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Depois de dois anos sem eventos presenciais, um dos principais palcos do design autoral brasileiro está de volta. A MADE – Mercardo, Arte e Design abre hoje (1.06) para convidados e fica em cartaz até domingo (5.06) na capital paulistana. E vem cheia de novidades: o evento deste ano se une à feira de arte ArPa e à Allegra Pacaembu, concessionária gestora do pavilhão do estádio, para a realização simultânea das exposições.

"Foi um processo construído junto com os representantes da ArPa e do Complexo Pacaembu, que passa por uma mudança significativa para retomar as suas origens de representatividade cultural e significado para a arquitetura e o design de São Paulo”, explica Waldick Jatobá, idealizador e diretor da MADE, ao lado do curador Bruno Simões. Com a união desses universos contíguos – design e arte – a MADE entra na mesma toada de eventos importantes do circuito internacional, como a Art Basel e a Miami Design, realizadas nos Estados Unidos.

Banco-sapateira da coleção Greta, do escritório de design Alva.Foto: Divulgação


Ao mesmo tempo em que chega à décima edição mais madura e consolidada no posto de principal vitrine para o design colecionável no mercado nacional, a MADE continua explorando novos caminhos para manter uma de suas marcas mais latentes: o ineditismo. Prova disso é a expografia “Como Uma Onda”, projeto assinado pelo arquiteto Álvaro Razuk: uma plataforma funciona como base para a exibição dos móveis em diferentes ângulos e alturas, como se eles surfassem sobre uma prancha, instigando um novo olhar do visitante e traçando um paralelo interessante com questões ambientais – a realização do evento coincide com a Semana Nacional do Meio Ambiente.

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Poltrona da coleção Líquens, de Alex Rocca com a Tiie Design.Foto: Brenda Pontes


As peças estão espalhadas por aproximadamente 1 mil metros quadrados e são apresentadas como em um museu. Junto a cada uma delas, o visitante encontrará um QR code que direciona para a compra. Para Jatobá, essa dinâmica oferece mais liberdade para o designer e uma maior interação com o público. “Assim, os artistas podem contar mais sobre as histórias por trás de cada peça, seus processos e toda essa riqueza de conhecimento. Acreditamos que esse é o formato ideal – ou quase lá – do que queremos para a MADE”, explica.

Poltrona da linha Amaro, de Janete Costa, editados pela Vermeil e com direção artística de Rodrigo Ambrósio.Foto: Henrique Padilha


A mostra traz mais de 80 expositores, entre nomes já consagrados da cena nacional, expoentes da nova geração (muitos lançados em edições anteriores da feira) e novos talentos. Jatobá e Simões pinçaram 16 estreantes para compor a décima edição, entre eles, o estúdio Molu, do arquiteto Pedro Luna, e suas peças que combinam técnicas de marcenaria com elementos inusitados – a base de uma enxada vira assento de um banco, por exemplo. Felipe Zorzeto também tem sua participação confirmada e apresenta suas criações de madeira maciça com referência aos elementos tipicamente brasileiros, caso do buffet Palafita.

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Sofá Bold, de Sofia Venetucci, que estreia nessa edição da MADE.Foto: Cássio Andreasi


“A curadoria é constante e envolve toda uma vivência profissional – minha e do Bruno Simões –, que antecipa a feira. Ficamos atentos aos nomes, não só pelo destaque no desenho de uma peça, mas pela forma de produção, pela escolha do material, pelo processo artesanal”, descreve. Ponto decisivo para integrar o grupo de novos talentos é o protagonismo nacional. Não à toa, o time deste ano tem profissionais de Brasília, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

“Além disso, temos os designers que sempre nos acompanharam e trazem novas peças, a exemplo da Carol Gay e do estúdio Alva Design. Trouxemos também uma seleção vintage, como as peças de Lina Bo Bardi, da Artemobília, e os móveis de Janete Costa editados pela Vermeil e com direção artística de Rodrigo Ambrósio”, revela Waldick.

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Paralelepípedo, vaso de pedra e vidro soprado assinado por Carol Gay.Foto: Marcos Cimardi


Seguindo o DNA novidadeiro da Made e sua essência de itens colecionáveis, é premissa para todos os designers ter peças inéditas e em número limitado. Algumas são superexclusivas, como as cadeiras feitas com a madeira proveniente de um barco demolido pelo designer e marceneiro Elias Lanzarini para sua marca Elaya Design. Em sintonia com a ambientação de Razuk, o projeto usa ainda redes e cordas de pesca de descarte e traz à tona o tema – e os desafios – do upcycling na produção do design contemporâneo.

Rainha do mar, peça conceito da Elaya Design, onde redes de pesca descartadas viram assento e encosto.

Foto: Divulgação

Cadeira Carijó, da Elaya Design, com madeira de barco condenado e redes de pesca.

Foto: Divulgação

“A parceria com ArPa, que tem total sinergia com nosso público e objetivo – curadoria e colecionismo –, a localização no Pavilhão do Pacaembu, em São Paulo, e a expografia de Álvaro Razuk são os três pontos de destaque da MADE2022”, reforça Waldick. É sobre esse tripé que a feira pretende renovar e fortelecer o circuito de arte e de design no calendário cultural nacional.

MADE - Mercado, Arte e Design | Arpa: aberto ao público de 2 a 5 de junho, das 13h às 20h30, de quinta-feira a sábado, e das 11h às 18h no domingo. Local: Pavilhão Pacaembu, no Complexo Pacaembu, Praças Charles Miller, s/n.
Preço da entrada (com acesso às duas feiras): R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Ingressos à venda pelos sites da MADE e da ArPa.

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