Letrux divide as inspirações por trás de seu novo álbum
Cantora lança "SadSexySillySongs", com influências que vão de Maria Bethânia a Prince.
SadSexySillySongs não é apenas o título do novo álbum de Letrux, mas a inspiração da cantora, compositora e escritora carioca para o disco, depois de um hiato de três anos.
O disco – seu quarto trabalho, entre três livros – traz 12 faixas, metade delas em português, metade em inglês. Como o nome sugere, as músicas são tristes, sexy e bobas, passeando pelo pop, rock e MPB, com participações de Jadsa, Bruno Capinan e Mahmundi.
Letrux, que segue entre shows para apresentar o disco ao público, divide com a ELLE as influências das novas canções, seguindo a temática do álbum. Mas frisa que tem suas inspirações “eternas” – Rita Lee, Marina Lima, Patti Smith e Bob Dylan, na lista.
LEIA MAIS: Sarah Oliveira investiga a força emocional dos refrãos
Músicas tristes
“Ouvi muito J.J. Cale (1938-2013), um guitarrista que já morreu (ele escreveu sucessos de Eric Clapton como “Cocaine”). Músicas bem voz e guitarra. Algumas são instrumentais, outras tem voz, uma coisa meio blues. Amo muito.
E Rosa Passos, cantora, compositora e violonista baiana, com várias músicas só voz e violão também; umas tristes, outras alegres. Tem essa crueza da voz e violão, que foi uma inspiração forte para o disco”, conta Letrux.
Músicas sexy
“Grace Jones foi uma referência. Prince também foi uma influência bem forte para as músicas sexy. Amo muito.
Tem uma música da Maria Bethânia que acho super tesuda também, ‘Recado falado’ (do disco Maria, 1988). É uma letra que você fica pensando coisas, sabe? E Alceu Valença também, com ‘Tesoura do desejo’ (do álbum 7 desejos, de 1992), amo.
Tem uma canção da PJ Harvey, ‘The letter’ (do disco Uh huh her, de 2004), que ela fala sobre escrever, sobre segurar uma caneta e isso foi muito uma inspiração para minha música ‘Caligrafia tarada’. Sou uma pessoa que ama escrever, ama caderno, ama cheirar um livro quando abre um e, quando compra um caderno, ama o cheiro da tinta nele. Amo lápis e borracha. Fico chocada quando as pessoas falam: ‘Eu nem sei mais como é a minha letra’. Eu digo: ‘Oi?!’. Acho que quis fazer uma música em homenagem à caligrafia e ‘The letter’ foi uma grande inspiração na vida.”
LEIA MAIS: 5 fatos por trás do novo disco de Harry Styles
Músicas bobas
“Tem uma música do Paul McCartney com o Wings – banda dele, depois dos Beatles –, ‘Silly love songs’ (do disco Wings at the speed of sound, 1967), que acho formidável. Sou muito fã dele – ele com os Beatles, ele com o Wings, ele como artista solo…
Alguns artistas conseguem trazer um bom humor na letra que eu fico ‘nossa, que liberdade!’. Ouço ‘Ele me deu um beijo na boca’, do Caetano Veloso (do álbum Cores, nomes, de 1982) e penso: ‘Caetano, que coisa mais livre, maravilhosa’. Dou risada em alguns pedaços dessa música, acho muito livre.
Tem um grupo do Rio chamado Banda Biltre que acho muito livre também, pessoas que flertam com a bobeira no melhor sentido da palavra, no sentido mais gostoso, se permitem e isso não tem preço, é maravilhoso.”
LEIA MAIS: “Sempre fui fiel à minha arte e a mim mesma”, diz Tati Quebra Barraco
Para ler reportagens e séries especiais, assine a ELLE View, a área exclusiva da ELLE para assinantes.



