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Kristen Stewart e Léa Seydoux em Crimes of the future
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Após o cancelamento de 2020 e uma edição de 2021 a que uma boa parte do mundo ainda não podia comparecer, o Festival de Cannes espera um retorno em grande estilo em sua 75ª edição, que começa nesta terça-feira (17.05) na Riviera Francesa.

De volta estão os grandes diretores, inclusive os ganhadores de Palmas de Ouro no passado, como os irmãos belgas Jean Dardenne (duas vezes vencedores), o japonês Hirokazu Kore-eda, o romeno Cristian Mungiu e o sueco Ruben Östlund. A Palma de Ouro é o prêmio cinematográfico mais cobiçado pelos diretores autorais.

Retornam ainda as pré-estreias de grandes produções hollywoodianas, fora de competição, como Top Gun: Maverick, de Joseph Kosinski, estrelado por Tom Cruise e sequência de seu sucesso de 1986, e Elvis, de Baz Luhrmann (Moulin Rouge – Amor em vermelho), sobre a relação de Elvis Presley (Austin Butler) com seu empresário “Coronel” Tom Parker (Tom Hanks).

Também fora de competição, há a apresentação de Three thousand years of longing, de George Miller (Mad Max: Estrada da fúria). No filme, Tilda Swinton interpreta uma acadêmica em viagem a Istambul, onde encontra um djinn, vivido por Idris Elba. Esse personagem da mitologia árabe, uma espécie de gênio da lâmpada, oferece a ela três desejos em troca de ser libertado.

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CRIMES OF THE FUTURE - Official Redband Trailerwww.youtube.com


Retorna também o imenso tapete vermelho do Grand Théâtre Lumière, cheio de estrelas para as sessões de gala dos filmes – a moda é um dos elementos essenciais do Festival de Cannes, que tem entre seus patrocinadores a Chopard e a Kering, grupo dono de grifes como Gucci, Saint Laurent, Balenciaga e Alexander McQueen.

Por exemplo, Kristen Stewart, que está em Crimes of the future, na competição. No longa, a atriz se junta a Léa Seydoux e Viggo Mortensen, este em sua quarta parceria com David Cronenberg (Cosmópolis). O filme do diretor canadense trata de um mundo em que é possível fazer alterações e mutações biológicas em seres humanos.

Michelle Williams é outra que retoma parceria antiga, em seu quarto longa com a diretora estadunidense Kelly Reichardt. Showing up conta a história de uma escultora que, nas vésperas da abertura de uma exposição, lida com os dramas de sua família e amigos. A produção também disputa a Palma de Ouro.

Marion Cotillard enfrenta problemas familiares com o irmão que odeia em Brother and sister, dirigido pelo francês Arnaud Desplechin.

Enquanto isso, Anne Hathaway está em Armageddon time, do americano James Gray (Ad Astra), que se inspirou na sua juventude no Queens, em Nova York. O filme, que também tem em seu elenco Anthony Hopkins e Jeremy String, é uma produção da brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira.

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Michelle Williams em "Showing up"Foto: Divulgação


É uma das poucas aparições do país na seleção. Não há filmes brasileiros na edição deste ano, a não ser a exibição de cópia restaurada de Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha.

O curta Vermelho quimera, assinado em parceria pelo bailarino Thiago Soares, ex-Royal Ballet de Londres, e pelo diretor criativo da Osklen, Oscar Metsavaht, participa do Short Film Corner, que não é uma seção do festival – ou seja, o filme não foi selecionado nem está em competição –, mas um espaço pago para exibir o curta para compradores internacionais.

Se o Brasil tem uma representação pífia, resultado de anos de paralisação do setor audiovisual, a Coreia do Sul, em compensação, está com tudo. Na competição, Park Chan-wook, vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes em 2004 com Oldboy, retorna com Decision to leave, sobre a relação complicada entre um detetive e a suspeita de um crime.

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O cineasta japonês Hirokazu Kore-eda, ganhador da Palma de Ouro com Assunto de família (2018), retorna à competição com uma obra sobre um bebê deixado para adoção na Coreia do Sul. No elenco, estão Song Kang-ho (Parasita), a cantora IU e Bae Doona (Sense8, Kingdom). Bae também está em Next Sohee, da diretora July Jung, exibido na seção paralela Semana da Crítica.

Anne Hathaway (à esq.) em "Armageddon time"Foto: Divulgação


Fora de competição, o ator Lee Jung-jae, conhecido por Round 6, pelo qual ganhou o Globo de Ouro de ator de drama em janeiro, estreia na direção com Hunt, longa sobre espionagem que ele também estrela.

Na mostra Um Certo Olhar, o francês de ascendência cambojana Davy Chou é outro que vai à Coreia do Sul para contar a história de uma jovem adotada por franceses que volta a seu país de origem pela primeira vez.

Cannes também corteja os mais jovens, com um concurso de filmes do TikTok e uma cobertura do site de vídeos Brut., que também leva o usuário para uma experiência de Cannes no Fortnite.

Do festival, saem os filmes que vão ser comentados o ano inteiro, até no Oscar. No ano passado, por exemplo, foram exibidos em Cannes Drive my Car, de Ryusuke Hamaguchi, ganhador da estatueta de produção internacional, A pior pessoa do mundo, de Joachim Trier, concorrente a dois prêmios, e Flee, de Jonas Poher Rasmussen, que disputou três categorias. Parasita, de Bong Joon Ho, é um que levou da Palma de Ouro em Cannes em 2019 a quatro Oscars no ano seguinte: filme, direção, roteiro original e produção internacional. Neste ano, não deve ser diferente.

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