Tendências gastronômicas 2026: o que vamos comer este ano
Das miniporções ao reinado do repolho, confira 7 tendências gastronômicas que prometem tomar conta das mesas.
Gosto não se discute? Claro que sim! Amamos debates sobre comida e bebida. E o primeiro mês do ano é o momento ideal para fazer as previsões do que vai dominar as mesas e os copos daqui para a frente.
Quem será o pistache da vez? Como fica o tamanho das porções em tempos de caneta emagrecedora? A obsessão pela proteína vai continuar? Descubra as respostas para essas e outras questões na nossa lista de tendências gastronômicas 2026.
Repolho é rei

Foto: Natasha Skov / Unsplash
Do New York Times ao relatório Pinterest Predicts, está todo mundo apostando: o repolho é o vegetal do ano. E motivos não faltam para o sucesso dessa crucífera. Na verdade, ele se encaixa em várias tendências que despontam este ano. Para começar, é rico em fibras. Versátil, ele pode ser consumido cru, cozido, assado e também fica ótimo fermentado, em preparações como chucrute e kimchi. É também um ingrediente muito associado a comidas afetivas e nostálgicas. Fora que o custo-benefício é ótimo: precinho camarada e alto rendimento. Viva o repolho!
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Ano de fibras

Foto: Louise Lyshoj / Unsplash
O que é, o que é: aumenta a sensação de saciedade e, consequentemente, diminui o apetite. Não vale responder Ozempic! Estamos falando das fibras, que vêm com força total nas tendências gastronômicas 2026 – até o CEO do McDonald’s, Chris Kempczinski, aposta nelas. E esses compostos vegetais não vão ser consumidos apenas em suas fontes naturais, como nosso amigo repolho. Produtos como massas, pães, biscoitos e até refrigerantes prebióticos, ganham cada vez mais espaço nas prateleiras dos supermercados.
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Dá-lhe proteína!

Foto: Sergey Kotenev / Unsplash
Rechaçada por tanto tempo, a carne vermelha parece que está deixando seu posto de vilã para ganhar o posto de queridinha do momento. E uma das explicações para isso é a obsessão por proteína na dieta, que está longe de arrefecer. Mas em vez de ser difundida em shakes e potes de creatina, o que dá sinais de crescimento nas pesquisas de tendência é a preferência pelo bom e velho bife. Por outro lado, os ultraprocessados vegetais que emulavam carne e fizeram sucesso anos atrás perdem cada vez mais popularidade.
Só um bocadinho

Foto: Carnivore Style / Unsplash
Definitivamente, as canetas emagrecedoras estão mexendo com nosso lifestyle. Uma das tendências que desponta na falta de apetite generalizada é a das miniporções, que já está sendo chamada de “snackficação”. “Miniversões de drinks, pratos, guloseimas e indulgências estão acelerando por duas razões. Um: são lúdicas, fofinhas e fazem você sorrir. Dois: elas são as novas favoritas dos consumidores que querem diminuir o tamanho das porções ou estão perdendo peso com o uso do GLP-1 (princípio ativo do Ozempic e outros medicamentos do gênero)”, declarou o diretor de comida e bebida da agência de tendências WGSN ao site da BBC.
Viva o vinagre!

Foto: Towfiqu Barbhuiya / Unsplash
Quem disse que só de novidades vive a gastronomia? O milenar vinagre está sendo apontado como ingrediente do ano por várias publicações. Ele ressurge como um “alimento funcional ancestral”. Muito além de tempero para salada, o vinagre vira ingrediente que brilha na coquetelaria e aparece até finalizando sobremesas e biscoitos.
Saudades da vovó

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Aliás, falando em velhas tradições que perduram, as tendências gastronômicas 2026 indicam que este será o ano da nostalgia – ou melhor, da nonna-stalgia, como alguns já vêm chamando a trend, em uma brincadeira com a palavra vovó, em italiano. Em tempos incertos, afinal, nada como uma refeição que remeta a memórias afetivas felizes. Pães e conservas caseiras, além de sabores que remetem à infância, devem brilhar nos próximos meses.
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Comida sensação

Foto: Getty Images
Não basta ser gostoso no paladar: os consumidores estão em busca de texturas diferenciadas no prato. Crocância, cremosidade, espumas e, principalmente o “chewy” – aquela textura macia, mas resistente à mordida, às vezes um tanto grudenta, como o mochi – são altamente desejáveis. “Esta é a geração do fofinho, mastigável, suave, crocante, derretido”, definiu Andrew Freeman, presidente da empresa de consultoria estadunidense AF & Co. em entrevista ao New York Times.
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