PFW: Louis Vuitton, inverno 2026

Na Louis Vuitton, o diretor criativo Nicolas Ghesquière olha com lentes digitais para como as condições climáticas moldaram a maneira como nos vestimos ao longo da história.


Louis Vuitton, inverno 2026.
Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação



Se o cenário da Louis Vuitton te lembrou jogos como Super Mario, você não está maluco. A referência não é exatamente essa, mas a leitura faz sentido. A ideia era representar a natureza dentro de um contexto transformado por um mundo digital.

Para isso, o diretor criativo Nicolas Ghesquière contou com a colaboração do diretor de arte da série Separação, Jeremy Hindle, na concepção dos picos e morros geométricos cobertos por grama que cercavam a passarela. O mote natural também orienta as roupas do inverno 2026 da marca. O ponto de partida é como o que colocamos sobre o corpo sempre foi moldado por condições climáticas.

Louis Vuitton, inverno 2026.

Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação

Louis Vuitton, inverno 2026.

Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação

Louis Vuitton, inverno 2026.

Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação

Louis Vuitton, inverno 2026.

Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Na prática, o estilista olha principalmente para trajes específicos de comunidades, culturas e regiões montanhosas – dos Alpes às Cordilheiras dos Andes ao Himalaia. É difícil apontar com precisão a origem de cada elemento: um macacão tirolês, um chapéu mongol, um poncho tibetano. E a intenção é exatamente essa. Tem a ver com o filtro digital que permeia a visão do criador nesta estação – e também a forma pela qual somos expostos a toda uma infinidade de imagens e informações.

As propostas se mostram mais interessantes justamente quando a miscelânea é intensificada. Exemplos são os conjuntos de minissaia, top geométrico e casaco, tudo de lã, com aplicações de imagens do artista ucraniano Nazar Strelyaev-Nazarko. As combinações de tecidos tecnológicos com formas de vestimentas da realeza de séculos atrás também chamam a atenção.

Louis Vuitton, inverno 2026.

Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação

Louis Vuitton, inverno 2026.

Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação

Louis Vuitton, inverno 2026.

Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação

Louis Vuitton, inverno 2026.

Louis Vuitton, inverno 2026. Foto: Divulgação

Nicolas não está sozinho nessa onda primitiva e natural. Um ano atrás, Miuccia Prada e Raf Simons abordaram o assunto no inverno 2025 da Prada. Rick Owens recorre ao tema com frequência. Nesta temporada, looks felpudos ou com aparência animalesca aparecem nas mais variadas grifes: Chloé, Loewe, Stella McCartney, Dries Van Noten e Miu Miu. A diferença é seu ponto de vista.

Desde 2020, o designer se debruça sobre a história da moda para desenvolver suas coleções. Agora, ele vai além das eras renascentista e medieval referenciadas recentemente. Também amplia seu olhar para outros estratos sociais que não a aristocracia europeia. Faz tudo isso conectando a função básica das roupas (proteção e sobrevivência) a seus atributos culturais (expressão individual e coletiva).



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