Pace, inverno 2026
Pace estreia na passarela com coleção baseada em seus alicerces de estilo – alfaiataria, utilitarismo e streetwear – e apresenta primeira linha feminina.
A Pace foi fundada em 2017 pelo casal Felipe e Juliana Matayoshi. Inicialmente, era uma marca de sapatos. As roupas entraram em cena aos poucos, como complemento, a partir de meados de 2018. Quase uma década depois, a grife estreou nas passarelas, com uma plateia de mais de 300 convidados, na Praça das Artes, no centro de São Paulo.

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi
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O feito ajuda a dimensionar as conquistas acumuladas até aqui. A Pace faz parte de um grupo de etiquetas de streetwear nacional com uma base de fãs (e clientes) impressionante. Isso era perceptível antes mesmo da inauguração da primeira loja física, em 2024, no bairro do Jardins (até então, as vendas aconteciam online ou via multimarcas). Durante um preview, Felipe contou que o objetivo sempre foi o mesmo: “Ver pessoas usando nossas criações na rua”. Outra constante é o foco em peças com códigos de alfaiataria, utilitarismo e da cultura japonesa, país de ascendência do fundador.
O desfile na noite de terça-feira (02.06) representa bem esses pilares. O ponto de partida é o traje da arte marcial Kendo, que resultou nos cintos com bolsos, nos coletes que remetem ao Dō – uma espécie de protetor de tronco – e nos chapéus. O inverno 2026 traz ainda calças curtas pregueadas, jaquetas bomber, sobretudos com gola de shearling e camisas alongadas que parecem saias. O jeans e o couro merecem destaque – os melhores itens são feitos desses materiais.

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi
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Na ala feminina, a intenção é se manter fiel ao vocabulário já conhecido da PACE. O desenvolvimento da linha aconteceu naturalmente, em resposta a um público cada vez mais diverso – hoje, 30% das vendas são feitas para mulheres. Para atender melhor a clientela, as peças ganham mais leveza e suavidade, vide as saias transparentes combinadas a coletes de couro e os tops texturizados.
Por que tudo isso agora? Mais uma vez, tem a ver com o termômetro do consumidor. Juliana explica: “Sabemos que o desfile é uma ferramenta importante de divulgação. Queremos que cada vez mais gente nos conheça”. E isso inclui pessoas do mundo inteiro.

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi
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A internacionalização da label começou em 2022, quando a dupla passou a realizar vendas em showrooms duas vezes ao ano durante a semana de moda de Paris. O esforço deu resultado: atualmente, a marca é comercializada em 21 endereços ao redor do mundo. O sucesso é indicativo da força que o streetwear brasileiro conquistou fora do país nos últimos anos. Em reportagem de abril de 2025, a ELLE mapeou quem estava pavimentando esse caminho. E a Pace era um desses representantes.
A passarela funcionou como um incentivo para experimentações, como os fuxicos feitos de etiquetas antigas, os coletes com jeito de armadura e maior atenção à alfaiataria. Os itens chegam às araras em versões mais fáceis de serem assimiladas pela clientela. Afinal, foi sempre pensando nela que a grife chegou até aqui.

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi

Pace, inverno 2026. Foto: Zé Takahashi
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