LVMH vende Marc Jacobs para a WHP Global

Após quase três décadas sob o guarda-chuva do grupo francês LVMH, a Marc Jacobs passa a integrar a holding estadunidense WHP Global.


Marc Jacobs LVMH
O estilista Marc Jacobs. Foto: Getty Images



A LVMH anunciou nesta quinta-feira (14.05) que fechou um acordo para vender a Marc Jacobs à WHP Global, empresa baseada em Nova York que reúne em seu portfólio marcas como Vera Wang e Rag & Bone. A operação acontece em parceria com a também estadunidense G-III Apparel Group, que comprou a Donna Karan da LVMH em 2016. As duas companhias vão dividir a nova estrutura do negócio.

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Mesmo com a mudança de controle, Marc Jacobs segue no cargo de diretor criativo. Em um comunicado no seu perfil pessoal do Instagram, o designer comentou a transição: “Quando me encontrei com (o presidente e CEO da WHP Global) Yehuda Shmidman, ficou claro que o respeito, a admiração, o apreço e o amor dele pela casa que construímos são genuínos e sinceros”. 

Fundada em 1984, a Marc Jacobs teve a sua participação majoritária adquirida pela LVMH em 1997, no mesmo ano em que o estilista fundador foi nomeado diretor criativo da Louis Vuitton (marca do grupo francês). Ao longo desse tempo, a grife estadunidense passou por uma expansão global e ganhou linhas de difusão como a Marc by Marc Jacobs, descontinuada em 2015, e a Heaven by Marc Jacobs, criada em 2020 e voltada para um público jovem.

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Os rumores sobre a venda da Marc Jacobs circulavam desde julho de 2025, quando o Wall Street Journal informou que a LVMH estava perto de fechar uma transação de cerca de 1 bilhão de dólares com a Authentic Brands Group, dona de Reebok, Brooks Brothers e Barneys New York. A negociação quase aconteceu, mas não avançou por conta de entraves e desafios ligados ao crescimento comercial da Marc Jacobs. Desde a coleção de verão 2026, apresentada em fevereiro, o clima de virada estava no ar até de forma simbólica: o estilista deixou de lado os volumes experimentais que vinha explorando há temporadas para apostar em uma silhueta seca e pragmática.

Em meio à desaceleração prolongada nas vendas de luxo global, a movimentação mais recente da  LVMH aponta para uma estratégia de concentração em suas maiores potências. Em abril, o grupo divulgou os seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026. Enquanto a divisão de joias registrou alta e os segmentos de beleza, fragrâncias e vinhos e bebidas mantiveram estabilidade, a área de moda e artigos de couro recuou 2% na comparação com o mesmo período de 2025. Quem sustenta o bloco são grifes como Louis Vuitton e Dior. Nos últimos dois anos, a holding já se desfez de participações de casas menores que havia adquirido no passado, como Off-White e Stella McCartney.

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