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A quarentena fez despertar em muita gente um interesse pelo artesanato. No campo da moda, primeiro tivemos um boom do tie-dye, depois veio o surgimento de diversas marcas que usam a miçanga como matéria-prima principal e, mais recentemente, vimos a presença do crochê aumentar nos armários, vitrines e passarelas. Agora, é a vez dos acessórios feitos com massas de modelar, como biscuit e cerâmica plástica, ganharem destaque.


No TikTok, fica evidente como moldar seus próprios badulaques se tornou uma distração positiva nos últimos tempos. Só as hashtags #clayrings e #clayearrings, referentes a anéis e brincos feito com esses materiais, acumulam juntas quase 190 milhões de visualizações. O sucesso se dá tanto pelo poder do DIY, quanto pela pegada divertida das peças que são criadas, indo totalmente ao encontro com a aesthetic kidcore, que tem conquistado a geração Z e parte dos millennials de 30 e poucos anos.

Diferença entre biscuit e cerâmica plástica

Na hora de se aventurarem como artesãs de acessórios, é comum as pessoas ficarem confusas sobre qual massa é melhor investir: o biscuit ou a cerâmica plástica. Isso vai depender de qual é a sua intenção. Para se ter uma tarde divertida explorando formas e possibilidades, a primeira é mais indicada, pois é mais fácil de manipular. Porém, quem busca um resultado mais preciso, vai preferir a segunda. As principais diferenças entre elas são:

  • Biscuit: É feito de amido de milho, cola branca para porcelana fria, vaselina, pigmentos e conservantes, como limão e vinagre. Tem uma textura macia, semelhante à massinha de modelar. Não precisa ir ao forno, seca em contato com o ar. Isso pode ser um desafio, já que esse tempo é indefinido e, em alguns casos, as peças demoram a ficar firmes, no formato desejado. Dependendo da massa, podem encolher durante a cura (como é chamada a secagem). Não é impermeável. Ponto interessante: não é um produto tóxico, então, as crianças podem brincar sem problemas.
  • Cerâmica fria: Também conhecida como polymer clay ou fimo, é feita de polímero policloreto de vinila (PVC), óleos plastificantes, pigmentos e alguns aditivos. Precisa ir ao forno para secar, mas em 30 minutos você já tem o resultado. O tamanho não se altera após a cura, então, é mais fácil de conseguir precisão. Ela é mais dura no início e precisa ser condicionada com um rolinho para amaciar e começar o trabalho. É impermeável e bastante resistente, por isso costuma ser mais usada para a confecção de acessórios.

Como modelar cerâmica plástica ou polymer clay


Há um ano, a artista plástica Bruna Piovani fundou uma marca com seu nome para vender acessórios atemporais feitos com polymer clay. No começo, achou o material muito duro e ficou com medo de não conseguir trabalhar com ele, mas aos poucos foi descobrindo maneiras mais eficazes de amaciá-lo para chegar no ponto maleável e fácil de manusear.

A massa chega em um bloco denso que primeiro deve ser cortado (com as mãos ou com uma lâmina) e depois amaciado com um rolo até ficar uniforme. "Precisa de força no braço e técnica", comenta. Como tem um volume grande para produzir, quando o material já está um pouco mais maleável, Bruna usa uma máquina de macarrão para agilizar o processo.

Depois, vem a hora de usar a criatividade. É legal investir em um kit de ferramentas para modelar argila e cerâmica para ampliar as suas possibilidades de corte, desenhos e formatos. No YouTube, há diversos tutoriais com técnicas variadas para explorar essa parte – tanto para quem quer um resultado mais refinado e profissional, quanto para quem prefere algo mais orgânico e lúdico, que grite "eu mesmo fiz".

A estudante de direito Larissa Aranha se encantou pela polymer clay no ano passado. "Achei um material fácil de trabalhar e muito versátil. Tem inúmeras possibilidades: dá para misturas as cores, criar estampas, vários formatos. O céu é o limite!", conta. Em julho de 2020, decidiu empreender e criou a Ympar, sua marca de acessórios coloridos e divertidos feitos de cerâmica plástica.

Para ela, a parte mais difícil é o processo de cura. Em média, leva 30 minutos a 130ºC, mas os itens mais grossos precisam de um tempo maior – e é na tentativa e erro que se descobre a necessidade de cada item. "Se ficar pouco, a massa quebra, se ficar mais, queima. Esses erros são comuns no início, até você acertar a temperatura 100%", explica. É realmente uma atividade para sair completamente da zona de conforto.

E não precisa se preocupar em relação às cores: a variedade é grande e ainda dá para criar novas unindo duas massas diferentes. Segundo Larissa, se preparar a massa direitinho, o tom fica tão uniforme quanto o de duas tintas misturadas. Porém, também pode ser interessante deixar um efeito mescla proposital. O importante estar aberto às possibilidades, porque elas são muitas com esse material.

Onde comprar acessórios de cerâmica plástica ou polymer clay

Parsi



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