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Cultura

SP-Arte, Bienal e outras mostras imperdíveis em São Paulo

Regina Silveira, no MAC-USP, Alfredo Jaar, no Sesc Pompeia, e Rosângela Rennó, na Estação Pinacoteca, são alguns dos destaques que chacoalham o circuito da cidade.

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Desde setembro, com a inauguração da 34ª Bienal de São Paulo, a capital paulista vem sendo ocupada pelo melhor da arte contemporânea brasileira e internacional. Nesta semana, a SP-Arte, principal feira de arte da América Latina, chacoalha mais uma vez o circuito artístico da cidade. A 17ª edição do evento acontece a partir desta quarta-feira (20.10) e segue até o próximo domingo (24.10), na Arca, galpão localizado no bairro da Vila Leopoldina. Além da retomada das atividades presenciais, após quase dois anos de adiamento, a feira apresenta também um Viewing Room, espaço digital onde será possível acessar trabalhos de galerias e instituições participantes – algumas delas exclusivamente online.

Somando presencial e digital, a SP-Arte reúne 125 expositores, entre galerias de arte e design, editoras especializadas, museus e projetos especiais. Participam grandes galerias brasileiras como Nara Roesler, Fortes D'Aloia & Gabriel, Mendes Wood DM e Almeida e Dale, e jovens casas como HOA, Quadra e Projeto Vênus. Entre os espaços internacionais, destaque para Marian Goodman Gallery e Galleria Continua.

O evento promove também uma intensa programação cultural, com mostras, palestras e lançamentos de livros. Com curadoria de Ana Carolina Ralston, a exposição Arte e tecnologia: uma revolução em curso acontece durante a feira, no State, espaço adjacente à Arca, e propõe uma reflexão em torno do papel da tecnologia na produção artística, contemplando nomes como Eduardo Kac, Igi Ayedun e Ilê Sartuzi. A experiência das artes com o mundo digital é também o fio condutor de uma série de encontros organizados pela consultora Vivian Gandelsman. Na quinta-feira, 21.10, ela recebe no State artistas e colecionadores para conversas sobre assuntos quentes do mercado da arte. Destaque para o bate-papo entre o artista Thiago Martins de Melo e o designer Raul Luna sobre o trabalho digital Animal crepuscular.

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Motivadas pela efervescência do momento, diversas galerias e instituições organizam mostras e outras atividades na semana da feira. Martins de Melo está em cartaz na Galeria Millan, em sua sede na Vila Madalena, com a individual Ouroboros sucuri até 06.11, e Cabelo apresenta Aurora Incorpora Cobra Coral, no Auroras, espaço independente no Morumbi, até 29.01. Já no sábado, 23.10, a Luciana Brito Galeria lança uma publicação em homenagem a Fernando Zarif na SP-Arte. Na ocasião, haverá a apresentação de um vídeo-exposição em sete diferentes empenas de prédios do Minhocão, no centro de São Paulo, no qual amigos e familiares de Zarif, entre os quais Erika Palomino e Fernanda Torres, fazem leituras em homenagem ao artista.

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Nesta semana rodeada pelas artes, confira algumas das principais exposições de arte contemporânea em cartaz na cidade:

34ª Bienal de São Paulo, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo

"Hold hold fire" (2019), vídeo de Olivia Plender

Foto: Divulgação

A partir da curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, Paulo Miyada, Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez, a 34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu canto acontece nas icônicas curvas de Oscar Niemeyer, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, até 05.12. São apresentadas obras de 91 artistas contemporâneos, de múltiplas nacionalidades, ancorados pelo conceito de "relação", elaborado por escritores como o martiniquense Édouard Glissant e o brasileiro Eduardo Viveiros de Castro. Destaque para representantes da arte indígena contemporânea – pela primeira vez amplamente representada em uma Bienal –, como Jaider Esbell, Sueli Maxakali e Uýra – esta última, uma entidade criada pela artista e bióloga paraense Emerson Pontes, que, por meio de fotografias, explora a relação entre natureza e comunidades. Trabalhos de Uýra estarão também na SP-Arte, no estande da C.galeria.

Arte Indígena Contemporânea, no MAM-SP

"Tartaruga", da série "Yãmiy/homem-espírito" (2009), de Sueli Maxakali

Foto: Divulgação

Até 28.11, a coletiva Moquém_Surarî: Arte indígena contemporânea faz parte da programação do Museu de Arte Moderna de São Paulo – uma das 20 instituições ao redor da cidade que, em conjunto com a Bienal, apresentam mostras relacionadas à 34ª edição. Com curadoria do artista e escritor macuxi Jaider Esbell, a coletiva reúne desenhos, pinturas, fotografias e esculturas de artistas de cerca de 20 povos originários, trazendo referências à cosmologia e à narrativa ameríndia. Moquém designa a tecnologia milenar utilizada pelos povos indígenas para conservar os alimentos após a caça coletiva e facilitar seu transporte até as aldeias – é a partir dessa ideia de troca e transformação que a curadoria olha para os movimentos que constituem a arte indígena contemporânea. Entre os 34 artistas, estão nomes como Ailton Krenak, Sueli Maxakali e Denilson Baniwa. Esbell participa da SP-Arte no estande da Galeria Millan.

Regina Silveira, no MAC-USP

Sem título (1971), Álbum Middle Class & CO

Foto: Divulgação

Ana Magalhães e Helouise Costa são as curadoras responsáveis pela retrospectiva Regina Silveira: Outros paradoxos, que apresenta 180 obras desta artista e pesquisadora gaúcha, no Museu de Arte Contemporânea da USP, até 03.07.22 – a exposição faz parte do circuito de mostras ligadas à Bienal, que também apresenta obras de Silveira no Pavilhão. Os trabalhos da artista, um dos principais nomes de sua geração, são marcados pelo pioneirismo e por uma constante experimentação de técnicas e materiais, o que é possível perceber na multiplicidade de obras apresentadas na exposição, onde há gravuras produzidas na década de 1960, trabalhos experimentais em vídeo, além de propostas recentes de intervenções urbanas e instalações, que brincam com o espaço ao redor. Obras de Silveira integram o estande da Luciana Brito Galeria, na SP-Arte.

Rosângela Rennó, na Estação Pinacoteca

Sou vasto...contenho multidões", da série "Espelhos pensantes" (1990-2021)

Foto: Divulgação/Isabella Matheus/Pinacoteca de São Paulo

Em homenagem aos 35 anos de carreira da artista mineira Rosângela Rennó, a Pinacoteca de São Paulo apresenta Pequena ecologia da imagem, na Estação Pinacoteca, até 07.03.22. Com curadoria de Ana Maria Maia, a mostra reúne cerca de 130 trabalhos de diversas linguagens, produzidos desde 1987 até hoje, e é permeada pela ideia de "fotografia expandida", no qual a artista extrapola a criação autoral, intervindo técnica e socialmente na imagem. São montagens com fotografias, espelhos e outros materiais, em que ela usa recortes e sobreposições, ou intervéem graficamente com mensagens sociais, por exemplo, o #Metoo. Além de obras que pontuam essa trajetória e um projeto comissionado especialmente pela Pina, a curadoria inclui trabalhos inéditos no Brasil, como Eaux des colonies (2021), resultado da residência artística de Rennó em Colônia (Alemanha). Já na SP-Arte, a galeria Vermelho apresenta trabalhos da artista, como Corpo extranho africano (2011).

Alfredo Jaar, no Sesc Pompeia

Vista da exposição "Lamento das imagens", no Sesc Pompeia

Foto: Divulgação/Everton Ballardin/Galeria Luisa Strina

Quatro décadas do trabalho do artista chileno Alfredo Jaar compõem a mostra Lamento das imagens, em cartaz no Sesc Pompeia, até 05.12. Com curadoria de Moacir dos Anjos, a exposição integra a programação oficial da Bienal de São Paulo e reúne instalações, pôsteres e projeções em vídeo. A obra de Jaar carrega forte teor político e tensiona, a partir de construções visuais, conceitos como poder, dominação e desigualdade, a exemplo do trabalho Claro-escuro (2015), no qual o artista estampa a frase do filósofo italiano Antonio Gramsci (1891-1937) "O velho mundo está morrendo, o novo demora a nascer e, nesse claro-escuro, surgem os monstros", em um potente neon verde. Pelo corpo de seu trabalho, o artista acaba de ganhar o Hasselblad Award – um dos principais prêmios de fotografia do mundo. Na SP-Arte, é possível encontrar obras de Jaar, como A logo for America (Miami Beach) (2018), na Galeria Luisa Strina.


Confira com antecedência os requisitos necessários para o acesso às exposições e programações. Uso de máscara e distanciamento social são obrigatórios e muitas instituições exigem comprovante de vacinação, bem como compra antecipada de ingresso.

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