Cultura

Conheça os figurinistas indicados ao Oscar 2021

Os cinco concorrem ao prêmio por seus trabalhos nos filmes A voz suprema do blues (foto), Emma, Mank, Mulan e Pinóquio.

Foto: Divulgação/Netflix
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O prêmio de melhor figurino é um dos mais esperados pelos entusiastas da moda na cerimônia do Oscar. Mas quem está por trás dos looks que vemos nos filmes? Neste ano, cinco figurinistas concorrem à estatueta pelos longas Emma, Mank, Mulan, Pinóquio e A voz suprema do blues (confira os indicados as demais categorias da premiação aqui). Conheça mais sobre cada um deles:

Alexandra Byrne, por "Emma"

Alexandra Byrne

A figurinista Alexandra Byrne

John Sciulli/Getty Images

Alexandra Byrne concorre ao Oscar pelo figurino de Emma, longa inspirado na obra homônima de Jane Austen, com Anya Taylor-Joy no papel principal. A figurinista inglesa é conhecida na premiação. Em 2008, seu trabalho em Elizabeth: a era de ouro lhe rendeu o Oscar de melhor figurino. Ela foi indicada ao prêmio outras cinco vezes, a última em 2019, por Duas rainhas.

Apesar do desejo de trabalhar com figurinista, Alexandra se formou arquiteta, já que na Inglaterra os profissionais acumulavam a função de cuidar das roupas e dos cenários do teatro. O diploma de arquitetura era então um bom "cartão de apresentação".

Além de longas históricos, ela trabalhou em filmes da Marvel: Thor, Guardiões da galáxia e Doutor estranho. Neste ano, ela também foi indicada ao prêmio BAFTA de melhor figurino por Emma.

Divulgação

Anya-Taylor Joy e Mia Goth em "Emma".

Trish Summerville, por "Mank"

Trish Summerville

A figurinista Trish Summerville

Frazer Harrison/Getty Images

Essa é a primeira indicação de Trish Summerville ao Oscar. A figurinista já trabalhou em outras grandes produções do cinema, como Jogos Vorazes: em chamas, Millenium: os homens que não amavam as mulheres e Garota exemplar, mas foi Mank que chamou a atenção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Trish já concorreu ao Emmy de melhor figurino pela série da HBO Westworld.

Mank, longa do diretor David Fincher, bateu o recorde de indicações neste ano: dez. Um dos principais desafios de Trish era de que o longa, que se passa nos anos 1930 e 1940, foi filmado em preto e branco. Sem poder contar com as cores, ela brincou com contrastes entre luz e sombra, além de adicionar muitos acessórios aos figurinos. Trish usou filtros em preto e branco do Instagram para testar como os looks ficariam no longa.

Seu trabalho em Mank lhe rendeu também uma indicação ao BAFTA.

Reprodução
Amanda Seyfried em "Mank"

Bina Daigeler, por "Mulan"

Bina Daigeler

A figurinista Bina Daigeler

Amy Sussman/Getty Images

A Disney esteve entre os indicados ao Oscar de melhor figurino por suas versões live-action de animações. Primeiro, por A bela e a fera, em 2018. Agora, em 2021, por Mulan. Bina Daigeler, conhecida por seu trabalho com o diretor Pedro Almodóvar nos filmes Volver e Tudo sobre minha mãe, assina o figurino do filme, que se passa no período da dinastia Tang, na China, e que deu a ela sua primeira indicação ao Oscar.

Apesar das controvérsias que marcaram a estreia de Mulan, a alemã conta que buscou se aprofundar na história da China antes de criar os figurinos dos filmes. Ela pontua que, na época em que se passa o filme, cada cor tinha sua "função social" — o amarelo, por exemplo, era reservado ao imperador. Muitos dos tecidos usados foram tingidos por sua equipe para que tivessem a tonalidade correta.

Um dos desafios de Bina foi criar peças funcionais para as cenas de batalha. Yifei Liu, que interpreta Mulan, por exemplo, usou tênis da Stella McCartney enrolados em couro, para parecer sapatos da época. Já as armaduras dos soldados do exército chinês tiveram versões feitas de materiais diversos para se adaptar às diferentes cenas.

Divulgação/ Disney

Yifei Liu como Mulan

Massimo Cantini Parrini, por "Pinóquio"

Massimo Cantini Parrini

O figurinista Massimo Cantini Parrini

Daniele Venturelli/Getty Images

Massimo Cantini Parrini assina o figurino de Pinóquio, adaptação em live-action do personagem que ficou conhecido na animação de 1940 da Disney — mas esse não é um filme do estúdio. Lançado em 2019, o longa é uma produção italiana do diretor Matteo Garrone.

O italiano, que trabalhou como assistente de figurino em Irmãos Grimm, buscou inspirações para o figurino de Pinóquio em roupas dos séculos 18 e 19, de seu próprio acervo. As roupas usadas no filme foram posteriormente expostas no Museu Têxtil de Prato (Itália).

Divulgação

Ann Roth, por  "A voz suprema do blues"

Ann Roth

A figurinista Ann Roth

Daniel Zuchnik/ Getty Images

Ann Roth chega ao Oscar como a preferida para levar a estatueta de melhor figurino por A voz suprema do blues. Aos 89 anos, ela assina o visual glamouroso de Ma Rainey, uma cantora negra de blues que fez sucesso nos Estados Unidos entre as décadas de 1920 e 1930, interpretada por Viola Davis. O personagem Levee (Chadwick Boseman) também tem destaque na trama.

"Ela sabia que precisava ter uma aparência melhor do que ninguém e sua ideia do que era melhor tinha uma certa qualidade do showbiz, e não o que as mulheres da classe alta estavam vestindo", contou Ann sobre Ma Rainey ao portal Fashionista. Já Leeve começa o filme comprando um par de sapatos amarelos, pouco comuns à época, e que marcam a personalidade do músico no filme.

Ann foi indicada outras quatro vezes ao Oscar por longas como O talentoso Ripley e As horas, mas levou o prêmio em 1997, por O Paciente inglês.

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David Lee/ Netflix

Chadwick Boseman (à esquerda) e Viola Davis em "A Voz Suprema do Blues"


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