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O Príncipe Philip, Duque de Edimburgo e marido da Rainha Elizabeth II, morreu aos 99 anos. Segundo comunicado do Palácio de Buckingham, residência oficial da coroa britânica, o monarca faleceu "pacificamente" na manhã desta sexta-feira (9.4), no Castelo de Windsor, que fica nos arredores de Londres.

A família real não confirmou a causa da morte. Príncipe Philip, no entanto, foi internado no hospital King Edward VII em fevereiro, onde passou um mês internado. Em seguida, ele foi transferido ao St. Bartholomew, e passou por um procedimento cirúrgico para tratar um problema cardíaco.

Philip se casou com a Rainha Elizabeth — então princesa — em 1947, cinco anos antes dela ascender ao trono, e foi o consorte real mais longevo da história do Reino Unido. Por ser marido de uma mulher herdeira ao trono, ele não recebeu o título de "Rei", mas de "Príncipe Consorte", função que cumpriu até 2017, quando se aposentou da vida pública.

O casal era primo em terceiro grau, ambos tataranetos da Rainha Vitória, do Reino Unido. Philip era filho do príncipe André da Grécia e Dinamarca, que era o segundo na linha de sucessão ao trono, filho do Rei George I dos Helenos. Já sua mãe era a princesa Alice, filha do Lord Louis Mountbatten e bisneta da Rainha Vitória.

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Ele nasceu em 10 de junho de 2021 na Ilha de Corfu, na Grécia. Quando ele tinha apenas 18 meses, no entanto, sua família foi deposta do trono da Grécia e exilada do país. Após uma breve passagem pela França, Philip foi acolhido, ainda criança, por seu tio materno, que então tinha herdado o título de Lord de Mountbatten.

Philip se tornou cadete da Marinha Britânica em 1939, aos 18 anos, mesmo ano em que conheceu Elizabeth. Eles, então, começaram um relacionamento por cartas.

Fotos da Rainha Elizabeth com Príncipe Philip

Foto: Tim Graham | Getty Images

Nas bodas de Diamante, em 2007.

Depois de anos de namoro, Philip pediu a mão de Elizabeth em casamento a seu pai, o Rei George IV, que concordou, contanto que ele esperasse a futura rainha completar 21 anos no ano seguinte. Para seguir com o matrimônio, ele abriu mão de seu título como príncipe da Grécia e Dinamarca.

Entre as muitas controvérsias de sua vida como Príncipe Consorte, o Duque de Edimburgo lutou para que seus filhos — e os filhos de seus filhos — carregassem, também, seu sobrenome, e não só o da casa real de Windsor, como seria de praxe, renomeada Mountabatten-Windsor.

Em rara entrevista ao jornal Independent em 1992, Príncipe Philip afirmou que se pudesse escolher, "preferiria ter continuado na Marinha", em vez de se tornar um monarca consorte. Ele, no entanto, ponderou que "tentou tirar o melhor da vida" como tal.

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Philip era, também, conhecido por seu estilo, e chegou a ser eleito como um dos homens mais bem vestidos do mundo por diversos veículos de moda. O Duque de Edimburgo era bastante próximo de sua nora, a Princesa Diana. Em 2007, foram a público cartas trocadas por ambos, em que a antiga esposa de Charles chamava o sogro de "pai".

O Palácio de Buckigham ainda não divulgou informações sobre o funeral de Príncipe Philip, mas segundo o comunicado à imprensa anunciando sua morte, as solenidades deverão ser discretas, a pedido do próprio Duque.

Apesar da pandemia de coronavírus, cidadãos britânicos deixaram suas homenagens nos portões do Palácio de Buckingham, e formam uma pequena vigília.




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