Tudo sobre a Pool Loop, linha sustentável da Pool Jeans

Como a Pool Loop está reinventando a forma de fazer roupa com atributos de circularidade e ressignificação no varejo brasileiro de moda – incluindo uma parceria inédita de upcycling com Marcelo Sommer.


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CONTEÚDO APRESENTADO POR POOL JEANS

O assunto é antigo, mas tem ganhado cada vez mais força no Brasil: a indústria da moda precisa entender maneiras de tornar sua cadeia produtiva mais sustentável. A Riachuelo está nessa jornada há algum tempo. Com o relançamento da marca Pool Jeans, em 2025, surge a Loop, focada em pensar alternativas para a circularidade do denim. No ano passado, a marca lançou a maior coleção circular da sua história, com 42 mil peças feitas com 25% de algodão reciclado de aparas da indústria têxtil e 75% de algodão brasileiro responsável. “O jeans sempre foi uma das produções de mais impacto ambiental na moda. Temos muitos processos de lavanderia, tinturaria, customização e sobras têxteis. Por isso, decidimos prever uma maneira de abordar o tema dentro dessa linha”, explica Taciana Abreu, diretora de sustentabilidade da Riachuelo.

A resposta veio em duas frentes. A primeira foi a criação do primeiro jeans brasileiro confeccionado com elastano bio-based proveniente de cana-de-açúcar e viscose feita com 20% de resíduos de algodão reciclados pré e pós-consumo. A iniciativa é um trabalho conjunto da rede varejista em parceria com a Lenzing, que produz fibras celulósicas com manejo sustentável, a Creora, referência na produção de elastano, e a Canatiba, especializada em fiação e tecelagem do material. O resultado é um denim que traz para o Brasil fibras inovadoras e mistura com algodão nacional responsável.

A segunda é um tanto mais complexa – e interessante. A Pool Loop começou a entrar com tudo no mercado de ressignificação, assunto pouco explorado quando falamos de fast fashion. Tudo começa com os coletores de roupas usadas instalados em quase todas as lojas Riachuelo ao redor do Brasil. “A ideia é fazer com que as pessoas entendam que qualquer roupa pode ter valor para o mercado”, fala Taciana. “Você pode devolver a peça para a loja que nós fazemos o encaminhamento correto. Se ela estiver em bom estado, doamos para bazares solidários. Se for passível de reciclagem, a gente recicla. E, se não puder ser doada nem reciclada, ela parte para um processo de geração de energia a partir da queima do resíduo têxtil em um ambiente controlado. Isso garante todo o checklist ambiental”, continua.

A próxima fronteira a ser explorada foi, então, o upcycling. E é aí que entra o nome do estilista Marcelo Sommer, um dos especialistas nessa seara no Brasil. “Meu sonho era fazer upcycling em escala industrial, para que o impacto seja ainda maior”, conta Marcelo. Acostumado a criar looks únicos de forma totalmente artesanal, a junção com a Riachuelo foi um aprendizado.

Nesse drop, que está sendo tratado como um laboratório de experimentação, ele utilizou peças que estavam paradas nos centros de distribuição, looks com pequenos defeitos, sobras de tecidos guardadas no acervo e até estampas antigas, retrabalhadas. O primeiro drop conta com 16 modelos e será lançado em abril, somente na pop-up da Riachuelo em Pinheiros, São Paulo. É tudo a cara de Marcelo Sommer: jovem e vintage, moderno e nostálgico, tudo ao mesmo tempo. E o melhor: com uma grade significativamente maior do que aquela que ele está acostumado a trabalhar em sua marca própria. “O upcycling não é uma tendência. É um comportamento necessário”, finaliza o estilista.

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