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Não é preciso esperar uma criança virar adolescente para apresentá-la à poesia com temas profundos de Nick Cave. O músico australiano lança em novembro The little thing, um livro infantil que também trata de questões existencialistas, numa versão ilustrada e compreensível para o seu vizinho de 3 anos, a quem dedica a obra. "É a história de uma pequena coisinha que parte rumo a uma aventura épica para descobrir a verdadeira natureza de sua própria identidade. 'O que sou eu?', pergunta The little thing", descreve Cave.

O roqueiro acaba de entrar para o time de artistas de diferentes áreas que se aventuraram pelo universo da escrita para crianças. Fazem parte dessa lista nomes como Paul McCartney, Bob Dylan, Natalie Portman e Lupita Nyong'o, entre muitos outros. Até Madonna, enfant terrible do pop mundial, não só se rendeu às histórias infantis como encontrou uma carreira paralela nelas: a cantora escreveu quase duas dezenas de livros para crianças, muitos deles integrantes da lista dos mais vendidos do The New York Times, como As rosas inglesas (Rocco), sua obra de estreia.

A seguir, ELLE selecionou seis livros infantis que revelam outro aspecto de artistas de diferentes áreas, além de um app criado para democratizar o acesso a títulos para crianças:

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The little thing (Cave Things), de Nick Cave

Foto: Divulgação


Ícone do pós-punk, cultuado no underground por suas canções épicas sobre vida, amor, traição e morte, Cave já publicou romances adultos, mas The little thing é sua estreia como autor infantil. O livro, que já está em pré-venda no seu site, foi escrito e ilustrado pelo músico para seu vizinho Esme, um garotinho de 3 anos. O enredo narra as aventuras de um ser indefinido (que parece uma espécie de cupcake amarelo) em busca de uma versão mais abrangente – e talvez mais complexa, além de inclusiva – da clássica pergunta existencialista. Mas no lugar de "quem sou eu?", The little thing questiona "o que sou eu?". Personagens como um tomate, um rolo de papel higiênico e uma espiga de milho o ajudam a encontrar a resposta. O livro traz ainda com um código de acesso para uma versão narrada pelo próprio Cave, com trilha sonora do artista.

Hey Grandude! (Penguin), de Paul McCartney


Paul McCartney não é o único beatle a publicar um livro infantil. Em 2014, Ringo Starr lançou Octopus's garden, uma versão ilustrada da música homônima escrita e cantada por ele. Em Hey Grandude!, porém, Paul usa seu repertório como avô, não músico, para contar as aventuras de um avô e seus quatro netos. O livro, lançado em 2019 em inglês pela editora Penguin, tem ainda uma versão em áudio book com narração do próprio beatle. Paul conta, no vídeo que fez para divulgar o livro, que o título da obra foi inspirado pelo jeito que um de seus oito netos o chamou um dia – um trocadilho com "grandfather" (avô, em inglês), substituindo o "father" (pai), por "dude" (cara). "Eu olhei e pensei: hum, acho que gosto disso. E desde então, passei a ser chamado de grandude", diz. Dentro do time dos avôs do rock, também faz parte Keith Richards, autor do livro infantil Gus & me: The story of my granddad and my first guitar, história sobre o próprio avô, o guitarrista de jazz Theodore Augustus Dupree, responsável por introduzir o guitarrista dos Rolling Stones à música.

Sulwe (Rocquinho), de Lupita Nyong'o


Ganhadora do Oscar como atriz coadjuvante em
Doze anos de escravidão, Lupita trata de colorismo, autoaceitação e empoderamento negro para as crianças com a história de uma menina chamada Sulwe, que sofre por ter a cor de pele mais escura do que a da sua família e de todos que conhece. O nome da garota significa "estrela" na língua luo, falada pelo povo de mesmo nome habitante do Quênia – Lupita é queniana-mexicana. Mas Sulwe não percebe seu brilho e se sente ridicularizada pelas crianças da sua escola, que também são negras, porém mais claras do que ela. "A beleza começa em como você se enxerga, e não como os outros te enxergam", diz a mãe. Mas a menina não se convence. Até que uma noite, Sulwe é visitada por uma estrela cadente enviada pela Noite. E embarca em uma jornada mágica em que aprende a história reveladora das irmãs Noite e Dia. A Netflix anunciou uma adaptação do livro na forma de animação musical. Também disponibilizou um vídeo com a própria Lupita fazendo a narração da história.

Fábulas (Rocquinho), de Natalie Portman

Foto: Reprodução


Lançado no fim do ano passado internacionalmente e no início deste ano no Brasil, o livro traz versões atuais e engajadas de três fábulas clássicas infantis. Em Os três porquinhos, dois dos animais são viciados em fast food e um deles acumula plástico em casa, prejudicando o meio ambiente. Além disso, personagens femininas foram incorporadas: o lobo é uma loba, e um dos porquinhos é uma porquinha. Já em A lebre e a tartaruga, a vencedora da corrida, a lenta, mas perseverante tartaruga, é uma fêmea. "É quase uma mensagem para mim mesma: preste atenção e desacelere", disse a atriz, durante o lançamento do livro. Por último, O rato do campo e o rato da cidade trata de como a "modernidade" da cidade versus o "atraso" do campo pode ser relativa, e não necessariamente melhor.

Dr Alex e os reis de Angra (Globinho), de Rita Lee

Foto: Reprodução


A cantora já é uma experiente escritora infantil, com livros publicados desde os anos 80, tendo como personagem principal Alex, um ratinho pacifista e defensor da natureza. Na nova publicação, lançada no ano passado, o ratinho Alex e seus amigos lutam para salvar a princesa Angra de vilões que querem construir usinas nucleares. Lançado em 1992, Dr. Alex e o oráculo de quartz foi relançado também no ano passado com novas ilustrações e um título diferente: Dr. Alex e o phantom. Nesta história, Alex luta para salvar uma pedra preciosa brasileira e mágica, que desaparece antes de chegar a uma exposição. Em 2019, a cantora lançou ainda Amiga ursa, uma história triste com final feliz, inspirada na história da ursa Rowena, vítima de tráfico de animais, retirada da Sibéria e levada a um zoológico na quente Teresina, no Piauí.

E Foi Assim que Eu e a Escuridão Ficamos Amigas (Companhia das Letrinhas), de Emicida


Em seu segundo livro infantil (o primeiro foi
Amoras, de 2018), Emicida se inspira na vivência com suas duas filhas e no medo do escuro, temor clássico da infância, para abordar a importância de respeitar e lidar com as próprias emoções. O texto rimado conta a história da garota que tem medo do que o escuro esconde e descobre que a Escuridão também é uma menina, que morre de medo da claridade e do que ela pode revelar. O livro é ilustrado por Aldo Fabrini.

Tika Books: um app de leitura feito para crianças

Arte: Gustavo Balducci

Lançado neste ano, o Tika Books nasceu com o intuito de democratizar o acesso a títulos infantis. O aplicativo oferece um acervo de 50 audiolivros (com narração feita por atores e contadores de história profissionais), organizados por temas (animais, família, ciência, autoestima...) ou faixa etária (de 2 a 10 anos). Para Silvia Franceschi, diretora executiva do app, mais importante do que o formato é o acesso às histórias. A navegação, sem complicações, permite que a criança vire a página do livro, virtualmente, ou acompanhe o audiobook apenas com um "play". A cada mês, o aplicativo ganha dois novos títulos – em dezembro, período de férias escolares, serão quatro. Os planos vão de R$ 17,49 (mensal) a R$ 21,99 (valor mensal para a assinatura semestral).

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