À moda do Fitó: 8 receitas de Cafira para fazer em casa

A convite do Programa Menu do Bradesco, Cafira ensina a preparar pratos do restaurante de raízes nordestinas que é referência em culinária brasileira contemporânea. Confira a entrevista com a chef e as fichas de receitas.


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CONTEÚDO APRESENTADO POR BRADESCO PRINCIPAL

Abandonar o dólmã e adotar camisas brancas de corte impecável é uma escolha bastante simbólica por parte de Cafira, à frente do Grupo Fitó. Além de indicar que o gosto pelo que é belo e bom compreende também a moda, a chef dá pistas de como se põe no mundo. Cafira não é aquele tipo de pessoa que segue as regras – as ditas e as não ditas – sem antes pensar um bocado sobre o porquê das coisas. Na cozinha, essa inteligência, misturada a pesquisas, à liberdade criativa e também à intuição, resulta não só em produções admiráveis, mas também em combinações inesperadas, que se mostram ora melhores do que a inspiração original, ora mais poéticas. No caderno de receitas de Cafira, por exemplo, a graviola se infiltra no leite de tigre, o caju compõe a maionese, o molho bernaise leva tucupi, o cuscuz vai perfumado com raspas de limão, o creme de leite da sobremesa é infusionado com erva-mate. Puro suco de Brasil. Ou melhor, de Nordeste, base da cozinha contemporânea executada pela chef, que nasceu no Ceará e cresceu no vizinho Piauí. Ela é capaz de mexer em muita coisa, menos nos ingredientes que aparecem em todos os seus cardápios. “Só não podem faltar manteiga de garrafa, coentro e carne de sol”, diz. Os sabores listados anteriormente podem ser conferidos nas fichas de receitas que acompanham esta revista. 

A convite do Programa Menu do Bradesco, do qual o restaurante participa, a chef selecionou oito preparações do cardápio do Fitó para você fazer em casa. Quem cadastra o cartão de crédito Bradesco no site programamenu.com.br aproveita benefícios em restaurantes das principais cidades do Brasil, como até 15% de desconto em alguns. Para cartões selecionados, o estabelecimento oferece cortesias como uma entrada ou duas taças de espumante com uma garrafa de água e duas xícaras de café. Vale avisar que é preciso fazer a reserva antes, pelo mesmo site, e usar o cartão cadastrado, elegível ao programa, para pagar a conta. “Esse tipo de iniciativa é extremamente necessária, e o Bradesco ainda tem outros projetos, em outras áreas, muito importantes”, elogia Cafira. 

Um pouco disso e um pouco daquilo, ideias que parecem desconexas e encontram coerência, eis o outro segredo do sucesso do Fitó, que abriu a primeira unidade do grupo na capital paulista em 2017. Para chegar a receitas surpreendentes – a casa no bairro de Pinheiros tem o selo de qualidade Bib Gourmand, do Guia Michelin –, ela mergulha na obra do pensador quilombola Nêgo Bispo, assim como no livro Cem Anos de Solidão, do colombiano Gabriel García Márquez, e na série inspirada nele – a América Latina anda rondando seus pensamentos.

No dia a dia do Fitó Contemporânea, inaugurado no ano passado no prédio da Pinacoteca, ela entra e sai do museu olhando e refletindo sobre a obra Tríade Trindade, do pernambucano Tunga. E se tivesse que pendurar um neon com frase motivacional nas cozinhas do grupo? “Seria algo como: ‘Se garanta, arrasa, sai daqui pra vida e me liga dizendo que tu é sucesso’.” Captou o estilo Cafira? Conheça mais da chef na entrevista a seguir. 

 

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Que características tem o menu que você selecionou para este número? Que ingredientes destaca?
A macaxeira é a protagonista nas entradas. Trago a graviola para falar da potência que é o país quando o assunto são frutas. Sempre uso os códigos brasileiros de uma maneira que considero contemporânea – mas acho que sou um pouco mais naïf do que contemporânea. 

Qual ingrediente tem chamado a sua atenção ultimamente?
Já fiz menu tentando mudar todos os códigos e percebi que o cliente ainda estava buscando as experiências anteriores. Mas as coisas só funcionam se o cliente “recebe” aquilo. Então estou em um processo de reencantamento com a macaxeira, o quiabo, o dendê, a manteiga de garrafa. Meu processo de escuta tem sido muito melhor. O chef fala muito, tem o ego inflado, né? Acho que o meu melhor ingrediente, nesse último ano, tem sido a escuta. 

O que não pode faltar em um bom menu?
A história que está sendo contada. Essa não pode faltar. Em termos de ingrediente, manteiga de garrafa, coentro e carne de sol. 

Qual é a sua opinião sobre a importância da presença feminina na gastronomia brasileira?
Deve ser a mais relevante. O Fitó tem uma cultura empresarial que não é destinada apenas às mulheres, mas também à comunidade LGBTQIA+. Para mim, isso é fundamental, mas não dá mais para ser uma relação de amor, ou apenas de reparação. Ela precisa ser uma ação empresarial, que leve em conta interseccionalidades. A gente precisa de investimentos. O financiador traz a equidade. 

Como você enxerga iniciativas como o Programa Menu do Bradesco para a gastronomia?
Estava esperando, muito, que chegasse esse momento com o Bradesco. Andei vendo que o banco tem outros projetos e isso é extremamente importante. Sem isso, a gente não consegue.

Como é operar um restaurante dentro de um museu?
No Fitó Pinheiros, o ambiente era controlado, com clientes assíduos, muito envolvidos. No Fitó Contemporânea, que fica na Pinacoteca, é gente de todo lugar! Dentro do museu, é impossível não mudar a forma como você enxerga o mundo. Agora trabalho olhando para uma obra do Tunga. Passei a me perguntar: como é a minha cozinha? 

Que caminhos você tem percorrido na hora de criar menus e receitas? Que referências você busca?
Com a vinda para o museu, tenho adotado uma pesquisa mais enraizada, que vai além da cozinha, com outros saberes, buscando ler Nêgo Bispo, por exemplo, ver obras de arte e ouvir música. Tenho pensado muito na América do Sul. Li Cem Anos de Solidão e também vi a série sobre o livro.

 

“ O que não pode faltar em um bom menu é a história que está sendo contada.
Em termos de ingrediente, manteiga de garrafa, coentro e carne de sol. ”

 

O que mais encanta você na relação entre quem cozinha e quem se senta à mesa?
Sou canceriana. Acho que me tornei chef de cozinha muito por gostar de servir. E demorei a entender que gostar de servir não tem a ver com ser subserviente, um lugar historicamente ocupado pelo nordestino, ou pela mulher. Gosto muito de servir aquele cliente que sabe aonde está indo. Porque, hoje, sair para comer é caro, o transporte é caríssimo. Então, se o cliente escolheu vir ao meu restaurante, para mim, isso já é uma honra. 

E o dólmã, o que ele significa para você?
Nunca usei dólmã. Ele é um uniforme simbólico da cozinha tradicional, né? E, para mim, não aconteceu dessa forma. Fui me profissionalizando dentro da minha jornada. A minha primeira cozinha profissional foi o próprio Fitó, que nasceu para ser um restaurante de bairro para 50 pessoas e virou outra coisa. Procuro estar bem-vestida, usando os códigos da cozinha, por isso gosto de vestir branco para trabalhar, mas prefiro uma camisa branca. Mas aí uso uma boa camisa, bem costurada, com bom aviamento. Se eu tivesse feito o caminho tradicional na gastronomia, talvez o dólmã fosse importante para mim, como uma camisa do Nirvana, que uma pessoa vestiu para assistir ao show da banda e quis emoldurar para guardar de lembrança. 

Você usa muito a moda para se expressar. Como você se relaciona com as roupas e como escolhe os seus looks?
Minha tia Anne, que mora aqui, em São Paulo, às vezes mandava malas de roupas lá para o Piauí. Comecei a notar como eram diferentes. Então sempre tive meu acervo de moda. Amo vestir roupa e gosto muito de pano, de design brasileiro. Admiro Marina Bitu, Paula Rondon, Rita Comparato, Gloria Coelho, Tom Martins, Marcelo Sommer, as meninas da Ryzí. Amo moda. O restaurante traz a oportunidade de conhecer pessoas e, hoje, os meus melhores amigos são da área. 

E qual é a sua relação com a comida atualmente?
Já gostei muito de comer, comia muito, e gostava. Com a idade e o trabalho, fico mais na merenda. Gosto de café, de fruta, de ovo, de legumes. Mas o meu prato preferido da vida é a paçoca de carne de sol, em que a carne é socada no pilão. É o prato a partir do qual passei a ser percebida como cozinheira. 

Que prato do Piauí você gostaria que todos conhecessem?
Eu acho que tudo do Piauí é pouco conhecido. O Maria Isabel, que é um prato lindo e tem a ver com a história dos vaqueiros que entravam na Caatinga para buscar o boi perdido. Para driblar a demora e a falta de comida, as mulheres começaram a cortar a carne em pequenos pedaços e guardar para fazer carne de sol e, assim, ter o que dar de comer às crianças enquanto o homem estivesse fora. Então nasceu esse prato, que é o arroz com carne de sol e coentro e que, para mim, representa bastante o Piauí, um estado de suma importância por causa da Serra da Capivara, um dos principais centros arqueológicos do mundo. Lá também tem o boi pé-duro (raça antiga e símbolo da pecuária local, reconhecida pela resistência à seca), o litoral lindo do Delta do Parnaíba. É um lugar realmente muito interessante.

 

Benefícios do Programa Menu do Bradesco* no Fitó Contemporânea e no Fitó Cozinha Pinheiros: 10% de desconto e uma entrada.

* Para cartões elegíveis. Consulte condições em programamenu.com.br

 

FICHAS DE RECEITA
Receitas do Fitó para fazer em casa

 

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CARPACCIO SERTANEJO

RENDIMENTO: 4 porções • TEMPO DE PREPARO: 30 minutos + tempo de cura da carne 

INGREDIENTES
CARPACCIO DE CARNE CURADA
1 peça de lagarto limpo (aproximadamente 1 kg)
1 kg de sal grosso

MAIONESE DE CAJU
1 xícara (chá) de maionese
1 caju fresco (sem a castanha)
suco de ½ limão
sal a gosto

SALADA DE MAXIXE
2 xícaras (chá) de maxixe fatiado fino
½ cebola-roxa fatiada fino
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de coentro picado
suco de 1 limão
sal a gosto

MONTAGEM
200 g de carpaccio de carne curada
4 fatias de pão (focaccia ou pão italiano)
1/3 de xícara (chá) de maionese de caju
1 xícara (chá) de salada de maxixe
2 colheres (sopa) de azeite
sal e pimenta-do-reino a gosto
folhas de coentro para finalizar

MODO DE PREPARO
CARPACCIO DE CARNE CURADA
1. Cubra completamente o lagarto com sal grosso e deixe curar por 48 horas na geladeira.
2. Retire do sal, lave rapidamente, seque muito bem e enrole firmemente em filme plástico, formando um cilindro.
3. Leve ao congelador até ficar firme.
4. Fatie bem fino com faca afiada ou mandolim.

MAIONESE DE CAJU
1.
Leve uma frigideira ao fogo alto e grelhe o caju até dourar.
2. No liquidificador, bata o caju tostado com a maionese até formar um creme liso.
3. Tempere com suco de limão e sal e reserve na geladeira.

SALADA DE MAXIXE
1. Misture o maxixe com a cebola-roxa e tempere com suco de limão, azeite e sal.
2. Finalize com o coentro picado e deixe descansar por 10 minutos.

MONTAGEM
Distribua o carpaccio em quatro pratos e tempere com sal, pimenta-do-reino e azeite. Finalize com folhas de coentro e sirva com o pão aquecido previamente, a maionese e a salada.

 

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ATUM COM GRAVIOLA

RENDIMENTO: 4 porções TEMPO DE PREPARO: 45 minutos 

INGREDIENTES
LEITE DE TIGRE
1 talo de salsão
½ cebola branca
1 pedaço (3 cm) de gengibre
1 pimenta-de-cheiro
½ pimenta dedo-de-moça
½ maço de talos de coentro
200 g de peixe branco
suco de 5 limões
½ xícara (chá) de polpa de graviola
1 xícara (chá) de gelo
sal a gosto

FAROFA DE CASTANHAS
¼ de xícara (chá) de castanha-de-caju picada
¼ de xícara (chá) de castanha de baru picada
1 colher (sopa) de azeite
2 dentes de alho picados
1 colher (chá) de gengibre ralado
2 colheres (sopa) de coentro picado
raspas de 1 limão
sal a gosto

ATUM E MONTAGEM
320 g de atum fresco
1/3 de xícara (chá) de leite de tigre de graviola
½ xícara (chá) de farofa de castanhas
2 colheres (sopa) de cebola-roxa picada
1 pimenta-de-cheiro picada
½ pimenta dedo-de-moça sem sementes picada
folhas de coentro a gosto
sal a gosto

MODO DE PREPARO
LEITE DE TIGRE
1. Corte todos os ingredientes em pedaços grandes e coloque em uma tigela com o gelo.
2. Tempere com o sal e o suco de 4 limões, misture e deixe marinar por 1 hora na geladeira.
3. Retire e bata no liquidificador.
4. Coe usando uma peneira fina (descarte o bagaço).
5. Misture a polpa de graviola com o leite de tigre, acrescente o suco de 1 limão e ajuste o sal. Reserve na geladeira.

FAROFA DE CASTANHAS
1. Leve uma frigideira com o azeite para aquecer em fogo médio e refogue o alho e o gengibre rapidamente até perfumar.
2. Acrescente as castanhas, mexendo até ficarem levemente douradas e crocantes.
3. Desligue o fogo, tempere com o sal, misture o coentro e finalize com as raspas de limão.

ATUM E MONTAGEM
1. Corte o atum em cubos de 2 cm (mantenha sempre refrigerado).
2. Em outra tigela, tempere o atum com o sal e acrescente a cebola-roxa, as pimentas e a farofa de castanhas já fria.
3. Envolva os cubos de peixe delicadamente com a mistura.
4. Distribua o atum no centro de 4 pratos fundos.
5. Sirva o leite de tigre de graviola em volta do peixe e finalize com folhas de coentro.

 


MACAXEIRA REAL 

RENDIMENTO: 4 porções • TEMPO DE PREPARO: 1h30 

INGREDIENTES
BOLINHO DE MACAXEIRA
500 g de macaxeira cozida e amassada
½ xícara (chá) de queijo coalho ralado
2 colheres (sopa) de manteiga
sal e pimenta-do-reino a gosto
1 ovo caipira misturado com um pouco de água
farinha de trigo para empanar
farinha de mandioca para empanar
óleo para fritar

BERNAISE DE TUCUPI
½ xícara (chá) de tucupi
1 colher (sopa) de vinagre
2 gemas
150 g de manteiga de garrafa
sal a gosto

MONTAGEM
16 bolinhos de macaxeira
½ xícara (chá) de molho bernaise de tucupi
1 colher (chá) de pó de folha de mandioca ou de coentro*

* Leve uma assadeira com 500 g de folhas de mandioca ou coentro ao forno aquecido a 200 °C e asse por cerca de 20 minutos, até queimar. Processe no liquidificador e passe por uma peneira apoiada sobre uma tigela até obter um pó escuro como cinza. 

MODO DE PREPARO 
BOLINHO DE MACAXEIRA
1. Misture a macaxeira amassada com a manteiga, o queijo coalho, o sal e a pimenta e modele 16 bolinhos.
2. Empane cada bolinho na farinha de trigo, em seguida passe pela tigela com o ovo e termine passando pela farinha de mandioca.
3. Frite por imersão em óleo a 180 °C até dourar e finalize por 5 minutos no forno para aquecer completamente. 

BERNAISE DE TUCUPI
1. Em uma panela, aqueça o tucupi e o vinagre até reduzir e intensificar o sabor. Reserve.
2. Coloque as gemas em uma panela (ou tigela de vidro refratário) e apoie o utensílio sobre uma panela menor com um pouco de água. Leve ao fogo baixo e cozinhe em banho-maria, mexendo sempre.
3. Acrescente a manteiga de garrafa aos poucos, até formar um molho cremoso. Desligue.
4. Finalize incorporando o tucupi reduzido e acerte o sal. 

MONTAGEM
1. Espalhe o bernaise de tucupi no centro do prato.
2. Distribua quatro bolinhos sobre o molho.
3. Finalize polvilhando o pó de folha de mandioca.
4. Sirva imediatamente.

 

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FRANGO ASSADO DO FITÓ 

RENDIMENTO: 4 porções • TEMPO DE PREPARO: 45 minutos 

INGREDIENTES
ARROZ DE GALINHADA
1 colher (sopa) de manteiga de garrafa
1 colher (chá) de cominho
1 colher (chá) de colorau
1 xícara (chá) de quiabo (rodelas)
1 xícara (chá) de milho-verde (grãos)
1 xícara (chá) de abóbora cabotiá (cubos)
2 xícaras (chá) de arroz arbóreo
2 xícaras (chá) de caldo de frango
1 xícara (chá) de pimentão vermelho (cubos)
1 xícara (chá) de cebola branca picada
1 pimenta–de-cheiro fatiada
½ xícara (chá) de coentro picado
sal a gosto

FRANGO
4 coxas e sobrecoxas de frango desossadas
1 xícara (chá) de cachaça
½ xícara (chá) de alho batido
½ colher (sopa) de colorau
½ colher (sopa) de sal e ½ colher (sopa) de pimenta-do-reino
manteiga de garrafa para selar o frango

SALADA DE COUVE
2 xícaras (chá) de couve fatiada bem fino
¼ de xícara (chá) de ramas de coentro
2 colheres (sopa) de vinagre
2 colheres (sopa) de limão
2 fios de azeite

MODO DE PREPARO
ARROZ DE GALINHADA
1. Leve uma panela com a manteiga de garrafa ao fogo médio. Adicione o cominho e o colorau e aqueça até liberar o aroma.
2. Acrescente e doure o quiabo, o milho e a abóbora.
3. Adicione o arroz e misture bem.
4. Junte o caldo de frango, o pimentão e a cebola e cozinhe em fogo médio até o arroz ficar cozido e levemente caldoso.
5. Finalize com a pimenta-de-cheiro e o coentro e ajuste o sal.

FRANGO
1. Em uma tigela, misture todos os ingredientes e deixe marinar por pelo menos 1 hora na geladeira.
2. Leve uma frigideira de ferro com um fio de manteiga de garrafa ao fogo alto. Quando aquecer, coloque as sobrecoxas com a pele virada para baixo e pressione com um peso.
3. Doure até a pele ficar bem crocante. Vire, sele rapidamente o outro lado e finalize em forno preaquecido a 200 °C por 4 minutos.

SALADA DE COUVE
1. Em uma tigela, misture bem o vinagre, o limão e 1 fio de azeite.
2. Despeje na couve com as ramas de coentro, misture e finalize com 1 fio de azeite.

MONTAGEM
Sirva a galinhada no centro de cada prato, acomode a sobrecoxa por cima e finalize com a salada de couve.

 


PEIXADA DO FITÓ

RENDIMENTO: 4 porções • TEMPO DE PREPARO: 45 minutos

INGREDIENTES
PARA A PEIXADA

800 g de filé de peixe branco firme (como pescada-amarela ou namorado)
300 g de batata bolinha (ou 2 batatas médias cortadas em pedaços grandes)
2 cenouras pequenas cortadas em rodelas ou cubos
3 colheres (sopa) de azeite
½ colher (chá) de colorau
1 cebola-roxa cortada em fatias
2 tomates maduros cortados em cubos
½ pimentão vermelho cortados em cubos
2 dentes de alho picados
500 ml de caldo de peixe
200 ml de leite de coco
½ maço de coentro picado
sal e pimenta-do-reino a gosto

PARA SERVIR
4 ovos
2 xícaras (chá) de arroz branco cozido
1 xícara (chá) de farofa
folhas de coentro e/ou saladinha de folhas temperadas com limão

MODO DE PREPARO
1. Em uma panela, cozinhe as batatas em água com sal até ficarem macias, mas sem desmanchar. Faça o mesmo com a cenoura. Reserve.
2. Cozinhe os ovos em água por 8 minutos. Retire, descasque e reserve.
3. Em uma panela grande, aqueça o azeite e refogue a cebola-roxa junto com o colorau até começar a ficar transparente.
4. Adicione o tomate, o pimentão e o alho e cozinhe por cerca de 5 minutos, até formar um refogado bem saboroso.
5. Separe a metade e processe no liquidificador. Volte o conteúdo à panela para ajudar a engrossar o caldo.
6. Adicione o caldo de peixe e deixe ferver por 5 minutos.
7. Junte as batatas e cenouras cozidas, adicione os filés de peixe e cozinhe em fogo baixo entre 6 e 8 minutos, ou até ficarem macios.
8. Acrescente o leite de coco e cozinhe por mais 2 minutos.
9. Finalize com bastante coentro picado e ajuste o sal e a pimenta. 

MONTAGEM
1. Sirva a peixada em pratos fundos, distribuindo bem os legumes e o peixe.
2. Corte os ovos cozidos na metade e coloque sobre a peixada.
3. Finalize com folhas de coentro fresco e, se desejar, uma salada simples de folhas temperadas com limão, para trazer frescor ao prato.
4. Sirva o arroz branco e a farofa em tigelas separadas.

 

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CUSCUZ COM OVO E QUEIJO COALHO

RENDIMENTO: 4 porções • TEMPO DE PREPARO: 25 minutos

INGREDIENTES
2 xícaras (chá) de flocão de milho
1 xícara (chá) de água
1 colher (chá) de sal
4 ovos
1 colher (sopa) de manteiga
200 g de queijo coalho em fatias
2 colheres (sopa) de cheiro-verde picado
raspas de 1 limão
pimenta-do-reino a gosto
1 colher (sopa) de manteiga de garrafa.

MODO DE PREPARO
CUSCUZ
1. Misture o flocão de milho com a água e o sal. 2. Deixe hidratar por 10 minutos. 3. Cozinhe no vapor por aproximadamente 15 minutos, até ficar macio.

OVOS MEXIDOS
1. Leve uma frigideira com a manteiga ao fogo baixo.
2. Quando a manteiga derreter, adicione os ovos levemente batidos, tempere com sal e pimenta-do-reino e mexa delicadamente até cozinharem e ficarem cremosos.
3. Misture os ovos ao cuscuz ainda quente.
4. Acrescente as raspas de limão e o cheiro-verde picado.

QUEIJO COALHO:
1. Leve uma frigideira ao fogo alto. Quando estiver bem quente, grelhe o queijo coalho até dourar dos dois lados.

MONTAGEM
1. Distribua o cuscuz com os ovos mexidos em quatro pratos.
2. Coloque o queijo coalho grelhado por cima e finalize com um fio de manteiga de garrafa e mais um pouco de cheiro-verde.

 

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SUSPIRO TROPICAL

RENDIMENTO: 4 porções • TEMPO DE PREPARO: 2h15 

INGREDIENTES
SUSPIRO
2 claras
½ xícara (chá) açúcar
1 colher (chá) de amido de milho
½ colher (chá) de vinagre branco

CALDA DE MARACUJÁ
½ xícara (chá) de polpa de maracujá
¼ de xícara (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de água

CURD DE MARACUJÁ
½ xícara (chá) de polpa de maracujá
¼ de xícara (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga gelada
2 gemas

GANACHE DE ERVA-MATE
100 g de chocolate branco picado
¼ de xícara (chá) de creme de leite fresco
2 colheres (sopa) de erva-mate tostada

MONTAGEM
4 suspiros grandes
1/3 de xícara (chá) de calda de maracujá
½ xícara (chá) de curd de maracujá
½ xícara (chá) de ganache de erva-mate
brotos de coentro
flores comestíveis

MODO DE PREPARO
SUSPIRO
1. Na batedeira, bata as claras até espumar.
2. Acrescente o açúcar aos poucos e continue batendo até formar um merengue firme.
3. Adicione o amido e o vinagre e bata apenas para misturar.
4. Usando uma colher, modele os suspiros e leve ao forno para assar a 100 °C por cerca de 1 hora e 30 minutos, até ficarem secos. 

CALDA DE MARACUJÁ
1. Leve uma panela com a polpa, o açúcar e a água ao fogo baixo, por cerca de 10 minutos, até engrossar levemente.
2. Desligue e deixe esfriar.

CURD DE MARACUJÁ
1. Leve uma panela com a polpa, as gemas e o açúcar ao fogo baixo.
2. Cozinhe mexendo sempre, até engrossar. Desligue.
3. Retire do fogo, incorpore a manteiga gelada e reserve na geladeira.

GANACHE DE ERVA-MATE
1. Leve uma panela com o creme de leite e a erva-mate ao fogo médio, até levantar fervura.
2. Desligue. Tampe a panela e deixe infusionar por 10 minutos.
3. Coe, descarte o conteúdo da peneira e aqueça a infusão novamente.
4. Transfira a infusão para uma tigela com o chocolate picado e misture até formar um creme liso.
5. Leve à geladeira até firmar.

MONTAGEM
1. Coloque 1 suspiro em cada prato, sirva a calda de maracujá no centro e finalize com gotas de ganache de erva-mate e curd de maracujá.
2. Decore com brotos de coentro e flores comestíveis.

 

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BOLO DE LARANJA COM GELÉIA DE KINKAN

RENDIMENTO: 1 bolo (de 8 a 10 fatias) • TEMPO DE PREPARO: 1h30

INGREDIENTES
BOLO DE LARANJA
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 ½ xícara (chá) de açúcar
3 ovos
½ xícara (chá) de óleo
¾ de xícara (chá) de suco de laranja
raspas de 1 laranja
1 colher (sopa) de fermento químico
1 pitada de sal
açúcar de confeiteiro para finalizar
geléia de kinkan e calda de laranja.

GELÉIA DE KINKAN
2 xícaras (chá) de laranja kinkan cortadas em metades, sem sementes
1 xícara (chá) de açúcar
½ xícara (chá) de água
suco de ½ limão.

CALDA DE LARANJA
1 xícara (chá) de suco de laranja
¼ de xícara (chá) de açúcar.

MONTAGEM
Bolo de laranja cortado em fatias
calda de laranja para regar, 1 colherada de geleia de kinkan por fatia e açúcar de confeiteiro para polvilhar.

MODO DE PREPARO
BOLO DE LARANJA
1. Em uma tigela, misture os ovos, o açúcar e o óleo. Acrescente o suco e as raspas de laranja e misture novamente.
2. Incorpore a farinha e o sal, misturando até obter uma massa homogênea. Por último, adicione e misture o fermento.
3. Transfira a massa para uma assadeira untada e asse em forno preaquecido a 180 °C entre 35 e 40 minutos, ou até dourar.

GELÉIA DE KINKAN
1. Leve uma panela com as kinkans, o açúcar, a água e o suco de limão ao fogo baixo.
2. Cozinhe por cerca de 30 minutos, mexendo ocasionalmente, até atingir o ponto de geleia e as frutas ficarem macias (sem desmanchar).

CALDA DE LARANJA
1. Leve uma panela com o suco de laranja e o açúcar ao fogo baixo entre 8 e 10 minutos, até reduzir levemente.

MONTAGEM
1. Desenforme o bolo. Com um palito, faça pequenos furos no bolo ainda morno. Regue com toda a calda de laranja.
2. Sirva cada fatia do bolo acompanhada da geleia de kinkan, distribuindo frutas e calda.
3. Finalize peneirando o açúcar de confeiteiro imediatamente antes de servir.

 

(Créditos)

Fotos: Cacá Bratke
Produção de objetos: Cláudia Pixu
Produção executiva: Izabela Ribeiro
Tratamento de Imagem: Ruy Reis
Assistente de foto: Rafael Gonçalves Barbosa

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