Sauer lança coleção inspirada em jardim que não existe na SP-Arte 2026 

A Sauer apresenta na SP-Arte 2026 uma seleção de joias criadas em cima de uma botânica fantástica.


Sauer SP-Arte 2026
Colar com esferas de vidro de Murano da coleção Impossible Flora da Sauer. Foto: Mar+Vin



Stephanie Wenk, diretora criativa da Sauer, percebeu uma semelhança entre a joalheria e a obra do escritor e ilustrador holandês Leo Lionni ao encontrar uma edição do livro Parallel botany (1976). No exemplar, o autor constrói o que ele chama de “ficção de plantas”, deixando a imaginação livre para conceber uma vegetação sem compromisso com a realidade. “Isso me tocou, porque a gente também parte do natural, com as pedras preciosas, e trabalha com a transformação delas no ateliê”, explica a designer. Nasce daí a nova coleção da marca, Impossible Flora, lançada em um evento para convidados na SP-Arte 2026, no dia 08 de abril. 

Sauer SP-Arte 2026

Coleção Impossible Flora da Sauer. Foto: Mar+Vin

Sauer SP-Arte 2026

Peça da coleção Impossible Flora da Sauer. Foto: Mar+Vin

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Tratam-se de peças únicas e produzidas em série que formam um herbário de espécies inexistentes. Apesar da abertura para a fantasia, Stephanie garante que nada começou do zero. “Existem elementos familiares que nos ancoraram nesse caminho, como a estrutura botânica e o seu padrão de crescimento e texturas. Mas nos afastamos do usual para seguir um lugar intuitivo e especulativo, o que é traduzido em volumes, seleção de pedras e lapidações, além de novos materiais.” Há, por exemplo, a primeira investida da grife em porcelana em anéis, brincos, colares e pendentes. As louças são pintadas à mão com flores que lembram plantas carnívoras. Outros componentes pouco convencionais na joalheria aparecem, como o uso da madeira e do vidro de Murano integrados ao ouro e aos diamantes.

O visual dos produtos carrega ainda a influência estética de dois alemães: dos desenhos do biólogo Ernst Haeckel vêm as cores e das fotografias de Karl Blossfeldt, as formas. Dessas referências derivam os caules de ouro em espiral de um par de brincos de lápis lazuli e ouro amarelo e a seleção de pedras como esmeraldas, safiras e rubis. Destaque para as pulseiras com silhuetas de suculentas quiméricas e para os anéis de cabochão de algas-marinhas que remetem a fungos fantásticos. Tais gemas esverdeadas têm relevância histórica na Sauer, que celebra 85 anos em 2026. A programação de aniversário inclui um livro e uma retrospectiva este ano.

Sauer SP-Arte 2026

Colar de ouro e lápiz lazuli da Sauer. Foto: Mar+Vin

Sauer SP-Arte 2026

Brincos de porcelana pintados à mão da Sauer. Foto: Mar+Vin

Sauer SP-Arte 2026

Coleção Impossible Flora da Sauer. Foto: Mar+Vin

Sauer SP-Arte 2026

Brincos de madeira, diamantes e ouro da Sauer. Foto: Mar+Vin

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A coleção chega às lojas brasileiras e à estadunidense da empresa neste mês, e o público que passar pela SP-Arte 2026 entre os dias 09 e 12 de abril poderá conferir todos os itens de perto. O evento, que reúne 180 expositores, tem a Sauer como a única representante do setor de joalheria na lista. Desde 2018, a marca ocupa um estande no local e entrega, pelo segundo ano seguido, o seu Sauer Art Prize para reconhecer talentos das artes visuais. “É uma maneira de fomentar o pensamento crítico e dar suporte a artistas que estão começando. A gente entende isso como uma retribuição nossa ao circuito”, diz Stephanie.

Isso acontece porque a marca tem participado de feiras do tipo para apresentar as suas duas coleções anuais. A Impossible Flora, por exemplo, será exibida no dia 14 de maio na Independent Art Fair, em Nova York. No passado, a Sauer já fez ativações na Arte Rio e no The Armory Show, em Nova York. Num futuro próximo há planos de chegar à Miami Art Basel. “A gente sempre teve uma relação próxima com esse universo. É um lugar onde existe conversa e troca, o que valorizamos muito. Preferimos dizer que temos colecionadores de nossas joias, não clientes, e que elevamos a percepção dos nossos objetos como esculturas para o corpo”, explica a diretora.

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