Flores para varanda: 5 espécies para criar sob a luz do sol
Especialista indica flores para varanda que levam cor e personalidade ao lar, e os cuidados para cultivá-las.
Uma varanda ensolarada pode se transformar em um pequeno jardim particular, e escolher as flores para varanda certas faz toda a diferença nessa composição. Entre vasos, floreiras e suportes suspensos, é possível levar cor e vida ao espaço se você considerar a incidência de luz, ventilação e rotina de cuidados.
Para ajudar nessa escolha, conversamos com Giovana Sartori, arquiteta e paisagista da Vitória Régia Garden. A profissional indica cinco flores para varanda que se adaptam a diferentes condições de luz, do sol pleno aos ambientes mais protegidos, e explica os principais cuidados para cultivá-las.
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Orquídea-spatoglotis (Spathoglottis plicata)

Foto: Pexels
Apesar de pertencer à família das orquídeas, a spatoglotis tem um hábito diferente das espécies epífitas (aquelas que vivem sobre troncos e galhos de árvores). “Ela é terrestre e deve ser cultivada em vaso com substrato. Suas folhas longas e plissadas lembram as de uma palmeira, enquanto as hastes produzem flores em tons de roxo, rosa ou amarelo”, recomenda Giovana.
Ela é versátil: vai bem tanto sob sol pleno quanto em meia-sombra, além de tolerar vento. Em regiões de clima quente, pode florescer durante boa parte do ano e também lida bem com alguns períodos de esquecimento na rega.
Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii)

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Nem toda varanda recebe horas de sol direto e, para esses espaços, o lírio-da-paz pode ser uma boa alternativa. Originária de florestas úmidas, a espécie prefere luz suave e um solo sempre um pouco úmido. Quando precisa de água, costuma avisar: as folhas murcham, mas recuperam a aparência algumas horas depois da rega.
“O que parece ser a flor, na verdade, é uma folha modificada que envolve a inflorescência verdadeira, aquele pequeno bastão no centro”, explica a profissional. Como o sol direto pode queimar suas folhas, a planta funciona melhor em varandas cobertas ou protegidas.
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Gerânio-pendente (Pelargonium peltatum)

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O gerânio-pendente tem ramos que crescem em cascata e criam um efeito interessante em floreiras de parapeito e vasos suspensos. De acordo com a paisagista, suas folhas, semelhantes às da hera, são ligeiramente espessas e ajudam a planta a armazenar água, característica que contribui para sua resistência ao calor.
A espécie precisa de pelo menos quatro horas de sol por dia e de um substrato bem drenado. As regas devem ser espaçadas, já que o excesso de água é um dos principais riscos para o gerânio. Da primavera ao verão, floresce continuamente em tons de vermelho, rosa, lilás e branco. Podas leves também estimulam o surgimento de novos ramos.
Íris-azul (Neomarica caerulea)

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Nativa do Brasil, a íris-azul é uma daquelas plantas que continuam interessantes mesmo quando não estão floridas. Suas folhas crescem em formato de leque e formam uma espécie de estrutura verde no vaso. Quando floresce, surgem flores azul-lilás com o centro amarelo e marrom.
“Embora cada flor dure apenas um dia, novas flores aparecem sucessivamente durante meses, principalmente na primavera e no verão. A espécie tolera sol pleno e meia-sombra, além de calor e vento, e consegue suportar períodos curtos de seca”, aponta.
Outro detalhe curioso está na maneira como a planta se multiplica. Ela produz mudas na ponta das hastes florais, que podem criar raízes quando encostam no solo. É daí que vem o apelido de “planta-andarilha”.
Bromélia-guzmania (Guzmania sp.)

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Para varandas cobertas, essa bromélia é uma opção para quem busca cor por mais tempo. Suas folhas podem assumir tons de vermelho, laranja, amarelo ou rosa e permanecem vistosas durante meses. As flores, pequenas e brancas, ficam escondidas no centro desse conjunto.
Na natureza, a espécie cresce presa aos troncos das árvores, protegida pela sombra da vegetação. Por isso, prefere luz suave e não tolera bem o sol direto. A rega também é diferente: a água deve ser colocada no “copinho” formado no centro das folhas e trocada de tempos em tempos para evitar o acúmulo. “Depois da floração, a planta-mãe seca aos poucos, mas deixa filhotes nas laterais. Essas novas mudas podem ser replantadas, dando continuidade ao cultivo.”
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