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Uma escritora examina as dinâmicas sociais de um Brasil ainda sob a sombra do período escravocrata. Uma cantora e compositora mistura letras, poesias e artes visuais em um único volume. Uma titã do ensaísmo observa com cuidado as mudanças no mundo ao redor dela.

O ano de 2022 começou há pouco e o mercado editorial brasileiro já promete vários lançamentos assinados por mulheres. Para ajudar você a escolher a leitura, ELLE preparou uma seleção de títulos, de autoras consagradas a nomes em ascensão:

Parque industrial, de Pagu (Companhia das Letras)

Reprodução/Agência Patricia Galvão

Com esta recém-lançada reedição do clássico de 1932 de Patrícia Galvão, a Pagu – uma das grandes personagens do modernismo brasileiro –, a Companhia das Letras coloca novamente nas prateleiras um dos primeiros romances proletários do Brasil. No enredo, a autora trata do dia a dia da classe operária da indústria têxtil paulistana, retratando as condições precárias de trabalho e moradia. Originalmente, Pagu, então com 22 anos, assinou Parque industrial com o pseudônimo Mara Lobo, por causa das divergências políticas com o Partido Comunista do Brasil, ao qual era filiada naquela época – ela foi presa durante a ditadura Vargas por sua militância. Importante nome para as letras, para a política e para o feminismo, Pagu morreu em 1962 aos 52 anos, em decorrência de um câncer.

​O acontecimento, de Annie Ernaux (Fósforo)

Divulgação/Catherine Hélie Gallimard

Nome celebrado da literatura francesa contemporânea, a autora relata com estilo direto as memórias de quando recorreu a um aborto, ilegal na França do início dos anos 60. Ernaux tinha apenas 23 anos e não podia contar com a ajuda da família nem do namorado. O episódio, que a fez parar na emergência de um hospital, tornou-se um assunto proibido na vida da escritora por muitos anos, até ela decidir elaborá-lo na escrita. “O verdadeiro objetivo da minha vida talvez seja apenas este: que meu corpo, minhas sensações e meus pensamentos se tornem escrita, isto é, algo inteligível e geral, minha existência completamente dissolvida na cabeça e na vida dos outros”, ela escreve.
Lançamento: fevereiro.

​Second place, de Rachel Cusk (Todavia)

Divulgação/Siemon Scamell Katz

Autora da elogiada trilogia composta por Esboço (2014), Trânsito (2016) e Mérito (2018), a autora britânica-canadense terá seu mais recente livro lançado por aqui. Pré-finalista do disputado Booker Prize e elogiado pela crítica, Second place aborda a relação de M., uma escritora, e L., um famoso pintor por quem ela tem fixação e convida para se hospedar em sua casa, na costa inglesa, onde vive com o marido e a filha. A partir disso, a autora explora as relações entre a arte, as emoções humanas, a vida doméstica em família e o privilégio masculino. M., que narra a história em um monólogo, acredita que a presença de L. é importante para a vida dela mudar para melhor, mas não é bem isso que a presença do artista causa naquela casa.
Previsão de lançamento: abril.

Useless magic: lyrics and poetry, de Florence Welch (DarkSide)

Divulgação

A cantora e compositora inglesa Florence Welch encabeça o projeto musical Florence + the Machine, com composições de alta escala dramática sobre amor e redenção. Suas letras estão no livro Useless magic, o primeiro da carreira de Welch, em que ela compartilha tanto composições dos quatro discos de estúdio da banda – trazendo sucessos como “Dog days are over”, “Shake it out” e “What the water gave me” – quanto ilustrações, fotografias e poemas.
Previsão de lançamento: primeiro semestre.

​Let me tell you what I mean, de Joan Didion (Harper Collins)

Divulgação/Julian Wasser

Esta coleção de ensaios da escritora é o primeiro lançamento póstumo de Joan Didion, que morreu em dezembro, aos 87 anos. O livro une textos publicados desde o fim dos anos 1960 que nunca haviam sido reunidos antes. Eles abrangem temas que vão de uma crítica corrosiva à imprensa estadunidense a insights sobre literatura, passam por uma carta de rejeição da Universidade Stanford, onde ela desejava estudar, e pelo emblemático perfil de Martha Stewart, escrito para a revista The New Yorker em 2000. Ainda entre autoras consagradas, a Todavia publicará de The Tender Narrator, de Olga Tokarczuk. O livro traz o discurso da polonesa na cerimônia de recebimento do Nobel de literatura em 2018.
Previsão de lançamento: segundo semestre (ambos os livros)

Solitária, de Eliana Alves Cruz (Companhia das Letras)

Divulgação/Marta Azevedo

A escritora e jornalista carioca Eliana Alves Cruz é uma voz que tem se projetado tanto na literatura quanto na discussão sobre racismo no Brasil. Em Solitária, o quarto romance da autora, ela conta uma história a partir de três pontos de vista: o de Eunice, mulher negra que trabalha como empregada doméstica, de sua filha Mabel, que a acompanha no emprego desde a infância, e do quartinho em que ambas vivem na casa dos patrões e dá título ao livro. Também em 2022, a coleção de textos O negro visto por ele mesmo, da historiadora e pesquisadora Maria Beatriz Nascimento (1942–1995), ganha publicação pela Ubu.
Previsão de lançamento: novembro (O negro visto por ele mesmo) e 2022 (Solitária).

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