PFW: Hermès, inverno 2026

Pelas mãos e olhar da diretora criativa Nadège Vanhée, a Hermès entra na tendência noturna e misteriosa, em clima de film noir, mas dá à sua cliente o poder de decisão dessa trama.


Hermès, inverno 2026
Hermès, inverno 2026 Foto: Divulgação/Filippo Fior



Está rolando um momentinho noturno, misterioso, sedutor e com ares de film noir nesta temporada de inverno 2026. Vimos isso na Tom Ford, Balmain, Schiaparelli, Rick Owens, só para citar alguns. A mais recente integrante deste grupo é a Hermès. Em linhas gerais, encontramos tudo que há de comum nessa estética: a alfaiataria de corte preciso, a silhueta alongada, os elementos militares, o jogo entre masculino e feminino, rigidez e fluidez, e uma cartela de cores com tons fechados. Porém, como tudo que acompanha a marca, a leitura aqui é menos óbvia.

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

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A passarela da grife, nesta estação, fazia um caminho sinuoso entre musgos e uma vegetação rasteira. A boca de cena tinha formato circular e era iluminada por uma luz azul que a deixava como uma grande lua cheia. No release, a diretora criativa Nadège Vanhée explica que se inspirou bastante no crepúsculo – o momento entre dia e noite, não a saga. Segundo a estilista, é quando conceitos opostos podem coexistir, tipo luz e sombra, razão e emoção. E essa última parte é importante para entender o desenvolvimento da coleção.

A Hermès não é uma marca chegada a gracinhas ou frivolidades. A designer também não. A sensualidade que vem dando as caras nas criações de Nadège há umas três temporadas é pautada por um senso de controle e rigor – tanto nas construções quanto nas opções e recursos oferecidos à mulher que usará aquelas peças. Um casaco longo de couro com corte de alfaiataria e acabamentos utilitários é fechado com um zíper que se enrola pelo torso e quadril abaixo, dando toda uma sinuosidade para a peça – podendo tudo ou nada. Os microvestidos ou minissaias evasês são acompanhados de microshorts para segurança e conforto máximos.

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

Hermès, inverno 2026

Hermès, inverno 2026. Foto: Divulgação/Filippo Fior

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A dualidade do crepúsculo se desenrola ainda em outras frentes. Os shapes e as silhuetas estão sempre no limiar entre o justo e o largo – as calças jodhpur são ótimos exemplos. As jaquetas têm golas de shearling removíveis. Muitas peças têm texturas e tecidos justapostos (tricô e couro na maioria das vezes). É uma maneira de dar estilo próprio a uma mesma narrativa? Sem dúvidas. Mas, acima de tudo, é uma forma de colocar a mulher que vai usar aquela peça no comando dessa história.

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