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"Quando crio uma coleção, sempre tenho em mente as mesmas intenções: construir uma história e gerar desejo", diz Isabela Frugiuele, diretora criativa da Triya, em entrevista à ELLE. No entanto, em meio a uma pandemia, em que muitas praias ao redor do país estão fechadas e as viagens precisaram ser pausadas, cumprir esses objetivos pode ser um pouco mais desafiador para uma marca de beachwear. "O nosso produto nasce da vontade da fuga para um lugar relaxante, o que, agora, não está sendo possível", afirma a estilista.

Partindo, da ideia de escape, o verão 2022 da etiqueta paulista chegou ao nome de Frida Kahlo. A vida e obra da artista mexicana guiou a coleção, inspirando estampas, shapes e símbolos observados entre os 18 looks apresentados no segundo dia da SPFW. As assimetrias e babados, já característicos do estilo de Isabela, seguem presentes, mas agora, aparecem entre flores, ora miúdas e ora gigantes, que marcam as estampas desta temporada. Em uma tentativa de abordar uma suposta liberdade, as silhuetas também aparecem mais fluidas e a cartela de cores, enérgica.

"Em sua obra, ela falava muito sobre o momento em que seria livre. Então, nós fizemos esse escapar da Frida", explica Isabela. Frida Kahlo até poderia sonhar em escapar, mas, definitivamente, não era só sobre isso. Hoje, consumidores aumentam a pressão para que as empresas de moda superem o mero simbolismo do feminismo e outras causas para, enfim, passarem se envolver de forma mais profunda e eficazes com determinadas pautas. Ainda que pertinente no tema, a Triya bem que poderia dar mais exemplos desse aprofundamento para além do discurso e da estética já conhecida.

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Triya na SPFW51

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