Conheça o projeto Prateados, que promove a socialização dos adultos 60+ em São Paulo

Com atividades de cultura e bem-estar, a start-up Prateados coloca a maturidade em pauta e incentiva a ocupação da cidade.


Conheça o projeto Prateados, que promove a socialização dos adultos 60+ em São Paulo
Foto: Divulgação



O foco de grande parte das empresas parece estar na geração Z, que agrega pessoas nascidas entre os anos de 1997 e 2012. No entanto, indivíduos acima de 60 anos movimentam mais de 2 trilhões de reais por ano e representam mais de 34 milhões de consumidores. Com isso em mente, a start-up Prateados convida marcas e grandes empresas para a promoção de encontros e experiências urbanas, que visam a socialização e o bem-estar dos adultos 60+.

Ainda em fase beta (de teste), a Prateados começou suas atividades em outubro de 2025, em São Paulo, onde opera como um laboratório urbano. “Organizamos atividades para que essas pessoas se encontrem, se conheçam e ocupem a cidade. Fazemos isso com acompanhamento especializado para que os encontros sejam seguros não só para os participantes, como também para os familiares deles”, descreve à ELLE a fundadora Ana Boyadjian. O objetivo é expandir o projeto para outras cidades. 

“Quando organizamos um programa de atividade física, existe o acompanhamento de profissionais de saúde e de educação física. Quando é algo cultural ou recreativo, promovemos conversas com terapeutas integrativos e especializados nessa população”, continua a empresária. “Gosto de pensar que somos um ecossistema que estimula a longevidade para a sociedade 60+”, revela ela.

Conheça o projeto Prateados, que promove a socialização dos adultos 60+ em São Paulo

Foto: Divulgação

As atividades são realizadas em pontos emblemáticos da capital paulista, como no Cine Petrobrás, da Rua Augusta, e no Conjunto Nacional, com o apoio de diferentes empresas. “Entendemos a cidade como um território de autonomia e socialização, reforçando a ideia de que envelhecer não significa reduzir a circulação ou o repertório cultural, mas reorganizar ritmos, interesses e formas de encontro”, diz Ana. 

De acordo com ela, em um cenário que aponta o aumento da expectativa de vida no Brasil, a start-up dá enfoque para um território estratégico de comunicação, que pode ser relevante tanto para marcas quanto para instituições que queiram começar um diálogo responsável com o público maduro.

Nesta fase de teste, a programação é oferecida gratuitamente para 50 participantes. A partir de maio, o projeto abrirá para assinaturas, mas continuará oferecendo eventos gratuitos periódicos.

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