perto uma apresentação de Ariana Grande em Londres, parte da turnê Sweetener (2019), entre ensaios e correria para troca de looks. "Esse show salvou minha vida no último ano", conta a cantora no filme, que mostra também o apoio que ela recebeu dos fãs. Em 2017, Ariana presenciou um atentado terrorista durante uma apresentação sua em Manchester (Inglaterra) e, no ano seguinte, enfrentou o luto pela morte do rapper Mac Miller, seu ex-namorado.

Billie Eilish: the world's a little blurry (2021) - Apple TV


Com a ajuda da internet, a cantora de 19 anos se tornou um fenômeno da música pop. O documentário de R.J. Cutler acompanha a trajetória de Billie desde seu primeiro sucesso, "Ocean eyes" (2015), até conquistar cinco Grammys, em 2020. Em The world's a little blurry, vemos Billie além dos palcos, tirando sua carteira de motorista ou passando pelo término de um relacionamento, sempre acompanhada pelo irmão Finneas O'Connell, produtor, multi-instrumentista e seu grande parceiro musical.





Conversamos com a cantora, que aproveita a fase longe dos palcos para investir na programação de seu canal na plataforma.


Sintetizador é coisa de mulher, sim! Cineastas e pesquisadoras mudam o foco da narrativa e recuperam as contribuições femininas para cena eletrônica mundial – e elas são mais antigas do que você imagina.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos
ASSINE A ELLE