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Cultura

Sete podcasts para ouvir em 2022 e outras dicas de seus podcasters

Na esteira do retorno do ELLE News, prata da casa, ouvimos a jornalista Malu Gaspar, a astróloga Madama Brona, a cantora Letrux e os apresentadores de outros podcasts imperdíveis, que revelam seus programas favoritos e suas recentes descobertas.

Arte: Mariana Baptista
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Da política à astrologia, ELLE selecionou sete podcasts imperdíveis, de diferentes áreas, para você seguir ouvindo este ano, pegando carona no retorno do ELLE News, que acaba de voltar neste início de 2022. Aproveitamos para perguntar ao time de podcasters suas descobertas recentes. E daí surgiram outras 25 dicas sonoras. Arrume o fone e prepare-se para maratonar:

MODA: ELLE NEWS, POR PATRICIA OYAMA E GABRIEL MONTEIRO

Gabriel Monteiro e Patricia Oyama

Foto: Divulgação


Com atualização semanal e apresentação da redatora-chefe da ELLE, Patricia Oyama, e do editor digital, Gabriel Monteiro, o podcast faz uma edição das notícias de moda mais relevantes do momento, com comentários dos apresentadores e participação da equipe da revista.

Qual o podcast que você mais ouviu no ano passado?
Patricia: Adorei A vida secreta de Jair, da Juliana Dal Piva para o UOL. Além de ser um supertrabalho de reportagem, ele traz um pouco desse clima de bastidores de uma apuração, que deixa tudo mais interessante.
Gabriel: Quando o assunto é podcast, eu tenho uma relação um pouco parecida com a que já estabeleci com livros. Não sou muito chegado a romances, muito menos historinhas. Curto aquele tipo de programa que noticia algo ou me ensina alguma coisa de forma mais objetiva. Por isso, adoro as entrevistas do The Business of Fashion, que me aproximaram de nomes como Ib Kamara ou Jonathan Anderson. Me auxiliam em meu trabalho.
Uma descoberta legal recente:
Patricia: Um dos podcasts mais bacanas lançados recentemente é o Pensando o bem, em que as jornalistas Claudia Lima, Greice Costa e Teté Ribeiro discutem temas superatuais, como produtividade tóxica, uso de psicodélicos e alimentação sustentável. O programa tem um clima de bate-papo entre amigas, mas com profundidade e sem aquela bagunça de uma falar por cima da outra e ninguém entender nada.
Gabriel: Apesar de não ser dado a anedotas e muitos personagens, Copan, Edifício em Movimento me conquistou pelo roteiro com pegada de reportagem literária.
Que tipo de podcast você acha que vai ser a próxima onda?
Patricia: Como a eleição vai pegar fogo, acho que os podcasts de política vão fazer bastante barulho, pelo menos aqui no Brasil!
Gabriel: Essa resposta tem mais a ver com os movimentos que acontecem do que com os nossos desejos. É importante reconhecer que o podcast "papo de boteco" foi abraçado pelo brasileiro, por mais que os podcasters sejam mais dados geralmente aos trabalhos bem roteirizados. Não há certo ou errado nesse novo formato. Logo, é bacana ver as pessoas se aproximarem da comunicação, como quer que seja.

POLÍTICA: A MALU TÁ ON, POR MALU GASPAR

Foto: Divulgação/Cerchiaro


Voz feminina e sucesso como integrante do Foro de Teresina, podcast de política da revista Piauí, onde era repórter, Malu Gaspar estreou como podcaster em versão solo em maio de 2021 com o A Malu tá on. Na primeira temporada do novo programa, entrevistou de Hamilton Mourão a Caetano Veloso, de Gilberto Kassab à hacker antirracista Nina da Hora, que presta consultoria de segurança digital para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A escolha dos entrevistados, diz a jornalista, leva em conta quem está fazendo diferença no debate público, tendo ou não cargo político. Em ano de eleição, a nova temporada, que estreia em março, deve ir ainda mais fundo no descortinamento da política nacional. "Espero estar nessa onda de podcasts de política que as pessoas procuram para ajudar a traduzir a realidade e tomar melhores decisões em 2022", diz.

Qual o podcast que você mais ouviu no ano passado?
Sou a louca do podcast, ouço para tomar banho, lavar louça, viajar, fazer ginástica. Então, ouvi muita coisa, mas o que mais me prendeu (e também toda a família) foi o Paciente 63, uma história de ficção científica em que o Seu Jorge faz o personagem de um viajante do tempo e a Mel Lisboa é uma médica que o trata no hospício.
Uma descoberta legal recente:
Quando comecei a procurar referências de programa de entrevista, um amigo me indicou um podcast estadunidense que se chama Death, sex and money, da Anna Sale. É uma jornalista que só faz perguntas difíceis com uma delicadeza inacreditável. Para mim, foi um aprendizado, deu muitos insights de como entrar em temas difíceis sem ser invasiva ou grosseira, achei sensacional. Não é um programa novo, foi lançado em 2014, mas descobri esse ano. Uma novidade deste ano que adorei é a nova temporada do 37 graus, um podcast de ciência, toda feita a partir de grandes mistérios da ciência ou da vida. E um que aprendi a ouvir esse ano, dou risada e gosto bastante é o Não inviabilize, da Déia Freitas.
Que tipo de podcast você acha que vai ser a próxima onda?
Acho que já estamos no meio de uma onda de podcasts tipo papo de bar, esses programas em que você tem uma conversa solta, mais ou menos roteirizada, de longa duração de temas variados, incluindo política. Aposto que as pessoas vão estar mais interessadas no tema, em aprender mais, distinguir o que é informação e o que não é, como entender o processo eleitoral que vem por aí e que não vai ser fácil.

PSICOLOGIA: MEU INCONSCIENTE COLETIVO, POR TATI BERNARDI

Foto: Divulgação/Renato Parada

Tati Bernardi é uma verdadeira maratonista na modalidade podcaster. Atualmente, além do Meu inconsciente coletivo, a escritora e colunista da Folha de S.Paulo também apresenta o Calcinha larga e o Quem lê tanta notícia, ambos com atualizações semanais. Lançado em 2021, Meu inconsciente coletivo é uma espécie de sessão de terapia aberta, em que Tati convida psicólogos e psiquiatras renomados a analisarem, a partir de uma experiência pessoal da própria escritora, temas comuns a muita gente. Se a primeira temporada teve todos os episódios dedicados ao amor, a segunda, que estreia em março, deve ter algo relacionado à literatura.

Qual foi o podcast que você mais ouviu no ano passado?
Falando nisso, com Christian Dunker, psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP. São as aulas que ele dá no YouTube, mas em versão podcast.
Uma descoberta legal recente:
Gosto muito do O Assunto, com a Renata Lo Prete, porque ela pega um tema da semana, entrevista uma pessoa especialista superinteressante e destrincha o assunto muito bem.
Qual tipo de podcast você acha que vai ser a próxima onda?
O Calcinha larga, que é um dos podcasts que faço, tem essa coisa meio entrevista descontraída com um pouco de exposição divertida da apresentadora. É uma tendência nos livros, séries, filmes, e acho que é o futuro do podcast também: o apresentador se colocar bastante, não ser uma coisa fria e ensaiada.

MÚSICA: TARADAS POR LETRAS, POR LETRUX E LEÏLAH

Leïlah e Letrux

Foto: Divulgação/Luciana Sposito

Em 15 episódios, a cantora Letrux e a escritora, jornalista e designer Leïlah alternam entre programas em que músicos célebres como Marina Lima e Supla respondem a um questionário musical, e episódios dedicados a artistas ou a temas de canções, sempre tendo como pano de fundo letras de músicas.

Qual o podcast que vocês mais ouviram no ano passado?
Letrux: Astrológicas, podcast da Isabel Mueller e Titi Vidal. Gosto de astrologia desde criança, por conta da minha mãe e adorei a abordagem das duas, aprendi muita coisa com elas.
Leïlah: Central de Astrologia, da Brona Paludo, mais conhecida como Madama Brona. Ela oferece uma bússola para a semana misturando profundidade com humor e tem uma pegada muito pop. Obvious e Nós, da Roberta Martinelli e Sarah Oliveira, também rolaram muito (pra mim).
Uma descoberta legal recente:
Letrux: Não inviabilize, da Déia Freitas, tô adorando!
Leïlah: Som a pino, da Roberta Martinelli, sou viciada nas entrevistas dela.
Que tipo de podcast vocês acham que vai ser a próxima onda?
Letrux: Não sou muito boa em adivinhar, acho tudo misterioso. Ao mesmo tempo, quem tem mais investimento pode também aparecer mais e criar uma onda.
Leïlah: São muitos nichos, mas vejo possibilidades se ampliando para os segmentos de humor e psicologia/bem-estar. Acho que as pessoas estão ávidas por duas coisas: explicações sobre os tempos conturbados que estamos vivendo (por isso, comportamento humano e os rumos do mundo são importantes) e escapar da realidade. Aposto também em levar uma lógica de auditório televisivo para o podcast, tipo concurso de gente cantando com entrevista, com notícia e a fusão de conteúdo nas redes sociais em vídeo com o podcast. Produtos híbridos como o nosso, que misturam storytelling, literatura e música também devem crescer nos próximos anos. Tem um bom nicho a ser explorado por ativistas também.

Astrologia: Central de Astrologia, por Madama Brona


Astróloga e colunista da ELLE, Brona Poludo lançou seu podcast em setembro passado com o mesmo mix de expertise astral e deboche que você lê todo mês por aqui. No Central de Astrologia, as atualizações acontecem toda segunda, com um panorama geral de como será a semana do ponto de vista astrológico.

Qual o podcast que você mais ouviu no ano passado?
Tenho ouvido muitos podcasts narrativos e de notícias: Isso está acontecendo, Retrato narrado, Praia dos ossos, Café da manhã, Foro de Teresina. Acho que é um bom jeito de me manter informada sobre o que está acontecendo. Escutei muito o podcast ELLE News também, adoro a organização com que as notícias são apresentadas, dá pra ficar por dentro de tudo de forma leve e fácil. Escuto esses podcasts enquanto cuido das plantas, lavo louças, arrumo o guarda-roupa… Também não posso deixar de mencionar o Não inviabilize. Sou fã dos episódios do Picolé de Limão (quadro do Não inviabilize). É perfeito pra quem ama uma fofoca bem contada.
Uma descoberta legal recente:
Gosto muito do podcast Faxina, que conta histórias ignoradas de imigrantes de língua portuguesa que vivem nos Estados Unidos e no mundo. Esse podcast não é novo, mas eu descobri recentemente e gosto muito. Outro podcast que descobri recentemente é o mundinho trava línguas, de relatos da Linn da Quebrada sobre o processo criativo do álbum dela, Trava línguas. Tem também o podcast Transmissão, apresentado por Linn e Jup do Bairro. Todo episódio tem entrevistas incríveis com personalidades de impacto cultural.
Que tipo de podcast você acha que vai ser a próxima onda?
Me parece que podcasts informativos sobre política serão importantes neste ano eleitoral. E sobre tendência, eu espero que podcasts que misturem conversa e música estejam em alta.

ARTE: INHOTIM PODCAST, POR BÁRBARA COLEN

​Foto: Divulgação/Renan Ott

Produzido pela Rádio Novelo (responsável por podcasts como Praia dos Ossos e Foro de Teresina) e com primeiro episódio lançado no fim de janeiro, o Inhotim Podcast tem apresentação da atriz Bárbara Colen (Bacurau e Aquarius) e participação de artistas que fazem parte do acervo do grande museu de arte contemporânea a céu aberto. Os episódios costuram temas abstratos e os relacionam com a natureza, as artes visuais e outras culturas. Na estreia, o artista e curador Ayrson Heráclito fala sobre as diferentes concepções de tempo nas matrizes africanas.

Qual o podcast que você mais ouviu no ano passado?
Acho que o Foro de Teresina ajuda a acompanhar o cenário catastrófico desse país de forma mais palatável. Ele traz um panorama político amplo, com pitadas de humor ácido. É um refresco!
Uma descoberta recente:
Respondendo em voz alta, com Laurinha Lero. Ela é uma figura, divertidíssima! É diferente de tudo que já vi de podcast.
Que tipo de podcast você acha que vai ser a próxima onda?
Acho que um tipo de podcast que tem se popularizado é aquele que fala de temas diversos da vida e que são comuns a muita gente, como o Mamilos. As pessoas têm buscado informações que sirvam como ferramentas para pensar a própria vida e a afetividade.

COMPORTAMENTO: NÓS, POR SARAH OLIVEIRA E ROBERTA MARTINELLI

Foto: Divulgação/Nadja Kouchi


As duas apresentadoras especializadas em música se uniram neste podcast "pandêmico", como define Sarah, para contar histórias de relacionamentos. A cada episódio, cada uma entrevistou um dos lados, ou personagens da mesma história. No fim, há reflexões de ambas e uma sugestão de playlist musical inspirada pelos relatos. A seguir, Sarah dá suas dicas:

Qual o podcast que você mais ouviu ano passado?
Ouvi muito o Invisibilia, que é um podcast gringo de duas comunicadoras que vão investigando histórias. Foi meu irmão que me indicou, e o que me prendeu foram as histórias. Gosto de misturar o meu DNA, que é música, com relação humana e memória afetiva.
Uma descoberta legal recente:
Praia dos ossos, por conta das histórias, como se entrelaçam.
Que tipo de podcast você acha que vai ser a próxima onda?
O que me encanta são as histórias, mais do que a plataforma, então não saberia dizer.

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