PFW: Givenchy, Inverno 2026

Diretora criativa da Givenchy, Sarah Burton constrói figuras femininas poderosas com alfaiataria sexy e austera.


Givenchy, inverno 2026
Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação



Esta é a terceira apresentação de Sarah Burton à frente da Givenchy desde que assumiu o cargo de diretora criativa, no final de 2024. No inverno 2026, algumas repetições (no bom sentido) das coleções passadas ajudam a definir a mulher imaginada pela estilista britânica para a casa francesa.

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

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O seu interesse segue em explorar a força feminina através da desconstrução da alfaiataria. Ela dá mais uma vez um giro de 180 graus em alguns clássicos, como a camisa branca, que fica com as costas viradas para a frente. O colarinho é transformado em golas arquitetônicas sobre o busto. A escolha da designer pelo contrário tem a ver com uma percepção que ela teve ao mergulhar nos arquivos da grife: a parte de trás dos modelos sempre foi valorizada. Ainda explorando o tecido plano, costumes tradicionais aparecem com sapatos derby e gravata e variações de smokings ganham cinturas marcadas e são combinados com calças amplas.

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

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A intenção de abraçar desde o austero até o sensual segue na variedade de produtos. Há casacos em formato de robe com bolsos amplos, uma capa imponente que fecha com um laço no pescoço e a jaqueta de couro estilo motoqueiro – já uma tradição de Sarah – com gola escultural e forro feito de pêlo azul Klein. Aliás, em meio à profusão de pretos e cinzas, explodem pontos de vermelho e amarelo. No lado mais leve da coleção, chamam a atenção os vestidos minimalistas de alcinha e com fendas profundas, os tops frente única drapeados e o provocativo modelo acinturado com estampa de leopardo. Este último item, inclusive, foi desfilado por uma das poucas modelos com curvas vistas em toda a temporada internacional.

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Givenchy, inverno 2026

Givenchy, inverno 2026. Foto: Divulgação

Na ala final do desfile, o destaque fica para as sedas bordadas em vestidos assimétricos que ecoam a chinoiserie. O mesmo tecido, quando desfiado, cria também um efeito de plumas em um vestido curto. Esses looks combinam com o adorno de cabeça criado por Stephen Jones que, na verdade, é uma camiseta torcida sobre os cabelos das modelos. Além de evidenciar o olhar sensível de Sarah nas ornamentações, tais escolhas recordam que a Givenchy é, na essência, um ateliê de couture capaz de fazer maravilhas artesanais –  ainda que essa ala esteja sem desfiles desde janeiro de 2020, quando Clare Waight Keller ainda ocupava o cargo de diretora criativa. Fica a torcida para que a alta-costura volte à marca pelas mãos da designer inglesa.

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