Como a Ventotto conquistou fashionistas com sapatos confortáveis e atemporais

Criada pelas irmãs Julia e Luisa Clark e em atividade há menos de um ano, a Ventotto já chama a atenção das amantes de calçados.


Ventotto
Foto: Divulgação



Julia e Luisa Clark, fundadoras da Ventotto, cresceram dentro da fábrica de sapatos infantis do avô, na cidade paulista de Birigui, um pólo do setor calçadista. Trabalhar juntas sempre foi um sonho, mas as irmãs seguiram caminhos distintos: Luisa estudou cinema na ESPM do Rio de Janeiro.  Julia se formou em arquitetura pela Belas Artes, em São Paulo, e se especializou em design de interiores pelo Istituto Marangoni, em Milão, onde vive atualmente. 

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As irmãs Julia e Luisa Clark. Foto: Lu Prezia

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Ambas mantiveram carreiras independentes até que Luisa sofreu um burnout e descobriu que tinha endometriose. A crise provocou um estalo nas duas. De um lado, tinha a vontade de desenvolver um negócio com ritmo mais tranquilo e saudável. De outro, o desejo de retomar a expertise familiar com calçados (após a morte do patriarca em 2012, o negócio, um dos mais antigos da região, foi vendido). 

A Ventotto começou a ser planejada em meados de 2024. O nome significa 28 em italiano – número que o avô usava como amuleto. A primeira – e até agora única – coleção, lançada em dezembro de 2025, é composta de sete modelos com três variações de cor cada. As vendas acontecem exclusivamente via e-commerce próprio e WhatsApp.

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Campanha de verão 2026 da Ventotto. Foto: Divulgação

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“Quando falamos de processo criativo, precisa ter tempo para alcançar ideias legais”, diz Luisa. Por isso, a produção é comedida e em menor escala, com apenas dois lançamentos previstos por ano. O estilo das peças é clássico, mas alguns itens recebem modificações menos óbvias, como bicos alongados, estampas sobre o couro e saltos esculturais. Entre os destaques estão a sapatilha Serenità, o mocassim Echo, a slingback Astra e a mule Marea, de bico quadrado e salto médio. A última fez tanto barulho na internet que até as reposições esgotaram. 

O diferencial é o conforto, até mesmo nos modelos de salto fino. “Quando me mudei para Milão, parei de usar sapatos altos, pois andava muito. Só consegui voltar a vesti-los quando a Ventotto nasceu”, lembra Julia. 

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A mule Marea, best-seller da etiqueta. Foto: Divulgação

No futuro, as irmãs querem abrir uma loja própria, já que entendem que, apesar do sucesso, as consumidoras ainda têm dificuldade de comprar calçados online. A intenção, de toda forma, é seguir com a noção de legado: “A palavra herança representa nossa história e nosso propósito. Queremos criar sapatos que durem por anos. Tenho modelos no meu armário que eram da minha mãe. Atravessar gerações é a nossa meta”.

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