3 tendências para a cozinha que todos designers querem incorporar agora
Das peças de mobiliário que fogem da marcenaria convencional à iluminação mais suave, estas são as tendências para a cozinha que ganham espaço nos projetos.
As tendências para a cozinha apontam para espaços menos rígidos e mais acolhedores, com iluminação suave e elementos que convidam a permanecer. Para trazer essa atmosfera ao ambiente, arquitetos estão apostando em pequenas intervenções que aproximam a cozinha dos demais cômodos da casa.
Uma luminária de mesa, uma pintura, uma cadeira trazida de outro espaço ou uma tigela com frutas podem fazer parte dessa transformação. As tendências para a cozinha também revelam um desejo crescente de levar mais personalidade para a cozinha, incorporando arte, móveis e objetos que refletem o gosto de quem vive ali.
A seguir, confira as principais tendências de cozinha observadas pelos designers!
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Móveis soltos ganham espaço

Projeto assinado pelo estúdio de design de interiores Brooke Copp-Barton. Foto: Instagram/@home_at_brookes | Megan Taylor
Em vez de ocupar todas as paredes com armários planejados, muitos moradores estão levando para a cozinha peças que, até então, costumavam aparecer na sala de jantar, no hall de entrada ou na sala de estar. Armários antigos, estantes abertas, mesas, fotografias emolduradas e obras de arte passam a dividir espaço com a marcenaria tradicional.
“Acho que as pessoas estão tratando a cozinha como um cômodo novamente, e não como um lugar que precisa parecer perfeitamente planejado e implacavelmente funcional”, diz Andria Estelle Mitsakos, fundadora e diretora criativa da Anthologist.
Para ela, uma das possibilidades é inserir um armário antigo na cozinha, pendurar uma pintura ou acrescentar fotografias emolduradas a uma estante. Dependendo da configuração do ambiente, também é possível substituir a ilha por uma mesa de verdade. “Nem tudo precisa ser um armário, e nem tudo precisa ter sido projetado ou comprado ao mesmo tempo”, afirma.
A proposta também abre espaço para objetos que cumprem uma função prática e, ao mesmo tempo, têm valor decorativo. Para a designer, essa separação entre o que é útil e o que é apenas ornamental se tornou desnecessariamente rígida. Uma tigela bonita pode, por exemplo, guardar batatas-doces, enquanto uma panela de cobre pode permanecer à mostra porque é usada no dia a dia e também contribui para a composição.
Pedras com veios marcantes

Cozinha assinada pelo Spaço Interior. Foto: Kadu Lopes
Outra mudança está nas bancadas. Segundo os designers, pedras com padrões mais marcantes voltam a chamar atenção e passam a funcionar como um dos pontos de destaque da cozinha. Nicole Gavigan e Danielle Gruppo, da Gavigan & Gruppo Interior Design, observam “um interesse renovado por bancadas com veios e padrões mais marcantes, como quartzitos e mármores”.
Esse tipo de pedra pode ser usado na ilha, na bancada junto às paredes ou na área atrás do fogão. Independentemente da escolha, o material ajuda a estabelecer uma identidade visual para o ambiente. Os tons e desenhos da pedra também podem dialogar com outros elementos do projeto, retomando o marrom dos armários de madeira, o verde da marcenaria pintada ou o calor dos metais em latão.
Além dos desenhos mais expressivos, os designers estão escolhendo acabamentos menos reflexivos. John Maloney McNamara, da empresa de design de interiores Coosa, destaca as superfícies levigadas e leathered em vez das versões de alto brilho.
Esses acabamentos deixam a pedra com uma aparência mais suave e também lidam melhor com os sinais do uso cotidiano. “Existe um movimento mais amplo em direção a materiais que podem mudar”, afirma McNamara.
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Iluminação mais suave e revestimentos tradicionais

Cozinha projetada pela arquiteta Juliana Fabrizzi. Foto: Carolina Lacaz
Nem sempre é preciso fazer uma grande intervenção para mudar a atmosfera da cozinha. Durante o inverno, com o anoitecer chegando mais cedo, uma pequena luminária de mesa pode fazer diferença. Gavigan e Gruppo gostam de posicioná-la sobre a bancada para criar uma iluminação mais quente. Os modelos recarregáveis também permitem levar esse recurso para áreas em que não há uma tomada próxima.
Outra recomendação de Maloney McNamara é investir em dimmers e pontos de luz mais suaves, vindos de luminárias sobre a bancada ou de peças voltadas para destacar quadros. “As cozinhas costumam ser o cômodo mais iluminado da casa, o que não é necessariamente um elogio”, diz o designer. A intenção é criar uma luz que continue funcionando no início da noite, quando o preparo das refeições já terminou, mas as pessoas ainda permanecem reunidas ao redor da ilha.

Cozinha assinada pelo escritório MAAI Arquitetura. Foto: Divulgação
Os revestimentos também passam por uma mudança. Gavigan e Gruppo percebem menos interesse em cobrir toda a cozinha com placas de pedra que vão até o teto. Em seu lugar, voltam a aparecer proporções mais tradicionais de backsplash. Em alguns casos, o material de altura total fica restrito à área atrás do fogão, enquanto azulejos com textura são usados ao redor.
Para completar o ambiente, os designers sugerem incorporar elementos orgânicos que acompanhem a passagem das estações. No outono, por exemplo, Mitsakos recomenda colocar abóboras em uma tigela decorativa, acrescentar galhos trazidos de fora e deixar que as flores e os alimentos mudem naturalmente ao longo do tempo. “Uma cozinha deve parecer viva porque alguém realmente vive nela”, afirma Mitsakos.
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*Matéria originalmente publicada na ELLE Decor
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