NYFW: Carolina Herrera, inverno 2026
Na busca por uma moda mais próxima do real, Wes Gordon, diretor criativo da Carolina Herrera, envereda para o lugar-comum, em nova coleção.
O inverno 2026 da Carolina Herrera baixou a bola em comparação à apresentação de verão 2026, quando a marca instalou uma passarela cor-de-rosa de 450 metros na Plaza Mayor, em Madri. Naquela ocasião, as modelos ostentaram looks carregados de cor e volume – uma sintonia com as raízes latinas fundadora da casa, a estilista venezuelana de mesmo nome. Agora, a proposta é mais próxima de uma realidade cotidiana.

Carolina Herrera, inverno 2026. Foto: Getty Images

Carolina Herrera, inverno 2026. Foto: Getty Images

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O diretor criativo Wes Gordon afirma, em um vídeo divulgado no perfil da marca no Instagram, ter buscado inspiração em um grupo de mulheres que admira e, em sua avaliação, moldam a cultura. São elas as artistas visuais Amy Sherald, Eliza Douglas (também musa de Demna), Anh Duong, a atriz Rachel Feinstein e sua filha Flora Currin, a fotógrafa Ming Smith e a galerista Hannah Traore. Todas elas desfilaram.
Os tons fechados predominam nas roupas, inclusive naquelas com animal print. A silhueta acompanha as linhas do corpo, com conjuntos de alfaiataria slim e combinações monocromáticas de blusa com calça ou saia lápis, além de malhas quase transparentes. Já os volumes são discretos e aparecem nas jaquetas e casacos com mangas ovais, em uma pelerine, nas saias com quadril inflado e nos vestidos midi rodados. A imagem de antúrios pontua vermelho em algumas estampas e empresta a sua forma a broches e cintos de metal.

Carolina Herrera, inverno 2026. Foto: Getty Images

Carolina Herrera, inverno 2026. Foto: Getty Images

Carolina Herrera, inverno 2026. Foto: Getty Images

Carolina Herrera, inverno 2026. Foto: Getty Images

Carolina Herrera, inverno 2026. Foto: Getty Images

Carolina Herrera, inverno 2026. Foto: Getty Images
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É verdade que a Carolina Herrera tem a sua identidade construída a partir da exaltação da feminilidade e se tornou reconhecida por signos já consagrados desse universo. No movimento de reduzir a coleção para itens cotidianos, porém, algumas saídas, como a estampa de salto alto e o styling à la tradwife, acabam conduzindo a proposta a um terreno previsível demais – e até datado. Nesse sentido, o literal não contempla a pluralidade das mulheres eleitas como musa nessa estação, cujas trajetórias e linguagens são distintas entre si. Saem na frente os vestidos e camisas de organza, amplos e fluidos, que se destacam como soluções mais atuais, leves e interessantes.
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