Cadastre-se em nossa newsletter para ler este e outros artigos.

Doses semanais de moda, beleza, cultura e lifestyle, além, é claro, de todas os lançamentos da ELLE!
Inscreva-se gratuitamente.

  • ASSINE NOSSA NEWSLETTER
  • O melhor da ELLE direto no seu inbox! Inscreva-se gratuitamente.
  • INSCREVA-SE AQUI
Cultura

Jogos de poder: o retorno de Succession

Com um pé na realidade, um elenco afiado e nove Emmys até aqui, o drama da HBO estreia sua terceira temporada. Relembre as anteriores e conheça seus bastidores.

Foto: Divulgação/HBO
PUBLICIDADE

Succession será "a" série que todo o mundo vai comentar a partir deste domingo (17.09), quando o primeiro episódio da terceira temporada finalmente chega à HBO Max, depois de um hiato de dois anos provocado pela pandemia.

Criada pelo inglês Jesse Armstrong (The thick of it, In the loop), a série dramática da HBO gira em torno de uma família em guerra para decidir quem será o sucessor do patriarca Logan Roy (Brian Cox), dono de um império de mídia. Pense em Game of thrones, só que em vez de Westeros, a Nova York dos arranha-céus e ternos bem cortados. Armstrong já descreveu Succession como um misto da novelesca Dallas com o filme Festa de Família, de Thomas Vinterberg. Ou seja, tem todas as maquinações, traições e reviravoltas, mas também um humor seco irresistível, daqueles de fazer se retorcer no sofá de tanta vergonha alheia. Todo o mundo está contra todo o mundo o tempo todo, mas, de alguma forma, ainda existe amor entre pai e filhos e entre os irmãos. Conheça mais sobre os bastidores da série e relembre as temporadas anteriores:

Succession: Season 3 | Official Tease | HBO www.youtube.com


Inspiração: o clã Roy lembra (até demais) a família Murdoch, que vendeu recentemente o estúdio de cinema e os canais de televisão Fox para a Disney, à exceção da Fox News, canal estadunidense ultraconservador de notícias 24 horas. Os Murdochs também são donos de jornais como The Wall Street Journal, nos Estados Unidos, The Times, na Inglaterra, e The Herald Sun, na Austrália, além dos tabloides The New York Post e The Sun. Extremamente influente na política, o conglomerado é considerado um dos grandes incentivadores da guinada à direita desses países.

Ficcção x realidade: o patriarca, Rupert Murdoch, tem 90 anos de idade, enquanto o fictício Logan Roy, igualmente dono de canais conservadores, além de parques de diversões e um estúdio de cinema, tem 80. Murdoch tem quatro filhos adultos: uma do primeiro casamento, e três do segundo. Roy também tem quatro filhos: Connor (Alan Ruck), do seu primeiro casamento, e Kendall (Jeremy Strong), Roman (Kieran Culkin) e Siobhan (Sarah Snook), conhecida como Shiv, do segundo. Murdoch tem dois filhos jovens do terceiro casamento e atualmente é casado com a ex-modelo Jerry Hall, ex-mulher de Mick Jagger. Seus dois filhos, James e Lachlan, brigaram pelo comando da empresa, News Corp, mas James, que é progressista e queria uma modernização e um conteúdo menos ultraconservador, acabou se desligando em julho do ano passado, citando discordância com o conteúdo editorial de noticiários e jornais.

PUBLICIDADE

Kendall (Jeremy Strong)Foto: Divulgação

Prêmios: a série ganhou nove Emmys, sete deles em 2020, incluindo melhor drama, direção e ator (Jeremy Strong, que faz um dos filhos de Logan, Kendall).

O elenco: é um dos pontos altos da série. Além de Cox, Strong, Snook, conta com a atriz palestina Hiam Abbass, como a terceira mulher de Logan, e Matthew Macfadyen (que foi o Sr. Darcy na versão de Orgulho e preconceito de 2005, com Keira Knightley), no papel de Tom. Mas pode ser que você conheça outros atores de outros lugares. Kieran Culkin, que faz o debochado Roman, é irmão de Macaulay Culkin, o ator-mirim mais famoso dos anos 1990. E Alan Ruck, que interpreta Connor, é astro de um dos clássicos dos anos 1980, Curtindo a vida adoidado. A temporada também tem novas adições ao elenco: Adrien Brody, vencedor do Oscar de melhor ator por O pianista, faz um bilionário que é ativista, e Alexander Skarsgärd (True blood e Big little lies) é o fundador de uma empresa de tecnologia.

Por trás das câmeras: embora oficialmente seja um drama, a série tem bastante humor. Não por acaso, tem como produtores o comediante Will Ferrell e Adam McKay, vencedor do Oscar de roteiro adaptado por A grande aposta (2015). O compositor é Nicholas Britell, que concorreu ao Oscar por Moonlight – Sob a luz do luar (2016) e Se a rua Beale falasse (2018), ambos dirigidos por Barry Jenkins.

Logan Roy (Brian Cox)Foto: Divulgação


A primeira temporada (contém spoilers!): a série começa com Kendall tendo a certeza de que será o escolhido para a substituição do pai no comando da Waystar Royco. Só que Logan decide adiar a aposentadoria e, logo em seguida, sofre um AVC. Os filhos brigam para ver quem assume a empresa, que tem um débito de US$ 3 bilhões e enfrenta um potencial escândalo envolvendo acobertamento de abusos sexuais e mortes em seus cruzeiros. Logan volta para a companhia, mas não está bem, o que encoraja Kendall a tentar destituí-lo de sua posição. Sua manobra dá errado, ele é demitido por seu pai e volta a usar drogas. Para tentar promover a reconciliação familiar, inclusive na frente das câmeras, Logan convoca a família para a propriedade de seu filho Connor no Novo México. Siobhan vai trabalhar para um político progressista que lembra Bernie Sanders e é inimigo mortal de seu pai. Por isso, Logan em princípio se recusa a ir ao casamento dela com Tom. Kendall continua tentando tomar a Waystar de seu pai, com ajuda de sócios. Mas, na noite do casamento, sob o efeito de drogas, ele sofre um acidente em que um garçom acaba morrendo. Seu pai promete abafar o caso se Kendall desistir da tomada da empresa. Ele aceita.

A segunda temporada (contém spoilers!): Kendall não dura muito na clínica de reabilitação, sendo convocado pelo pai para fazer um pronunciamento contra a tomada da companhia por investidores. Ele é outro homem, completamente submisso. Logan promete a posição de CEO para Siobhan. Enquanto a ameaça de uma biografia reveladora paira sobre Logan, ele insiste em comprar um canal rival, mais conceituado. O escândalo dos abusos nos cruzeiros vem à tona e acaba melando o acordo. Seu relacionamento com Rhea (Holly Hunter), que ele nomeia CEO, provoca sua separação de Marcia (Hiam Abbass). Com a investigação dos escândalos dos cruzeiros no Congresso e as dívidas fazendo com que a tomada da empresa por outros com mais dinheiro pareça inevitável, Logan sabe que precisa sacrificar alguém de peso. Ele escolhe Kendall, que parece aceitar bem. Mas, em uma coletiva de imprensa em que anunciaria sua culpa pelos escândalos dos cruzeiros, Kendall denuncia o pai como um mentiroso e coloca a culpa em Logan.

O que vai acontecer na terceira temporada? A bomba de Kendall não tem como ficar impune. Logan deve estar furioso e certamente vai à guerra contra o filho. Resta saber se todos estarão a seu lado contra Kendall – e se ele não fará besteira. Com Rhea afastada, novamente a disputa para ser CEO fica entre Siobhan e Roman. Mas ela também vai ter de enfrentar problemas em seu casamento com Tom.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos
ASSINE A ELLE

A ELLE Brasil utiliza cookies próprios e de terceiros com fins analíticos e para personalizar o conteúdo do site e anúncios. Ao continuar a navegação no nosso site você aceita a coleta de cookies, nos termos da nossa Política de Privacidade.

Assine nossa newsletter

Doses Semanais de moda, beleza, cultura e lifestyle, além, é claro, de todas as novidades e lançamentos da ELLE no seu inbox.
Increva-se gratuitamente.